terça-feira, 21 de maio de 2013

Homem Aranha: Azul...a melhor de todas as histórias!



Azul é a cor da tristeza??

De repente é! Bem vindos ao blog amigos. Mais um post para vocês e hoje vou falar de um herói poderoso, mas com alma de gente como a gente. Não é segredo para ninguém que me acompanha aqui no blog, que adoro quadrinhos. Os quadrinhos tem o poder de nos levar para mundos fantásticos ou de transformar o nosso mundo em uma coisa fantástica. Eu sou louco para conhecer NY, e para mim seria uma NY muito mais interessante, se por lá estivesse um ser com poderes de um aracnídeo gigante. Ele é e sempre será, o amigão da vizinhança. E o mais importante de tudo, é um herói com alma de ser humano comum. Diferente do Superman, um ser super-poderoso que de tão certinho só podia ser alienígena ou do Batman, que é uma crítica social (pensem em um bilionário que arrisca a própria vida por pessoas que nem conhece...) por trás do herói; Peter Parker é um cara como a gente. Ele sofre, ama, leva fora, e rala muito para pagar o aluguel. Vez por outra está lá, levando puxão de orelha da sua tia e nunca se esquece do que tio Bem ensinou: “grandes poderes, grandes responsabilidades”.
Sim, Spiderman é o melhor personagem da MARVEL, na minha humilde opinião. Não tem pessoa que em algum momento não se identifique com ele, afinal que herói contou moedas no final do dia, depois de sair no braço com psicopatas e meta-humanos? Contou moedas para comprar um mísero chapéu para sua tia, que o criou como filho... É amigos, ele sofre e rala muito e não desiste nunca. Entre todos os exemplos que Spiderman poderia nos dar, nunca desistir é o mais importante, além de mostrar a qualquer um que ter poder nem sempre é ter sucesso. E ele é um gênio e batalhou muito para continuar os estudos. Infelizmente, qualquer pessoa que vive como ele vive, está sujeito a ter inimigos poderosos e está sujeito também a ter perdas... e é sobre perdas que se trata essa história.
Não é segredo para ninguém que sua primeira namorada, seu primeiro grande amor, Gwen Stacy foi assassinada pelo Duende Verde (Green Goblin). Foi um dos piores momentos na vida de Peter Parker e eu fiquei muito impressionado quando li a história, pois ali estava um grande herói, um grande ser humano, sendo marcado para o resto da vida. É sobre isso que se trata esta minissérie. Um pouco sobre Gwen Stacy, a linda namorada com coração do tamanho do mundo, que conquistou o nerd do colégio. Narrada de uma forma triste e melancólica, foi com certeza, a melhor história do Homem-Aranha que eu já li e como não canso de dizer, sou leitor das antigas... Jeph Loeb e Tim Sale que já nos presentearam com a maravilhosa obra “Demolidor: Amarelo”, se superaram com esta!



Não acho que essa revista seja apenas para os fã do Spiderman, ela é uma obra que deve ser lida por qualquer um que ama quadrinhos, e está acima de preferências. Somos humanos e é bom lembrar de vez em quando, que nossos heróis também são. Alias, muitas pessoas perdem ente queridos e esse é o único futuro que não podemos escapar. Só que temos que ter esperança, e força de vontade para seguir em frente. Essa obra é isso também, uma espetacular lição sobre esperança. É isso nerds e pessoas que me acompanham, vou ficando por aqui. Não tenho dicas para comprar a mídia física, entretanto no site Coringa Files (que vai estar aí embaixo...) vocês podem achar um bom download. Obrigado pela atenção. Abraços.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

H. P. Lovecraft, o pai do horror!

Realmente, ele é a cara do Bluehand (entendedores entenderam!)

Dá para imaginar o medo de algo indescritível??

Não amigos, não dá. Se você consegue entender o conceito disso, então tenha cuidado, pois você está entrando ou começando a entender o inominável mundo de H. P. Lovecraft. Ele é simplesmente o maior de todos os escritores de horror de todos os tempos, e sua obra é influência de grandes mestres como Stephen King e Clive Barker. Howard Phillips Lovecraft nasceu em Providence (Rhode Island), em 20 de agosto de 1890 e morreu em 15 de março de 1937. Suas histórias são uma verdadeira lenda entre os fãs de literatura fantástica, bem como toda a mitologia em torno da de suas histórias. Conheci Lovecraft cedo, pois para os que não sabem, ele era um grande amigo de um grande ídolo meu: Robert E. Howard, ou como é mais conhecido, “criador de Conan, o Bárbaro”.

Quando comecei a ler quadrinhos, lá com meus 10 anos mais ou menos, eu comecei bem. Afinal, “Espada Selvagem de Conan” era uma ótima revista e uma ótima forma de uma garoto entrar no mundo fantástico. Conforme eu crescia, minha admiração por Robert E. Howard crescia também e comecei a procurar por livros dele. Em reportagens de revistas especializadas, fiquei sabendo de seu grande amigo H. P. Lovecraft. E assim nascia um fã do horror ou do horror fantástico ou do horror psicológico. Todos esses termos se aplicam a obra de Lovecraft. Sua maior criação foi o mito de Cthulhu, esse nome impronunciável que significava algo de não poderia ser narrado ou descrito. A ideia me fascinou e é claro que me cativou na hora. As histórias dele, tinham um “algo mais” que lembrava ficção científica, com magia e tudo que possa imaginar.

Muito tempo depois, já calejado e conhecendo bem Lovecraft, descobri o RPG de Call of Cthullhu e aí que a coisa virou algo profissional; a maneira de interpretar personagens que vão enlouquecendo no decorrer da trama, trás ao RPG uma nova visão e trás ao leitor uma nova perspectiva. Bons e velhos tempos de RPG. Agora para quem pensa que Lovecraft influenciou apenas a literatura, muitos músicos beberam nas fontes da loucura escrita de sua obra. Videogames, quadrinhos, não tem limite para sua influência e entre os nerds, ele é um verdadeiro herói. Não é tão fácil ter toda sua obra, porém para aqueles que, como eu, amam seus livros e contos e fazem questão de ter a maior parte deles em mídia física, podemos achar no Senhor Saraiva. Vou deixar o link aqui. Sei que muita gente não curte o gênero horror, entretanto sua obra transcende o horror e vai cativar aqueles que sabem apreciar uma obra que é excelente pela originalidade. Conheçam Lovecraft.


Bem amigos, vou ficando por aqui e espero ter motivado meus leitores a conhecer a obra de Lovecraft. E deixo aqui uma pequena homenagem. A leitura é muito importante na vida de uma pessoa, ainda mais se podemos dizer que o que lemos nos molda. Entretanto, conquistar o hábito da leitura não é algo fácil. Para isso precisamos de oportunidade e porque não dizer, inspiração. Eu tive ambos. Minha querida Tia Ruth, me apresentou Saint-Exupéry e teve a paciência de me explicar o que não podia aprender sozinho naquela época. Conheci Alexandre Dumas graças a ela também, afinal nada melhor do que pirar com as aventuras dos mosqueteiros mais famosos do mundo direto da fonte. E minha consciência política também vem dela, quem vocês acham que me apresentou George Orwell? Aprendi suas lições Tia Ruth. E nunca esqueço do seu livro de cabeceira. Obrigado. Você não me ensinou a ler, mas me ensinou o que ler. Obrigado pela atenção de todos. Abraços. 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Batman: O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?

Olha aí, com o título original!!!

O fim do Batman??

Digam-me amigos do blog, existe algum outro escritor melhor que Neil Gaiman para escrever uma história dessas? A resposta é tão lógica quanto óbvia, não. Claro que alguns lembrarão do mestre Alan Moore. Ou até mesmo de Frank Miller. Sobre Alan Moore, o que posso dizer é que ele escreveu a última história do Superman. Deixou sua marca. E o que dizer de Frank Miller, que escreveu a obra mais famosa do mundo sobre o Batman... Eu pessoalmente acho que essa história pedia por alguém como Neil Gaiman. Deveria ser uma história sombria, bem ao estilo do Homem-Morcego, com idas e vindas, tiradas engraçadas e um toque do bom e velho humor britânico. Não amigos, ele é a escolha perfeita. E a revista está aí para provar.
Sei que todos que estão aqui lendo este post conhecem o Batman e sabem, ou deveriam saber, que o Homem-Morcego já esteve nas mãos de vários escritores e artistas e cada um deles deixou uma marca em sua história. O mais intrigante do Batman é o que ele representa. Primeiro ele é um homem comum, que vive rodeado por pessoas super poderosas que podem voar, desintegrar com o olhar ou são tão rápidos que podem dobrar o tempo. Fora os alienígenas, elementais e outras aberrações que são comuns no universo que ele vive. E ainda assim, não se acovarda, nem perde a fé na humanidade. Outro ponto de vista, esse mais político, explora a personalidade de Bruce Wayne, um bilionário que poderia ter tudo que um ser humano poderia querer e mesmo assim, se doa mais e muito mais do que recebe em troca. Bruce Wayne é uma crítica social. Imaginem se todos os bilionários do mundo decidissem ajudar os mais necessitados? Ou se vocês extrapolarem os termos financeiros, imaginem que a crítica é para o próprio EUA. O que o país mais rico poderia fazer pelo mundo, se quisesse fazer? O tio Ben, falecido tio do nosso amigo Peter Parker (Spiderman, o amigão da vizinhança), martelou na cabeça dele a célebre frase: “Grandes poderes, grandes responsabilidades.” O Batman/Bruce Wayne, elevou essa frase ao espaço, pois segundo ele todos tem responsabilidade. É como Edmund Burke escreveu: “Para que o mal prevaleça, basta que os bons não façam nada”.
O que mais pode-se falar desta obra, é que a versão que a abençoada Panini lançou por aqui, traz outras histórias, além da mini série completa, que originalmente foi lançada em duas edições. Temos Batman Black and White, Pavana e “Quando” é uma porta. Então são boas histórias além daquela que dá título a edição. Podem comprar com toda certeza pois vale muito. Recentemente estive lendo as edições antigas do Batman, algumas que eu já tinha e outras que não cheguei a ter. É sempre uma maravilha revisitar a obra sobre o morcego. Sou muito fã da DC e não é por menos. Os personagens que eu mais gosto e me identifico estão lá. Assim como as melhores sagas. Entretanto, como o próprio Neil Gaiman diz em sua incrível introdução, o Batman é e sempre será único.
Então amigos, vou ficando por aqui. Vou deixar para vocês alguns links, além do já tradicional da Panini Comics, vou botar outros links de sites que fazem um bom trabalho com o Batman. É sempre bom ler boas histórias, o problema é que algumas são muito antigas. Então gente como eles, prestam um grande favor aos fãs que não são tão antigos na arte de colecionar. Tá tudo aí embaixo para quem quiser e puder. Como sempre, obrigado pela atenção, e até o próximo post. Abraços.
PS: O próximo é sobre livros. Já tem tempo que não posto sobre livros. E esperem um post sobre o Spiderman. Tenho um bom texto sobre ele. Escrevi um tempo atrás e vou postar aqui. Fui.......

Esses caras são muito bons. Conheçam fãs de quadrinhos.




quarta-feira, 15 de maio de 2013

Novos X-Men: Ecos do Amanhã.



Será que nada detém Wolverine??

Aparentemente sim amigo. De todas as sagas que os X-Men já tiveram, o velho canadense esteve em todas. E olha que sou rodado nos quadrinhos. Para quem não acompanha o blog, e está lendo pela primeira vez este aqui, eu leio quadrinhos a bem mais de 2 décadas (quase 3 na verdade, pois como dizia Cazuza, “O Tempo não Para”). Acompanhei a saga da Fênix em Superaventuras Marvel. Quase chorei com a morte de Gwen Stacy e realmente chorei na morte de Bêlit (perdão por essa amigo, mas quando Bêlit morreu até o Conan chorou...), comprei aquela infinidade de revistas para ter completa A Era do Apocalipse. E não estou falando só da Marvel não. Sou mega fã da DC, afinal os meus personagens prediletos estão na DC. Li toda, repito, toda a saga Crise nas Infinitas Terras, acompanhei a era de ouro dos Novos Titãs, com George Pérez e Marv Wolfman, vi um novo mundo se abrir quando li V for Vendetta e Whatchman. E vi na íntegra o nascimento de duas lendas, chamadas Sandman e John Constantine. Sou das antigas. Sei reconhecer uma boa saga e essa é maravilhosa.


Agora essa específica, tem o dedo de Grant Morrison e a lenda Marc Silvestri. Na verdade é a última história para os X-Men de Grant Morrison (última até quando né?). O interessante é que, é uma ótima obra para os fã de carteirinha dos filhos do amanhã, só que apesar de ser visualmente linda, seu enredo é para os mais “escolados”. Não estou dizendo que se você não leu nada antes e se essa é sua primeira HQ dos X-Men, vai ficar que nem cego em tiroteio. Você vai entender, porém vai perder muitas das referências. Esse é o grande problema dos quadrinhos. Eles criam uma mitologia própria, e de uns tempos para cá vi o quanto essa mitologia é cíclica. Vejam só, a Fênix vira e mexe aparece e resolve tudo. E morre ou não morre ou não pode morrer ou nunca foi viva ou whatever. Emma Frost questiona ao Ciclope: “Esta deve ser a terceira vez que você tem de enterrar essa mulher. Essas reprises do seu sofrimento já estão virando um tédio, Scott querido.” Bem, desde que Grant Morrison esteja envolvido, vou sempre estar lá para comprar.


Antigamente era um grande problema você perder um arco ou saga. Seja da Marvel ou da DC. Nos dias de hoje nem tanto. Existem os famosos sites de scans e não é tão difícil conseguir uma saga incrível ou custos de uns dois cliques. Eu não tenho nada contra a leitura digital, apesar de preferir a mídia física. Acontece é que os quadrinhos estão muito caros e nem sempre podemos comprar todos os que queremos ter. Então acaba por ser uma boa alternativa, para aqueles que não querem perder suas histórias. Dito isso, recomendo que comprem Novos X-Men: Ecos do Amanhã e tente baixar todas as histórias dos X-Men de 2004 para cá, pelo menos. Se vocês tiverem disposição, baixem tudo que vocês acharem, tem muita coisa boa aí. Entretanto, digo agora algo com minha própria experiência: Não deixem de comprar o que é impresso. O prazer de ter é bem diferente. Sei que é legal você ler Batman: Cavaleiro das Trevas no tablete ou ipad, todavia ter a obra em suas mãos, sentir aquele cheiro de livro, não tem preço. Um amigo meu, nerd das antigas também, me questionou sobre o futuro dos livros. Será que a era digital veio para acabar de vez com a mídia impressa? Respondi a ele, um sonoro “não”. “Os livros são como Wolverine”. Sim amigos, exatamente como Wolverine. Comprem essa revista e descubram do que estou falando.


E assim termina mais um post, este dedico a todos os meus leitores que enviam centenas de mensagens perguntando o motivo de não terem tantas publicações aqui sobre os quadrinhos da Marvel. Tenham calma, amigos. Muitos viram ainda e meu acervo é grande. Depois de anos e anos na Abril, finalmente posso dizer que os quadrinhos no Brasil estão sendo tratados com o devido respeito. Em todas as suas formas. Em mangás, na Marvel, na DC ou no selo Vertigo a Panini está sendo bem companheira com suas publicações e está inclusive, trazendo velhos clássicos do passado. Eu que tinha a Era do Apocalipse toda em revistas pequenas, pude comprar tudo de novo, em formato americano e papel de luxo. Como eu disse, certas coisas não tem preço. Vou ficando por aqui, e deixando um link da Panini Comics, caso você queira iniciar sua coleção. Uma obra de Grant Morrison, sempre vale a pena e é uma excelente forma de começar. Obrigado pela atenção. Abraços.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Hellblazer: Pandemonium.



A guerra realmente é o inferno na Terra??
War... huh...What is it good for absolutely nothing!!!

Sim nerds que acompanham o blog, segundo o nosso amigo, o mago inglês mais famoso do mundo, a guerra pode ser um inferno sim. Literalmente. Bom dia, boa tarde ou boa noite, mais um post sobre John Constantine. Não é por nada que eu gosto tanto do personagem; falei isso no post passado, o que acho tão interessante é que, com esse personagem podemos fazer qualquer coisa. Tudo é possível para quem faz o que ele faz, fala com quem ele fala e passou pelo que ele passou. Isso abre uma gama de ideias e ambientações das histórias, quase sem limite. Imaginem uma história de Constantine no passado, ou no futuro, ou na Atlântida, ou em outros planetas. Imagine Constantine no Paraiso, na Terra dos Elfos, no mundo dos sonhos. Imagine Constantine tendo uma conversa com Morpheus, tirando onda com entidades suméricas ou passando uma cantada em Aphodite. Para quem já foi ao inferno mais vezes que se pode lembrar, e tirou onda por lá, nem o Céu é o limite. Agora confesso que ver Constantine na guerra, no Iraque, me surpreendeu.


Em “John Constantine Hellblazer: Pandemônio”, temos a volta do filho pródigo Jamie Delano. Para quem não sabe, Jamie Delano é um excelente roteirista que tem uma história de sucesso com o mago inglês. Ele assina as primeiras edições de Hellblazer, que viria a ser a mais longeva série do selo Vertigo. Aqui temos contato com um Constantine mais velho, mais sábio e mais canalha que nunca, tirando onda com o serviço secreto inglês. Sobre a arte, quem assina é Jock (Marck Simpson), artista dos quadrinhos muito conhecido por trabalhos em 2000AD e Losers. Também tem bons trabalhos com Juiz Dredd e Green Arrow: Year One. Com uma equipe dessas, essa graphic novel só poderia ser um sucesso. Para quem não sabe, esse graphic novel tem como finalidade comemorar os 25 anos desde a primeira aparição de John Constatntine, nas páginas de Monstro do Pântano (Swamp Thing). Que o criou foi ninguém menos que Alan Moore. Tudo que Alan Moore cria, é sucesso.


Vamos à história. Como já é de costume de Jamie Delano, sempre podemos esperar um dedo de política. Basta ler seus primeiros trabalhos com o mago inglês. Que Deus a tenha, a primeira ministra M. Thatcher era figura lembrada em muitas histórias. Aqui, a história é mais atual e se passa no Iraque. Sem dar muitos spoilers, imagine a cena: Iraque, guerra explodindo, um homem é preso acusado de ser responsável por um bombardeio em uma cidade. Ao ser interrogado, libera um poder que simplesmente, mata de medo seus interrogadores. Well, as the song says: There's something strange in the neighborhood.Who you gonna call? John Constantine. Quem mais o MI6 poderia chamar, em uma situação dessas? Claro que nosso amigo Constantine não foi de bom grado. Digamos que ele não é exatamente um superpatriota e coisa e tal. Uma trama se arma e o pobre mago se vê forçado a ir para o Iraque resolver a parada, afinal um rabo de saia é um dos pontos fracos de John. Na verdade, é o ponto fraco de todo homem.


Enfim amigos a trama é muito boa e a ambientação melhor ainda. O curioso é que, apesar do relativo tempo que Jamie Delano não trabalha com o personagem, o que sentimos é uma intimidade mais do que natural, eu diria até que esse personagem foi feito para ser trabalhado pelas mãos de Jamie Delano. Quem curte as histórias do mago, não pode deixar de comprar essa obra. Sobre isso agora, um pequeno particular. Muita gente me pergunta se eu gosto ou não da mídia digital de quadrinhos. Respondo que sim, porém prefiro a mídia física. Sou colecionador e não resisto ao papel impresso. Uso a mídia digital por uma simples questão financeira. Aqui no Brasil é muito caro você manter um hobbie desses. Então apesar de querer ler muita coisa, não posso comprar tudo. Aí que entram os arquivos em CBR. Na verdade, graças a esses arquivos, eu posso expandir meu conhecimento do mundo dos quadrinhos. Certas obras, entretanto, eu não abro mão de ter a versão impressa. Então fica a dica. Quem é colecionador não se contenta com mídia digital. Vou ficando por aqui amigos. Deixarei o link da Panini Comics para os colecionadores ou simplesmente para aqueles que, como eu, não são capazes de resistir ao cheiro inebriante de livros novos. Abraços.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Hellblazer: City of Demons.



Constantine tem filhos??

Olá amigos do blog, estou aqui para mais um post sobre o mago mais canalha do mundo. Este personagem sempre tem excelentes histórias e é sempre uma grande honra, para qualquer roteirista, criar história para o maior de todos os títulos do selo Vertigo. Na verdade, depois de Constantine, o termo “quadrinhos adultos”, ganhou outro significado. Agora, não estou dizendo que não existiam quadrinhos com histórias de terror antes. Eu mesmo cheguei a ler alguns, a muito tempo atrás. Não eram grande coisa. Porém o tema é interessante e quando juntamos um bom roteiro, com uma boa arte, não tem como não dar certo. Lembro das histórias de Solomon Kane, que eu lia nas minhas revistas do Conan. Foram histórias muito bem cotadas e o personagem cresceu, tanto que naquela época (estou falando da década de 80, a era de ouro dos quadrinhos...), quando eu lia a seção de cartas de “Espada Selvagem de Conan”, muitas pessoas escreviam para dizer que amavam o personagem e achavam o máximo as histórias de terror, afinal Solomon Kane enfrentava o oculto. Bons tempos. Sem mais delongas, vamos ao mago inglês.


Publicada pela Panini em agosto de 2012, nessa história vemos Constantine enfrentando algumas consequências por ter sangue de demônio nas veias. Como todos sabem, nosso bom amigo John Constantine, tem sangue de demônio na veia. Especificamente, sangue de um demônio chamado Nergal. Nas primeiras edições de Hellblazer, quando Jamie Delano era o roteirista, conhecemos Constantine e vimos como era sua vida, o que o motiva e alguns esqueletos no armário. Sem dar spoilers, esse demônio (Nergal), tinha planos para John. Bem, na verdade o plano de Nergal era que John o ajudasse a impedir que determinadas pessoas, “criassem” um novo “salvador”. Claro que não deu muito certo, afinal quem tem poder para dobrar o mais canalha de todos os magos? Só que cada ação, produz uma reação. De mesma força e intensidade, entretanto com sentidos opostos. Newton nos ensinou e o pobre Constantine aprendeu da pior forma. Nesta sua briga com Nergal, claro que o mago levou a melhor, só que com uma pequena condição... Sangue de demônio nas veias. Esta viria a ser sua marca registrada. Como eu disse causa e consequência. E esta história se trata de uma das consequências.


Como vocês podem imaginar, uma pessoa com sangue de demônio nas veias, não é bem uma pessoa comum. E o que poucas pessoas podem imaginar, é que nos meios certos, com as pessoas certas, sangue de demônio pode ser usado para muitas coisas. Nada de bom, obviamente. Aqui nesta obra, vemos uma forma de utilização e o estrago que isso pode causar. O interessante desta história, é que abre um leque incrível de possibilidades a cerca do sangue especial de Constantine. Da mesma forma que nos leva a pensar o quanto John é real e verdadeiramente perigoso ou até poderoso, afinal nesta história o vemos utilizar sua maldição, como forma de salvação. Não é por menos que Hellblazer é uma das minhas séries prediletas ever, pois as possibilidades com o personagem são simplesmente infinitas. E como John não é exatamente um herói certinho, o nível de exploração de personalidade e atitudes na trama podem ser usadas das mais variadas formas. É mais uma ótima história de um personagem que é atemporal.

Para quem gosta de Constantine, tem uma imaginação fértil, gosta de ver um personagem ser explorado das mais variadas formas e não tem medo de hospitais (principalmente a noite), essa história é ideal. Escrita por Si Spencer, que já brilhou e muito em Books of Magic, e o maravilhoso Sean Murphy, artista que nos presenteou com uma ótima arte em Vampiro Americano: Seleção Natural (Já fiz um post sobre Vampiro Americano, é só procurar aqui a esquerda do vídeo...) além da série Joe, o Bárbaro. Ótima dica para fãs da série Hellblazer. Vou ficando por aqui, e claro deixo os links para o site da Panini Comics, caso vocês queiram comprar um excelente quadrinho. Obrigado pela atenção. Abraços.