segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Liga extraordinária (HQ)... Alan Moore sendo Alan Moore!


Aí sim, nós temos um verdadeiro grupo de extraordinário!!


Sim amigos, estou aqui novamente para escrever sobre mais uma obra de Alan Moore. E todo mundo sabe que ele tem o toque de Midas. O que ele toca transforma-se em ouro, ainda que o que ele toque (nesta obra em questão), não sejam exatamente personagens criados por ele. Com os incríveis desenhos de Kevin O’Neil, esta série está entre uma das mais populares já idealizada por Moore. Começou a ser publicada lá pelo final da década de 90, se não me engano em 1999 e por aqui demorou um pouco (séculos) mais a dar as caras. Só coloquei a mão nos meus exemplares por conta de muita procura pelas “internets” da vida; acabei por achar na Devir e comprei sem piedade. Como já havia lido muito a respeito desta obra, pude apreciar meus livros como se deve e realmente é uma obra de Moore. Porém preciso dizer que, apesar de ser uma obra de qualidade impecável, sem comparações com as já consagradas Watchmen e V for Vendetta. São obras diferentes, portanto temos que tratar-las como tal.


Pelo que eu li, em entrevistas e reportagens, a idéia inicial de Moore era uma espécie de Liga da Justiça da era vitoriana. Ou algo do gênero. Graças a tudo que é sagrado, essa intenção não foi para frente; não quero nem imaginar como poderia ter sido. Se bem que, em se tratando de Alan Moore, não duvido que ele poderia criar uma história espetacular, ainda que esta tivesse versões do Batman e do Superman da era vitoriana. Anyway, essa idéia não vingou mesmo e acabou por se transformar em uma homenagem a vários personagens de obras de ficção. Sobre esses personagens, muitos são conhecidos do grande público literário, afinal estou falando de: Mina Harker (Drácula, Bram Stoker), Alan Quatermain (personagem de As Minas do Rei Salomão, H. R. Haggard), Dr. Jekyll (O médico e o Monstro, R. L. Stevenson), Hawley Griffin (O Homem Invisível, H. G. Wells), Capitão Nemo (20.000 Léguas Submarinas, Julio Verne), além de outros personagens e vilões clássicos muito conhecidos, como Fu Manchu (este eu admito que nunca vi, nunca li, eu só ouço falar) e Professor Moriarty (inimigo mortal de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle).
Com personagens desse calibre, o sucesso era certo. Sem dar spoilers, posso dizer que o plot da série é: Mina Harker é recrutada pelo governo britânico com a missão de montar uma equipe com determinados indivíduos escolhidos a dedo. Estes por sua vez, teriam a missão de defender os interesses britânicos, nas mais variadas situações. Partindo daí, imaginem as situações, perigos e até mesmo problemas internos com essa galera. Colocar pessoas tão diferentes e com, digamos, princípios morais tão diferentes não é algo tão fácil de lidar. Até onde eu sei, foram lançados 5 volumes, dos quais eu possuo 3. Estou ansioso por novos volumes e segundo fontes seguras (OMELETE), o próximo volume será uma aventura na América do Sul. Vamos ver o que nos aguarda. Vou terminando por aqui. Claro que vou deixar links, está obra merece estar na estante de qualquer leitor de quadrinhos e é claro que minhas recomendações não poderiam ser melhores. Muito obrigado pela atenção, me sigam pelo Twitter e pela Fan Page do blog. Abraços.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Corações Negros... encontro não amoroso entre não amigos!


Quem é doido para arranjar briga com Wolverine, Justiceiro e Motoqueiro Fantasma??



Eu definitivamente não sou! E aqui estou eu novamente, escrevendo sobre mais um dos grandes clássicos encontros entre heróis da Marvel. Se bem que no caso em questão, essas pessoas (será que dá para chamar o Ghost Rider de pessoa?) não são exatamente heróis de contos de fadas. Muito pelo contrário. O justiceiro têm como principal razão da sua vida matar criminosos e olha que a maneira que ele decide matar, nem sempre é das mais “caridosas”. O Motoqueiro Fantasma é puro poder e sente quando sangue inocente é derramado; não é por nada que é chamado de “espírito da vingança”. O último dessa lista é simplesmente o melhor no que faz, só que o que ele faz não é nada bonito de ver! O canadense mais “casca grossa” do Universo adora rasgar coisas (vivas ou não!). Agora imaginem uma história onde podemos colocar esses caras juntos? Claro que não será uma história de amor e perdão.


Por outro lado, como estes 3 são a nata da nata da porradaria, um vilão que pelo menos agüente uns rounds, precisaria ter um nível de poder de respeito. Este vilão é apenas o filho de Mefisto! É uma briga boa, esses 3 contra o filho do pata rachada. O plot dessa história é justamente explorar o fato que esses 3 não são exatamente os caras mais bonzinhos do mundo. Eles fazem o que têm que ser feito, sem piedade. Agora, até onde uma turma dessas pode ir, sem cruzar a fronteira do “bem”? Não sabemos e nem iremos saber. Entretanto sabemos que esses “heróis” não se vendem, não desistem, não machucam inocentes e não gostam de serem manipulados.


Com a arte vibrante de John Romita Jr. e argumento de Howard Mackie, essa história pode ser lida sem nenhum contexto cronológico do Universo Marvel. Sem dar spoilers, começo dizendo que a trama se passa em uma cidade chamada “Coroa de Cristo”. Nossos amigos são atraídos para essa cidade, cada um por conta de um motivo relevante, e ao chegarem lá, não notam nada demais. Logo a trama se complica, quando o motivo desta “convocação”, revela-se obscuro e de natureza maldosa. Nossos amigos são obrigados a lidar com a situação da única forma que sabem.


História ótima e simples, boa arte, é o que vocês podem esperar desse clássico encontro. Vale pela curiosidade, afinal não é algo que se enquadre no conceito de encontro épico. O que mais gostei, foi a idéia em si! Esses “heróis” podem fazer o bem, ou pelo menos trabalhar pelo bem, ainda que por outros caminhos; melhor dizendo, é o clássico: “Os fins justificam os meios?”
Essa discussão é boa e nos quadrinhos, fica ainda melhor. Vou ficando por aqui, este post foi rapidinho mesmo. Para saber quando saem novos post, curta a página do Facebook e/ou me siga no Twitter (de preferência os dois, é de graça!). Obrigado pela atenção. Abraços.

19/01/2014
Pequeno update:
Quando eu escrevi o post acima, não havia lido ainda a pretensa segunda parte desta história! Meu plano era ler e posteriormente colocar no blog. Não vai acontecer. O motivo não poderia ser pior: a história é terrível. Não terrível qualquer, terrível no nível "Justiceiro com poderes angelicais". É muuuuuuuuuuito ruim. Tão ruim que eu até imaginei que pudesse ser uma fã-fic, sei lá! Não tenho o menor pudor em dar spoilers. A Lucy, garotinha que adoramos na primeira obra, ganha poderes "não sei o que lá do bem". É sequestrada de novo pelo Coração Negro e lá para o fim da obra, perdoa seu sequestrador e o bicho chora!!!!!!! O CORAÇÃO NEGRO, FILHO DE MEFISTO, O PATA-RACHADA DA MARVEL, CHORA!
Depois disso, acho que o leitor deveria chorar.
Portanto amigos do blog, não comprem essa revista, não leiam essa história, nem façam download, pois sinceramente não vale a pena. Obrigado pela atenção novamente. Abraços.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Antes de Watchmen: Ozimandias!


Para todos os fins e sem dar spoilers, só digo uma coisa: Rorschach is always right!!
 Foi exatamente o que eu imaginava que seria: Bom na medida certa. Está certo que não foi o melhor, afinal o “Antes deWatchmen” do Dr. Manhantan foi simplesmente espetacular. Este volume nos deu uma verdadeira dimensão do personagem, que na obra original não é tão querido e até mesmo estigmatizado. Uma coisa que eu achei bem interessante, é que nesta obra Ozimandias é muito parecido com o que vimos no filme. Quando partimos do princípio que a obra à ser considerada é o quadrinho, fica um pouco diferente. Não que isso de alguma forma mude a essência do personagem, mas para quem é fã das antigas e já leu a obra de Alan Moore zilhões de vezes, imediatamente vai sentir a diferença. Este Ozimandias é um pouco mais cínico e ao mesmo tempo descontraído, que o que conhecemos tão bem. Acredito que foi uma jogada de mestre, fundir o personagem original, com o da adaptação cinematográfica, que por sinal é ótima.


Vamos ao que interessa que é a história. Sem dar muitos spoilers (de preferência nenhum), posso dizer que saber um pouco da família, do tipo de criação que o personagem teve, é um dos pontos altos. Por um momento cheguei a pensar que esta obra não iria acrescentar nada de novo. Tudo muito suave, entretanto as novidades e curiosidades estão lá. Inclusive o motivo da minha frase inicial, sobre Rorschach. Entendedores entenderão. Acompanhar o jovem Veidt e boaparte de sua trajetória foi um prazer inesperado. Preciso dizer que a arte desse sexto volume, é impressionante. Jae Lee é demais. Algumas pessoas, estou falando de críticos literários, não gostaram do recurso utilizado pelo autor; os já conhecidos flashbacks, comuns na obra original. Não achei isso ruim. Pelo contrário, gostei e muito. Na minha humilde opinião, em se tratando de Watchmen (no caso, tudo que têm haver com Watchmen), é bem legal reconhecer esse recurso. Enfim, É APENAS A MINHA OPINIÃO!


Outra coisa que eu vi muita gente reclamar, é que boa parte da história se passa durante os acontecimentos mostrados em Watchmen, e não antes por assim dizer. Também não achei ruim de todo isso, afinal, por mais que todos nós saibamos que Ozimandias não é o personagem principal, ou seja, não é ele que está sempre em foco na obra original, podemos dizer que ele é a cola que junta todos os personagens (pelo menos boa parte deles). Quem leu a obra original sabe aonde vai dar os atos de Adrian Veidt!
O que posso dizer é que, a obra vale a pena. Deve agradar os fãs de um modo geral, com exceção dos chamados fãs Xiítas; para começo de conversa, essa galera nem queria que fosse escrita/produzida “Antes de Watchmen”. Seja como for, eu gostei. Se nada do que você leu te convenceu a comprar este sexto volume, basta eu te dizer que o encontro (melhor dizendo o primeiro encontro), entre Ozimandias e O Comediante, é uma curiosidade que vale a pena. Vou ficando por aqui e perdão por ter demorado tanto para publicar esta sexta parte. Aguardem pela sétima que ainda não li, contudo está no topo da minha lista. Agradeço a atenção e se você gostou do que leu, compartilhe. Para sempre saber das novidades do blog, curta a página do facebook e me siga no Twitter, não custa nada e é de graça. Vou deixar o link do Senhor Saraiva, que está vendendo a obra toda, assim como o link da Comix; clique e confira. Abraços.




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dreadstar... mágica de Jim Starlin!


Sagas Cósmicas são as minhas prediletas!!


E quando se fala em sagas cósmicas e tudo que podemos tirar delas, qualquer bom leitor de quadrinhos vai, imediatamente, lembrar de Jim Starlin. Afinal, as grande sagas cósmicas que já aconteceram pela MARVEL têm o dedo dele. Quem mais poderia matar um personagem tão querido e de uma forma tão espetacular? Para quem não sabe, “A morte do Capitão Marvel” é um dos maiores clássicos dos quadrinhos de todos os tempos. Uma história inovadora e que por muito tempo, figurou como uma das minhas prediletas. E claro que não posso deixar de mencionar as Sagas do Infinito. Qualquer leitor das antigas já se imaginou usando a “Manopla do Infinito”. Graças a esse grande gênio dos quadrinhos, personagens como Adam Warlock, Thanos, Capitão Marvel, a Morte, entre outros que ainda hoje são sucesso pela MARVEL, foram utilizados de uma forma única, como só o mestre poderia fazer. Confesso que personagens como o Surfista Prateado não estão (e nunca estiveram) entre os meus prediletos. Mas na mão de Jim Starlin, simplesmente qualquer personagem é único. Agora saindo um pouco do comum, vou voltar ao assunto dos post que é outro personagem criado por Starlin: Dreadstar!


Quando conheci o personagem, lá pelos inesquecíveis anos 80, gostei imediatamente da “pegada” meio futurista, meio medieval. Tinha algo ali que me lembrava um pouco Star Wars. Hoje em dia, mais velho e mais experiente do que eu era nos anos 80, consigo achar até mesmo referências a obra de Frank Herbert! Dreadstar é um grande personagem isso é fato, independente de quais são as referências de Starlin. Um fato curioso sobre esse personagem é a aparência. Nada em Dreadstar lembra um personagem de histórias sci-fi. Pelo contrário; ele lembra muito um “Mosqueteiro”, e estou falando dos primeiros filmes sobre os personagens de Dumas, onde os heróis aparecem demasiadamente sérios, roupas discretas e o cavanhaque bem feito. Realmente, nada haver com sci-fi!


Vanth Dreadstar é o único sobrevivente da Via Láctea. As histórias que antecederam ao momento atual de Dreadstar, evento conhecido como A Odisséia da Metamorfose, só pude ler graças a maravilhosa internet, que me proporcionou conhecer um pouco mais deste personagem que naquele momento, não era exatamente o grande herói de Starlin. Nas histórias publicadas por aqui, os eventos da Odisséia da Metamorfose já haviam acontecido e Dreadstar estava curtindo sua merecida “aposentadoria”, vivendo como um simples pastor. Tudo ia bem, até a chegada de Darklock (o mago cyborg), que o convoca para lutar contra a Igreja da Instrumentalidade, facção política contrária a Monarquia (what??). É estranho mais é por aí mesmo. Como era de se esperar, Dreadstar rejeita a proposta e só entra na guerra quando esta vem até ele. A guerra, ao chegar no  seu planeta refúgio, causa um estrago absurdo, matando boa parte da sua população. Tomando o lado da Monarquia, Dreadstar mergulha de cabeça na guerra contra a Igreja da Instrumentalidade e assim a história vai. As aventuras de Dreadstar não são exatamente uma saga cósmica, entretanto acho que se enquadra no conceito épico. Afinal, temos um herói carismático, uma vingança justa, grandes personagens coadjuvantes, além de intrigas e reviravoltas na medida certa.


Para eu não falar que nada nessa obra me desagrada, posso dizer que não gostei do vilão. Lord Papal é um nome meio ridículo e sobre a aparência do bicho... não vou nem falar! Porém, como se trata de uma obra de Jim Starlin, tudo é perdoável; não podemos desmerecer a obra como um todo por conta de apenas um personagem. E caros amigos leitores, espere por mais resenhas sobre as obras de Jim Starlin; sou um grande fã e tenho em mídia física (quadrinhos em papel) uma quantidade razoável de obras assinadas pelo “Rei das Sagas Cósmicas” e algumas delas, sem qualquer relação com o Universo MARVEL. Infelizmente, não é tão fácil encontrar algo para ler ou mesmo comprar algo sobre o personagem. O material que eu tenho em papel é bem antigo e acho que a Devir deve ter lançado algo também, em formato melhor. Quem souber, por favor, me avise por aqui. Agora, para os que estão acostumados a ler em formato CBR, basta dar uma olhada em sites como: OnomatopeiaDigital, ScanManiacs, entre outros. Essa galera presta um grande favor aos jovens leitores e aos leitores da velha guarda, que por algum motivo não conseguiram completar suas coleções. Vou ficando por aqui. Muito obrigado pela atenção e se você gostou do que leu, compartilhe pelo Facebook/Twitter e me siga pelas redes sociais. O botão está aí do lado e é de graça! Abraços.



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Resident Evil: Code Veronica... é um dos melhores!


Zumbis ainda são legais??


Na atual situação dos games, eu já nem sei o que pensar. Em parte fico triste, afinal sou da geração que chorou lágrimas tecnológicas quando jogou pela primeira vez Resident Evil (imaginem, eu fiquei entusiasmado com aquele live action do início...), no finado PS1 e quando vejo como os jogos de zumbis estão hoje, realmente não é a mesma coisa. Claro que existem exceções! Pelo amor de Lavos, quem não se emocionou com The Last of Us não tem coração ou pelo menos não merece ser chamado de gamer. O jogo é uma obra prima e ponto. A questão é: ainda vale a pena jogar os precursores? Eu acredito que sim. Com tanto jogo chato e com uma história chatinha, é bem mais fácil tirar seu PS2 do baú e jogar um dos bons e velhos clássicos. Agora, falando de clássicos do terror/horror, Code Veronica é considerado por muitos como o melhor da série (não por mim, que já disse certa vez que o meu predileto é RE 2). Recentemente, me peguei jogando de novo esse bom e velho clássico. Meio que me perdi um pouco com a movimentação, mas nada que alguns minutos de adaptação não possam resolver. Empolguei-me tanto, que não parei até terminar o jogo novamente e dessa vez, coletar algumas anotações para esse post.



Antes de mais nada, tenho que dizer que eu joguei a versão do PS2. Não que seja muito diferente das outra versões, apenas nunca tive um dreamcast. E se passa mais ou menos 3 meses depois do que vimos em RE 2 e RE3. Podemos jogar com 2 personagens, Cris Redfield e Claire Redfield (personagens muito queridos da série). Cada um com um objetivo específico: Claire têm que sair da ilha infestada por T-Virus ao passo que Cris precisa achar sua irmã perdida. Obviamente não é uma simples história de sobrevivência, muitas coisas serão reveladas, coisas muito importantes para a cronologia oficial, por assim dizer. Sobre a jogabilidade, é a clássica que eu já citei acima. Para quem já jogou os primeiros jogos, não vai ficar surpreso. Gostei muito da câmera deste jogo, que é na minha humilde opinião, uma das melhores dos games clássicos. Realmente é impressionante como um tema tão batido como zumbis pode oferecer uma história tão bacana. Imaginem todas as informações sobre a Umbrella, sobre o T-Virus e o mais importante... o que veio antes! As propriedades mutantes do mother vírus, entre outras coisinhas mais.


Então chegamos em um ponto que, para jogar tanta coisa que não vale a pena, antes jogar um jogo mais antigo que é muito bom e vai te divertir até mais do que um desses jogos novos sem sal. Esse post foi rapidinho, mas eu tinha que dividir a experiência de passar tanto tempo sem jogar esse jogo e de repente joga-lo e descobrir que ainda vale muito. Vou terminando por aqui. Não posso deixar de dizer que aí no final do post tem um gameplay básico, para que, quem não conhece possa conhecer. Muito obrigado a todos que me acompanham. Quem puder pode me seguir no Twitter ou no Facebook para saber quando têm novos posts. Abraços.

The Hobbit 2... o que dizer???


E depois de um curto período de folga, cá estou eu novamente com o blog.


Neste primeiro post de 2014, gostaria de escrever sobre The Hobbit 2, ou como muitos estão chamando: O Hobbit 2, A Enrolação de Peter Jackson. Não estou dizendo que o filme foi ruim de todo, apenas manifestando meu desagrado com a atitude mesquinha e mercenária com que o livro está sendo tratado. Quando fiquei sabendo que The Hobbit seria uma trilogia, fiquei com o pé atrás. Afinal, não existe tanta coisa naquele livro, que precise de 3 filmes para se mostrar. Depois, quando assisti o primeiro, meio que calei a boca. Fiquei maravilhado com a riqueza de detalhes, amei todas as cenas onde foi possível ver os anãos em, digamos, “seu habitat natural”. Foi demais quando o dragão chega, a luta, a forma que eles foram expulsos; enfim foi muito bom! Já escrevi sobre isso uma ou mais vezes por aqui, mas vou escrever de novo: a grande sacada de se fazer um filme sobre um livro, é o testemunho visual. Ler sobre elfos, anões, orcs e hobbits é uma coisa. Ver é outra coisa!


Então, com um merecido “cala boca”, bati palmas para o primeiro filme de Peter Jackson, além de ficar na expectativa para a segunda parte. Não foi nada do que eu imaginava. Um filme gigante, com montes e montes de situações completamente desnecessárias e o mais importante, sem a menor coerência com o livro. Se no primeiro filme Peter Jackson inovou, no segundo ele estava bêbado (na melhor das hipóteses!). Este segundo filme, o livro foi quase que completamente desprezado. Antes que me atirem pedras, quero deixar uma coisa bem clara: Eu sei que “costuras” precisam ser feitas, para a adaptação de um livro para o formato cinema. Algumas coisas ficam de fora, outras são acrescentadas. Acho até normal, desde que essas tais “costuras” não sejam absurdas. Aparentemente, essa regra de não “costurar” demais foi ignorada pelo senhor Peter Jackson, pois esse segundo filme poderia muito bem se chamar “The Legolas” ou “Bilbo and Legolas”. Aí pare para pensar que o Legolas nem aparece no livro, for God sake!


Como se isso não fosse suficiente, o personagem principal (Bilbo) acaba por ser transformado em algo que ele não, pura e simplesmente para unir o que estamos vendo, com o que já vimos em Lord of the Rings. Tudo bem, unir as duas obras cinematográficas era preciso, entretanto a forma como foi feito... doeu nos fãs! Eu esperava mais flashbacks e menos “macaquices” de Mr. Jackson. Agora, não posso dizer que foi um filme ruim, para uma pessoa que nunca leu o livro. Nesse ponto, acredito que a idéia foi bem sucedida. Para a maioria das pessoas que não leram o livro, o filme ganhou um “quê” de épico, que não tem nada haver com a obra original. Então, espere muitas cenas de luta, muitos efeitos especiais (as cenas do Dragão são espetaculares) e comédia moderada. Claro que para as meninas de plantão, o filme apresenta um seleção das melhores táticas de luta élfica com Legolas. Além de belíssima elfa “Super Kate” (só os fortes entenderão essa referência).


Por fim, como fã declarado e apaixonado pela obra de Tolkien, não posso dizer que gostei do que eu vi. Contudo, como um fã de cinema, sou obrigado a admitir que Peter Jackson recriou The Hobbit com a intenção clara de transformar a obra em outra coisa. Na verdade, acho que é a melhor definição que eu poderia dar se alguém, por ventura, me questionasse sobre quais as diferenças entre “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. The Lord of the Rings foi um filme feito por um fã, para fãs! Já “The Hobbit” foi um filme feito oportunamente, para trazer novos fãs (além de alguns milhões a mais para o bolso de Peter Jackson). Eu espero sinceramente que o terceiro filme seja muito bom. Não apenas para os fãs antigos, como para os novos fãs. Todavia já estou preparado para algo ainda mais chocante. Quem viver verá e eu com certeza vou viver (desde que o tal asteróide maldito que passará perto da Terra em março, apenas passe perto!). Vou ficando por aqui. Muito obrigado quem leu e espere por mais. Deixarei links da Saraiva para quem quiser comprar os livros do Tolkien ou os DVDs/BLUERAY dos filmes. Me sigam no Twitter e Facebook para sempre saberem quando saem novos posts. Abraços.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

X-Men: Massacre de Mutantes.


A obsessão pela pureza da raça, quando isso vai parar??


Por incrível que possa parecer, até hoje ainda temos notícias de idiotas e suas teorias de pureza de raça. Esse tema, que por sinal já redeu muitas mortes no passado, futuro e presente, é um dos principais pontos chaves dessa trama dos Fabulosos X-Men. Quando eu li pela primeira vez, lá em meados da década de 90, achei um tema super pesado para ser tratado nos quadrinhos Quer dizer, extermínio de mutantes? Imagine homens, mulheres e crianças que viviam pelos subterrâneos (esgotos), que apesar de serem mutantes e possuírem poderes ou habilidades, não tinham uma aparência “agradável” para a maioria dos humanos. Eram pessoas que se destacavam exatamente por isso e não podiam passar por pessoas “comuns”. No Universo Marvel, os mutantes sempre foram perseguidos, não importando se são fisicamente semelhantes aos humanos ou se possuem uma aparência mais “destacada” (como o Noturno ou a Mística, por exemplo). Os mutantes sempre foram vítimas de preconceito e essa pegada sempre foi muito bacana nos quadrinhos; eu acho muito válido passar a idéia que o preconceito existe e que é muito ruim, assim como é válido passar a idéia que existem pessoas prontas para lutar contra o preconceito, nem que isso custe a própria vida.


Agora pior do ser perseguido por humanos, é ser perseguidos pelos da própria raça. Neste momento, vou tentar dar uma idéia (sem spoilers) da história por traz de Massacre de Mutantes: sabemos que existe um grupo de mutantes super poderosos que são heróis, este grupo sempre trabalha pela humanidade como um todo (sejam humanos ou mutantes) e esses heróis são movidos por um sonho de paz entre ambas as raças. Também sabemos que existem mutantes malignos, mutantes que querem escravizar a humanidade, outros que querem apenas ser um bandido comum (assaltar, roubar, etc) e outros que não tem nenhum objetivo específico, querem apenas ver o circo pegar fogo. Agora existem alguns, que extrapolam o limite do maligno, são mutantes tão ruins, que chega a ser pouco a classificação vilão. Vivendo fora de ambos os mundos, também sabemos que existem os Morlocks; estes por sua vez, são mutantes que não possuem uma aparência humana e portanto preferem o isolamento. Um dos tais mutantes malignos que eu me referi é o Sr. Sinistro, um maluco torturador/geneticista que entre outras coisas, gosta de fazer experiências em mutantes. Ele é uma espécie de Josef Mengele mutante. Sr. Sinistro por considerar os Morlocks uma aberração para a perfeição do homo superior (mutantes), decidiu exterminar-los simplesmente.


Claro que os X-Men lutaram contra, assim como o X-Factor. O resultado foi que muitos membros dessas equipes, saíram muito machucados; além de muitos que morreram nessa luta. O nome Massacre de Mutantes não é por nada, é literal! Muitas transformações que aconteceram com os X-Men e com o X-Factor (na época), tem uma relação muito grande com essa saga e algumas dessa mudanças, como o que aconteceu com o Anjo, tiveram influência direta em outra saga, A Queda de Mutantes. Apesar da série ser muito boa e de certa forma bem original, não se compara a saga da Fênix. Infelizmente, nenhuma das outras sagas mutantes chegou nem perto de ser tão querida por leitores e fãs da maior equipe mutantes do mundo. Não estou dizendo que a saga foi ruim, apenas estou dizendo que não foi tão boa quanto. Realmente, é difícil criar uma grande saga sem sofrer as inevitáveis comparações, só que comparações não são algo ruim de todo. Servem para preparar o leitor, para que este saiba distinguir o que é bom e o que é ruim. Opinião final, eu diria que está bem acima da média, mas não merece um 10,0. De qualquer forma, um 8,0 é sempre muito bom e passa qualquer um de ano (perdão pelas metáforas de professor... eu sou professor!).


Vou ficando por aqui e vou agradecendo pelo elogios que estou recebendo por mail, agradeço também as sugestões de novos posts e principalmente agradeço pelas visualizações. Thank you very much. Não se esqueçam que Massacre de Mutantes ganhou nova roupagem com a galera da Panini e quem puder comprar, compre que clássico dos X-Men fica muito bem em qualquer estante. Vou deixar os links da Panini e da Comix aí embaixo. Obrigado pela atenção, quem puder me siga pelo twitter e facebook. Abraços.

http://www.paninicomics.com.br/web/guest/productDetail?viewItem=731706

http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=19963

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dune... by Frank Herbert! Universo Feudal... e muito Melange!


Who control the spice control the Universe!!

Quem disse que Frank Herbert não tinha razão? O ponto é: Who control the spice today? Quem sentiu uma vontade imensa de discursar sobre política internacional, guerras pelo petróleo e falsidade entre países, não é mero acaso. Duna é um livro que foi feito para isso; para criar discussão, causar reflexão e exatamente por isso, mexe com assuntos que, até aquele momento, não era muito comum na ficção científica como filosofia, religião e psicologia (além de ecologia, não podemos nos esquecer). É um livro com uma narrativa muito forte e que exigem muita atenção do leitor, pois como diz o ditado: “O segredo está nos detalhes”. Reza a lenda, que o livro Duna é considerado “a obra definitiva” do gênero, apesar de muitos outros especialistas da literatura acharem que tal título seria de um livro do Asimov. Eu sinceramente não saberia qualificar uma obra como essa, fora o fato de Asimov ser um grande ídolo para mim. Digo apenas que Duna me mostrou algo totalmente diferente do que eu imaginava que sci-fi pudesse ser. Portanto ler este livro é uma obrigação moral, para qualquer pessoa que goste de ficção científica.

Vamos à história, como sempre sem dar spoilers (ou muitos spoilers): temos um futuro que, como sempre, não é uma maravilha. Na verdade, se tem uma coisa que está cada vez mais claro, é que o futuro é negro. Terminator nos ensinou a desgraça que ia ser, se por acaso as máquinas tomassem consciência de uma hora para outra. Quem pira a cabeça usando o sistema da Apple siri, deveria se lembrar que assim que a Skynet começou. Por outro lado, a trilogia Matrix, esfregou na nossa cara a impotência do ser humano ao criar algo que, em teoria, é tão inteligente quanto ele (se bem que, no final, homens e máquinas aprendem que dependem um do outro). Asimov também já escrevia muito sobre isso, assim como outros gênios da literatura científica. Em Duna não existem máquinas. Aparentemente o ser humano aprendeu a lição e decidiu não criar algo mais inteligente que ele próprio e isso é uma verdade tão grande nesse Universo, que acaba por ser um dos pilares da religião. Sim leitor. Uma religião que diz “não” às máquinas. Mas existem máquinas no Universo deste livro? Claro que sim. Não existem máquinas pensantes, computadores, inteligência artificial.

É isso mesmo caro leitor. No Universo de Duna, todos os cálculos e outras atividades que deveriam ser feitas por computadores, são realizados por humanos treinados para esse fim, os chamados Mentets. E todo a história gira em torno de disputas políticas entre 3 grandes casas imperiais, de um governo feudal intergaláctico mais ou menos 24 mil anos no futuro. Esqueça a Terra. A Terra já se foi e muito da sua história já se perdeu. Mas, qual o motivo de tanta discórdia entre essas 3 casas? O controle da especiaria conhecida como melange. É graças a essa especiaria, que é possível as viagens espaciais, além de ser a base do poder de humanos escolhidos a dedo. Essa especiaria, só existe em um único local no Universo (que se saiba); em um planeta chamado Arrakis, ou Duna, como é popularmente conhecido! Este planeta é um gigantesco deserto, habitado por vermes colossais praticamente indestrutíveis. Ou seja, é um lugar muito maneiro. Só que, apesar desse planeta não ser uma das maiores maravilhas da existência, é só lá que tem a tal melange, então sua importância para o império é crucial. O Imperador Shaddan IV, da casa Corrino, vê uma grande ameaça no Duque Leto Atraides, que cresce em popularidade entre os outros nobres. Como têm receio de lançar um ataque mais direto a uma das grandes casas e outras casas se unirem contra ele, usa a grande rivalidade entre as casas Atraides e Harkonnen como um meio de eliminar o seu rival.

Leto Atraides é enviado para “gerenciar” o planeta Arrakis, substituindo a casa Harkonnen que até aquele momento “mandava na parada”. O resto vocês podem imaginar. Esperem traições, reviravoltas, mulheres ambiciosas, e tudo mais que se possa esperar de uma boa trama política. Na verdade, em certo momento do livro, você vai notar semelhanças entre o que está lendo e o que você conhece da história do mundo. Especiaria mega importante para o mundo? Que se extrai do deserto? Casas políticas brigando pelo controle total dessa especiaria? Quem controla a especiaria controla o mundo? Substitua melange, por petróleo quando estiver lendo o livro! Antes que alguém pense que é muito chato ler esse livro, por conta dos grandes diálogos e da temática extremamente política, não se engane. Também é um livro de aventura e com a maior de todas as motivações: vingança. É um grande livro e o filme baseado no livro não é mal também. Agora, confesso que o jogo sobre Duna é uma caso à parte. Foi um dos primeiros RTS que joguei e um dos mais divertidos também. Eu tenho Dune2000, que saiu para PS1 no PSP. Entretanto não é nem de longe tão bom quanto o primeiro.

Bem amigos, vou ficando por aqui. Tentei não dar muitos spoilers sobre o livro, pois tenho esperança de que muitos de meus leitores se animem para conhecer a obra de Frank Herbert. A dica é: primeiro ler o livro e depois ver o filme. O jogo vem como um belo bônus, para aqueles que quiserem explorar um pouco mais o Universo de Herbert. Este livro, possui outros 5 livros em continuação. Estou lendo o terceiro atualmente e ainda estou empolgado. Quem sabe um dia não posto por aqui um pouco de O Messias de Duna e Os filhos de Duna, os dois primeiros que já li! Antes do fim, para quem está cobrando o post de Ozimandias, sai ainda esta semana. Aguardem e assinem minha página do facebook e me sigam pelo Twitter. Links aí no final do post para os livros de Frank Herbert, direto do grande Senhor Saraiva. Muito obrigado pela atenção, pelas visualizações e pelos pedidos feitos à partir dos meus links. Abraços.

Obs: Eu não falei sobre os quadrinhos propositalmente. Pretendo trazer para o blog um post sobre esse quadrinho em um futuro não tão distante!



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Incal... Moebius é um gênio!


Viajar é muito bom! Viajar para o Jodoverso é melhor ainda!!


E mais uma vez trago para o blog um quadrinho de ficção científica. Dessa vez a obra escolhida foi de um cara que é considerado um dos melhores desenhistas de todos os tempos. Moebius é um gênio. Eu conheci Moebius quando li uma Graphic Novel (de número 11), que foi lançada pela editora abril. Era um quadrinho sobre o Surfista Prateado e o todo poderoso Galactus. Fiquei impressionado com a arte e pelo amor de tudo, quem não ama o trabalho de Stan Lee? Era uma história ótima, que ele (Lee) definiu como “bem diferente do que estava acostumado a fazer”. Com grandes momentos de reflexões, marca registrada do personagem Surfista Prateado, e ação na medida certa, esta história é uma das mais clássicas e está no meu “Hall Of Fame”. Não vou falar muito sobre esta obra em específico pelo simples motivo de estar nos meus planos trazer para o blog, em um futuro não tão distante. De qualquer modo, ali naquela revista nascia uma grande admiração pelo trabalho do grande Moebius.


Para quem não sabe, Jodorowsky é um cara muito bom também. Em um certo momento da vida, este sujeito teve a brilhante idéia de adaptar o livro Dune (Frank Herbert) para o cinema. Para tal projeto, convidou o criador da revista Heavy Metal Jean Giraud (moebius). Acontece que o tal projeto não vingou (pelo menos não com ele, pois todo mundo sabe que o Filme Dune foi feito). Anyway... nascia ali uma grande amizade. E graças a essa amizade, surgiu um dos maiores clássicos de ficção científica dos quadrinhos de todos os tempos: Incal. Idéias e conceitos de Jodorowsky, além da arte fabulosa e surrealista de Moebius. Depois de ler Incal, meio que fiquei pensando como teria sido a versão dele para um filme de Dune... Enfim, vale ressaltar que este quadrinho não é para crianças. A temática e a narrativa é bem simples, o suficiente para qualquer pessoa que não seja um PhD em literatura entender. Só que violência e algumas cenas mais “picantes”, deixa claro que os adultos são o público alvo.

Agora vamos a história, como sempre sem spoilers. Nosso protagonista se chama John Difool e não é nada de especial. É um detetive particular, muito azarado e com um talento incrível par se meter onde não deve. Quando estava meio que “evadindo” de uma de suas inúmeras presepadas, encontra-se com uma misteriosa criatura, que estava para morrer. Antes, entrega ao pobre John um artefato que viria a ser a maior dor de cabeça que ele jamais poderia imaginar. Como podem ver, a história não é tão difícil de entender. O que deixa tudo muito interessante, é o fato de tudo mudar muito rápido. Reviravoltas na trama são tão comuns ao ponto de se tornarem imprevisíveis. Isso deixa tudo muito dinâmico e o leitor literalmente fica preso a trama de uma forma quase que inexplicável. A arte de Moebius é um grande fator determinante, diga-se de passagem. Existem momentos que, a arte é tão magnífica, tão cheia de detalhes, que você simplesmente para a leitura e admira por um tempo. Poucos são os desenhistas que conseguem causar esse tipo de efeito.


Conseguir esses quadrinhos, à muito tempo atrás era relativamente difícil. Hoje, porém, podemos achar-los todos pela Saraiva e, sem um pingo de arrependimento posso dizer, é uma compra espetacular. Este obra entra no tópico “leitura obrigatória”, para qualquer um que goste de quadrinhos e para qualquer um que goste de ficção científica. E para aqueles que ficaram impressionados com a arte de Moebius, comprem sem medo tudo que acharem dele. Sou um grande fã de quadrinhos e todo mundo que me acompanha já sabe. Uma das coisas que mais prezo, é uma boa história. Ainda mais quando se passa de uma forma bem original. Não significa que eu não aprecie os clássicos heróis, como Batman/Spiderman/Superman/X-Men. Só que é muito bom, de vez em quando sair dessa “zona de conforto”. Conhecer coisas novas e totalmente originais é muito bom. Além disso, quando lemos quadrinhos, piramos com a descoberta de referências a livros e/ou de outros quadrinhos. Incal realmente me impressionou muito e definitivamente é uma obra que vou ler inúmeras vezes, exatamente como Watchmen, V for Vendetta, Cavaleiro das Trevas, entre outras.


E depois disso, vou ficando por aqui. Encerro esse post com o singelo aviso para os que se interessaram por esta obra. Estou deixando os links aí no fim, para obras de Moebius e para esta em específico, no grande Senhor Saraiva, que está se superando com seu acervo de quadrinhos e livros (isso eu sei!). Muito obrigado pela atenção, quem gostou e leu até aqui, por favor clique nos ícones do Facebook e Twitter. Abraços!





quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Evangelion... para impedir o terceiro impacto!


Quem tem medo dos anjos??


Aparentemente as pessoas que vivem no mundo pós-apocalíptico deste mangá, não são exatamente os maiores fãs de anjos. Muito bem amigos, novamente estou aqui para falar de um mangá, que foi pedido por uma galera que me acompanha aqui no blog. Meus alunos, que por sinal são os meus maiores seguidores, me enchem sobre isso toda hora. Então finalmente está aqui um dos clássicos supremos, entre os quadrinhos japoneses: EVANGELION. Vou logo dizendo que este quadrinho não é tão infantil quanto se imagina. A história é bem adulta e muito original no desenvolvimento. Qual o motivo de eu dizer que é muito original no desenvolvimento? Bem, um mundo pós-apocalíptico onde a humanidade tenta sobreviver a todo custo, além de vilões que tentar “acabar” com o que resta de humanos, não é bem original. Já estamos acostumados a ver esse tipo de coisa e de uns tempos para cá, os vilões são sempre os zumbis. Mas ao longo do meu tempo como leitor e telespectador, já li e assisti todo tipo de coisa sobre supostos apocalipses. Seja vampiro, vírus, zumbi, crianças paranormais, máquinas, whatever... o ser humano sempre está ferrado de alguma forma. Quando li este mangá pela primeira vez, o que me surpreendeu foi a idéia de como aconteceu essa hecatombe. Aí eu me dei conta que ali nascia um clássico.


Criada em 1995, Evangelion foi um verdadeiro sucesso no Japão. Afinal, se tem um povo que adora apocalipses, são os japoneses. Agora, quando ocorre a união de duas paixões declaradas: apocalipse e robôs gigantes; claro que só poderia ser um sucesso de vendas. Escrita por Hideaki Anno e ilustrada por Yoshiyuki Sadamoto, esta série também deu às caras pelos Animes, que receberam todo o tratamento que mereciam e da mesma forma que os quadrinhos, se tornaram um tremendo sucesso. Algumas curiosidades... este quadrinho obviamente possui jogos, infelizmente os jogos (pelo menos os que eu joguei...) não são bons. E o mais impressionante é que, apesar do marketing sobre Evangelion ser grande até hoje, os tais jogos nunca foram muito populares, mesmo no Japão. De fato, nunca achei uma versão em inglês para jogar. As versões que eu tenho são em japonês, tanto as do PSP, quanto as do PS1. Enfim, nada é perfeito no fim das contas (com exceção de AKIRA. Claro!).


Vamos a história, sem spoilers como sempre: como eu já disse antes, o cenário é um mundo pós-apocalíptico. Segundo consta nos livros de história, o segundo impacto quase levou a humanidade à extinção. Este segundo impacto, seria uma clara alusão ao primeiro impacto, que teria sido o meteoro que exterminou os dinossauros e por conseqüência abriu espaço para que os mamíferos pudessem se desenvolver. Até aí tudo beleza. Claro que nem todos morreram e uma pequena parcela de humanos sobreviveu para reconstruir o mundo (até aí nada de espetacular). Agora que a coisa começa a ficar interessante, visto que para aqueles que possuem maior acesso a informação, o tal segundo impacto seria uma introdução ao despertar de um ser chamado de ANGEL. Estes seres por sinal, não são exatamente amigáveis e atacam a humanidade sem dó nem piedade. Para combater-los, os humanos criam robôs gigantes chamados de Evangelions ou EVAs, que são por sua vez pilotados por adolescentes/crianças. Não é qualquer pessoa que pode pilotar um EVA. Testes precisam ser feitos, pois o piloto deve ter um grau de sincronia absurdo com os robôs. Estes adolescentes/crianças ficam dentro de um líquido chamado de LCL (substância altamente oxigenada e com base em silício), que por sinal tem por finalidade favorecer a ligação neurológica com os EVAs.


Com varias reviravoltas, muitos mistérios e revelações bombásticas, este mangá é muito bom e mistura um pouco a ficção científica com religião e tudo mais. Caso algumas pessoas estejam fazendo a ligação de Evangelion com o recente blockbuster Pacific Rim, você não será o primeiro. Logo que o filme foi anunciado, muita gente pirou achando que ia ser uma versão de Evangelion. Não foi bem o que aconteceu. Quem viu, percebeu que este filme é mais uma “ótima homenagem” do que uma versão do mangá/anime. Uma das personagens principais, por sinal é japonesa. É uma boa dica de leitura, seja para os que já estão acostumados com os quadrinhos japoneses, seja para os novos leitores. Dica final: rock clássico é uma ótima trilha sonora para a leitura da obra. E depois dessa, vou fechado o post. Agradeço a atenção e peço que não se esqueçam de dar uma curtida na Fan Page do Facebook e me seguir no Twitter. Muito obrigado pela atenção. Abraços.
Por se tratar de quadrinhos japoneses, esperem um pouco disso também! Mas nada explícito, muito pelo contrário!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Isaac Asimov: Gênio Sci-Fi!


Quem não gosta de ficção científica??

Eu, como todo bom nerd, não gosto! Eu AMO ficção científica. Confesso que não é um gênero fácil para se escrever e é bem raro bons escritores, com um material realmente inovador. Asimov é um dos melhores e não podemos deixar de mencionar que: influenciou toda uma geração de escritores (de sci-fi ou não), escreveu livros considerados “obras primas supremas” e adora robôs (isso é muito importante!). Falando em robôs, o meu primeiro livro de Asimov foi justamente “Eu, robot” (e calma, não me xinguem sem motivo. Eu sei que robô está escrito com T, mas minha versão é assim mesmo). Na verdade, este livro não era meu. Eu meio que “esqueci” de devolver para o meu pai, quando ele me emprestou e a versão dele (que agora é minha), não era brasileira e sim portuguesa. De qualquer forma, esquecendo ou não de devolver, este livro foi uma porta aberta para a ficção científica de boa qualidade, li quando tinha por volta de 12 anos. Portanto, como todo bom fã de Star Trek e Star Wars, esse tipo de literatura me abriu os horizontes. Afinal, sci-fi não precisa estar ligado ao espaço necessariamente!

O curioso é que pessoas abençoadas com o dom da escrita, acabam por apresentar não apenas a sua obra, mas toda uma infinidade de autores, que como fãs, declaram aos quatro ventos amor eterno a Asimov. Eu conheci William Gibson (pai do gênero cyberpunk e o meu autor de ficção científica predileto!) graças a Asimov. Li em uma revista que Gibson era um apaixonado por Asimov e quando fui atrás para saber quem era esse tal W. Gibson, achei um livro chamado NEUROMANCER. E assim nascia minha paixão por cyberpunk. Com o gênero fantasy foi quase a mesma coisa. Muitas influências e muitas idéias foram plantadas por esse grande autor inclusive no cinema; e sobre o cinema, pelo amor de tudo que é sagrado na literatura, eu não estou falando do maldito filme do Will Smith. Esse filme é uma verdadeira abominação, no que diz respeito à obra de Asimov. Não desmerecendo o filme de todo, mas para quem é fã do livro ficou um pouco decepcionado com a forma que a obra foi tratada.

Neste livro, temos a noção do que é conviver com robôs de uma forma mais humana (entenda como quiser...). Um rápido resumo sem spoilers: para começo de conversa não é um livro convencional; são vários contos que são amarrados de forma brilhante por Asimov. E não posso deixar de falar que foi nesse livro que fiquei conhecendo as famosas “3 leis da robótica”, que viriam a ser utilizadas por outros autores, com certas “licença poética diga-se de passagem. Achamos referência as 3 leis inclusive em livros onde a temática é mais fantasiosa. Li um conto de um autor espanhol, onde o personagem principal era um necromante. Neste conto, este necromante tomava algumas precauções para que sua “criação” (zumbis, só para constar...) não atacassem o criador ou atacassem quem o necromante proibisse. Para tanto, o feiticeira lançava uma magia que obrigava sua criação a obedecer a 3 regras, definidas por ele. Referência velada ao mestre Asimov. A essência de sua obra não está diretamente ligada a ficção científica e pode sim ser aproveitada em muitos outros estilos. No total são 9 contos e cada um deles explora alguma particularidade humana, além de mostrarem a evolução dos robôs no decorrer dos anos. No último conto da lista, “O conflito evitável”, temos o retrato de um mundo que pode ou não estar sendo governado por um robô. Será que o coordenador geral Stephen Byerley é mesmo um robô? Será que um dia estaremos sendo comandados por 4 máquinas, que ditam tudo no mundo? Leia e descubra!

Depois de “Eu, robô”, muitos outros livros vieram para aumentar a minha estante, sendo que alguns deles do próprio Asimov (O fim da eternidade, Viagem fantástica e Os próprios deuses – este, sem dúvida, o livro mais espetacular de ficção científica já escrito, na minha humilde opinião) e outros que eu conheci por intermédio dos livros e pesquisas sobre ele (William Gibson, Arthur C. Clarke, J. J. Benítez, entre outros). Autores assim costumam marcar a vida de qualquer leitor, pois além da óbvia mudança de perspectiva ao qual somos expostos, aprendemos a buscar o que ler. Reza a lenda que, segundo a mídia especializada, o melhor livro de ficção já escrito é de Asimov (Os próprios Deuses). Entretanto, isso é discutível, já que muitos especialistas literários consideram a obra de Frank Herbert “Duna”, a obra definitiva do gênero. Preferências a parte, eu adoro as duas obras, porém meu coração tende para o lado de Asimov. E você leitor?

Bem amigos, vou ficando por aqui. Matei dois coelhos com apenas um golpe de saber de luz. A muito tenho sido cobrando para mais posts sobre livros e aqui está. Claro que vou deixar o link do senhor Saraiva para quem quiser conhecer não apenas livros de Asimov, mas livros de Frank Herbert, William Gibson, Arthur C. Clarke e outros. Boa leitura amigos. Obrigado pela atenção. Quem puder me seguir no Twitter e Fan Page do Facebook eu agradeço. Abraços.

Asimov:
http://busca.livrariasaraiva.com.br/search#w=asimov&PAC_ID=&af=

Frank Herbert:
http://busca.livrariasaraiva.com.br/search#w=Frank%20Herbert&PAC_ID=&af=

Willian Gibson:
http://busca.livrariasaraiva.com.br/search#w=Neuromancer&PAC_ID=&af=



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Final Fantasy VI... jogo denso (para dizer o mínimo)!


Que assunto é tabu, em um jogo de videogame??


Aparentemente para os japoneses, poucas coisas podem ser consideradas tabus. E aqui estou eu com mais um jogo da minha franquia predileta e dessa vez, estou trazendo um jogo que é considerado por muitos especialistas em videogame, como o melhor jogo da franquia Final Fantasy. Eu, como já disse muitas vezes, tenho uma lista dos meus jogos prediletos e acho que todo gamer deve ter também (clique aqui, para ver meu top Five). Esse jogo não apareceu na minha lista pura e simplesmente pelo motivo mais óbvio possível: não pude jogar-lo na época que era para ter jogado. Quando conheci FF VI, já foi no PSP, rodando o game para o PSX. Acredito que os jogos prediletos, sejam aqueles que o jogador se conecte com a história e principalmente, tenha muitas memórias dela. Esse é o meu caso com Chrono Trigger e FF VII. São jogos pelos quais eu me apaixonei e que marcaram minha vida, de certa forma. Não significa que eu não reconheça que a história de FF VI seja muito mais elaborada que a de FF VII, afinal assuntos como gravidez na adolescência e suicídio, não são exatamente coisas comuns em games (imagina naquela época?).


Falando sobre época, esse jogo saiu originalmente para plataforma SNES e no Japão era chamado Fina Fantasy VI. No ocidente, esse jogo recebeu o nome de Final Fantasy III, por conta daquela velha história que todo gamer já sabe, mas vou dar fazer um resumo básico. O primeiro FF saiu no Japão e posteriormente para o ocidente; na plataforma NES, que veio a ser vendida nos EUA. Acontece que FF II e FF III saíram apenas para o Japão. Então quando FF IV saiu no Japão e veio a ser vendido aqui no ocidente, os malditos distribuidores dos EUA mudaram o nome para FF II (afinal até aquele momento, o segundo e o terceiro jogo da franquia nunca havia saído nas America/Europa). Como tudo que está mal pode piorar, o FF V saiu apenas no Japão. Então, quando FF VI foi lançado para Japão e EUA/Europa adivinha... se chamava FF VI (Japão) e FF III (EUA). Complicado leitor? Apenas mais um dia comum na vida dos gamers naqueles tempos. Depois de tantas caneladas (para não dizer coisa pior), quando FF VII foi lançado no Japão, no Ocidente continuou sendo FF VII. Os outros jogos, digamos, “perdidos” foram sendo lançados depois, para outras plataformas como GBA e Playstation (PSX).


Vamos ao jogo em questão. Final Fantasy VI é um jogo em formato RPG, de uma franquia que ficou famosa exatamente por esse gênero; lançado para SNES em 1994 e posteriormente para outras plataformas como GBA e o PS1. O jogo, como já disse antes, é considerado pela impressa especializada como o melhor da franquia e o melhor do gênero de todos os tempos. Não podemos deixar de mencionar que é um jogo que traz um certo grau de polêmica. Assuntos como suicídio, psicopatia, gravidez na adolescência, genocídios entre outras coisas, você verá nesse jogo. São 14 personagens jogáveis (o que até onde eu sei é um Recorde para FF) e foi o primeiro jogo da franquia que nos apresentou algo mais voltado para tecnologia. E já que eu falei de polêmica, reza a lenda que Kefka é o maior vilão de todos os tempos nos games. Meu vilão predileto é Sephiroth, não que isso signifique muita coisa; significa apenas que estou ligado sentimentalmente ao FF VII. Entretanto tenho que admitir que, depois de jogar FF VI, para efeito de conversa, Kefka realmente é muito mais sinistro.


Sobre a história, vamos ao básico e como sempre sem muitos spoilers. Mil anos antes do que vemos no jogo, Deuses denominados Magis travaram uma violenta guerra e como toda guerra tem conseqüências, essa guerra em questão acabou por transformar parte dos humanos em seres mágicos poderosos denominados Espers. Aparentemente esses Deuses de arrependeram e acabaram por se trancar em 3 estátuas. Como os Deuses estavam “trancados” nas estátuas, a única fonte de magia restante eram os Espers e esses preferiram se isolar, em um “mundo próprio”, afinal como manda a tradição, tudo que é diferente costuma ser hostilizado. A magia então é meio que extinta e a vida corre. Eis que surge o Império do General Gestahl, e seus generais Kefka, Celes e Leo com o maligno propósito de ressuscitar a magia, usando os Espers para tal propósito. Deste ponto em diante, o que posso dizer é que traições aconteceram, personagens mudarão de lado e revelações serão feitas de modo a levar o jogador para um tsunami de emoções na qual cada coisinha do jogo, vai ganhando uma importância vital para o entendimento total do enredo.


Jogo bem adulto e muito à frente do seu tempo, FF VI é uma história incrível e que influenciou muitos outros jogos que vieram depois, e falando de influências, esse jogo é considerado por Raphael Draccon (famoso escritor de fantasia aqui no Brasil – autor de Dragões do Éter e Fios de Prata: reconstruindo Sandman) como “o jogo da sua vida”. Nem preciso dizer que é mais do que uma recomendação do autor desse blog, eu diria que é uma obrigação jogar esse jogo. Agora sobre qual versão jogar, eu só posso recomendar a versão que eu joguei (por sinal, joguei antes de escrever o post), ou seja, a versão chamada Final Fantasy Anthology para PS1. Realmente, depois de jogar FF VI, quase mudei minha lista TopFive. Porém vou mexer nela. Apenas acrescentar mais um jogo. Depois de conhecerem Kefka, não será qualquer vilão que vós deixareis impressionados. Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção e recadinhos da paróquia, quem puder me seguir pelo twitter e Facebook eu agradeço, para sempre estar recebendo atualizações sobre os posts. E vou deixar o link da Saraiva para os livros do grande Raphael Draccon. Recomendo fortemente seus livros (que por sinal já li!) e espero escrever sobre eles em breve aqui no blog. Deixo também links dos vídeos de FF VI, para algumas versões. Abraços.