quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Antes de Watchmen: Ozimandias!


Para todos os fins e sem dar spoilers, só digo uma coisa: Rorschach is always right!!
 Foi exatamente o que eu imaginava que seria: Bom na medida certa. Está certo que não foi o melhor, afinal o “Antes deWatchmen” do Dr. Manhantan foi simplesmente espetacular. Este volume nos deu uma verdadeira dimensão do personagem, que na obra original não é tão querido e até mesmo estigmatizado. Uma coisa que eu achei bem interessante, é que nesta obra Ozimandias é muito parecido com o que vimos no filme. Quando partimos do princípio que a obra à ser considerada é o quadrinho, fica um pouco diferente. Não que isso de alguma forma mude a essência do personagem, mas para quem é fã das antigas e já leu a obra de Alan Moore zilhões de vezes, imediatamente vai sentir a diferença. Este Ozimandias é um pouco mais cínico e ao mesmo tempo descontraído, que o que conhecemos tão bem. Acredito que foi uma jogada de mestre, fundir o personagem original, com o da adaptação cinematográfica, que por sinal é ótima.


Vamos ao que interessa que é a história. Sem dar muitos spoilers (de preferência nenhum), posso dizer que saber um pouco da família, do tipo de criação que o personagem teve, é um dos pontos altos. Por um momento cheguei a pensar que esta obra não iria acrescentar nada de novo. Tudo muito suave, entretanto as novidades e curiosidades estão lá. Inclusive o motivo da minha frase inicial, sobre Rorschach. Entendedores entenderão. Acompanhar o jovem Veidt e boaparte de sua trajetória foi um prazer inesperado. Preciso dizer que a arte desse sexto volume, é impressionante. Jae Lee é demais. Algumas pessoas, estou falando de críticos literários, não gostaram do recurso utilizado pelo autor; os já conhecidos flashbacks, comuns na obra original. Não achei isso ruim. Pelo contrário, gostei e muito. Na minha humilde opinião, em se tratando de Watchmen (no caso, tudo que têm haver com Watchmen), é bem legal reconhecer esse recurso. Enfim, É APENAS A MINHA OPINIÃO!


Outra coisa que eu vi muita gente reclamar, é que boa parte da história se passa durante os acontecimentos mostrados em Watchmen, e não antes por assim dizer. Também não achei ruim de todo isso, afinal, por mais que todos nós saibamos que Ozimandias não é o personagem principal, ou seja, não é ele que está sempre em foco na obra original, podemos dizer que ele é a cola que junta todos os personagens (pelo menos boa parte deles). Quem leu a obra original sabe aonde vai dar os atos de Adrian Veidt!
O que posso dizer é que, a obra vale a pena. Deve agradar os fãs de um modo geral, com exceção dos chamados fãs Xiítas; para começo de conversa, essa galera nem queria que fosse escrita/produzida “Antes de Watchmen”. Seja como for, eu gostei. Se nada do que você leu te convenceu a comprar este sexto volume, basta eu te dizer que o encontro (melhor dizendo o primeiro encontro), entre Ozimandias e O Comediante, é uma curiosidade que vale a pena. Vou ficando por aqui e perdão por ter demorado tanto para publicar esta sexta parte. Aguardem pela sétima que ainda não li, contudo está no topo da minha lista. Agradeço a atenção e se você gostou do que leu, compartilhe. Para sempre saber das novidades do blog, curta a página do facebook e me siga no Twitter, não custa nada e é de graça. Vou deixar o link do Senhor Saraiva, que está vendendo a obra toda, assim como o link da Comix; clique e confira. Abraços.




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dreadstar... mágica de Jim Starlin!


Sagas Cósmicas são as minhas prediletas!!


E quando se fala em sagas cósmicas e tudo que podemos tirar delas, qualquer bom leitor de quadrinhos vai, imediatamente, lembrar de Jim Starlin. Afinal, as grande sagas cósmicas que já aconteceram pela MARVEL têm o dedo dele. Quem mais poderia matar um personagem tão querido e de uma forma tão espetacular? Para quem não sabe, “A morte do Capitão Marvel” é um dos maiores clássicos dos quadrinhos de todos os tempos. Uma história inovadora e que por muito tempo, figurou como uma das minhas prediletas. E claro que não posso deixar de mencionar as Sagas do Infinito. Qualquer leitor das antigas já se imaginou usando a “Manopla do Infinito”. Graças a esse grande gênio dos quadrinhos, personagens como Adam Warlock, Thanos, Capitão Marvel, a Morte, entre outros que ainda hoje são sucesso pela MARVEL, foram utilizados de uma forma única, como só o mestre poderia fazer. Confesso que personagens como o Surfista Prateado não estão (e nunca estiveram) entre os meus prediletos. Mas na mão de Jim Starlin, simplesmente qualquer personagem é único. Agora saindo um pouco do comum, vou voltar ao assunto dos post que é outro personagem criado por Starlin: Dreadstar!


Quando conheci o personagem, lá pelos inesquecíveis anos 80, gostei imediatamente da “pegada” meio futurista, meio medieval. Tinha algo ali que me lembrava um pouco Star Wars. Hoje em dia, mais velho e mais experiente do que eu era nos anos 80, consigo achar até mesmo referências a obra de Frank Herbert! Dreadstar é um grande personagem isso é fato, independente de quais são as referências de Starlin. Um fato curioso sobre esse personagem é a aparência. Nada em Dreadstar lembra um personagem de histórias sci-fi. Pelo contrário; ele lembra muito um “Mosqueteiro”, e estou falando dos primeiros filmes sobre os personagens de Dumas, onde os heróis aparecem demasiadamente sérios, roupas discretas e o cavanhaque bem feito. Realmente, nada haver com sci-fi!


Vanth Dreadstar é o único sobrevivente da Via Láctea. As histórias que antecederam ao momento atual de Dreadstar, evento conhecido como A Odisséia da Metamorfose, só pude ler graças a maravilhosa internet, que me proporcionou conhecer um pouco mais deste personagem que naquele momento, não era exatamente o grande herói de Starlin. Nas histórias publicadas por aqui, os eventos da Odisséia da Metamorfose já haviam acontecido e Dreadstar estava curtindo sua merecida “aposentadoria”, vivendo como um simples pastor. Tudo ia bem, até a chegada de Darklock (o mago cyborg), que o convoca para lutar contra a Igreja da Instrumentalidade, facção política contrária a Monarquia (what??). É estranho mais é por aí mesmo. Como era de se esperar, Dreadstar rejeita a proposta e só entra na guerra quando esta vem até ele. A guerra, ao chegar no  seu planeta refúgio, causa um estrago absurdo, matando boa parte da sua população. Tomando o lado da Monarquia, Dreadstar mergulha de cabeça na guerra contra a Igreja da Instrumentalidade e assim a história vai. As aventuras de Dreadstar não são exatamente uma saga cósmica, entretanto acho que se enquadra no conceito épico. Afinal, temos um herói carismático, uma vingança justa, grandes personagens coadjuvantes, além de intrigas e reviravoltas na medida certa.


Para eu não falar que nada nessa obra me desagrada, posso dizer que não gostei do vilão. Lord Papal é um nome meio ridículo e sobre a aparência do bicho... não vou nem falar! Porém, como se trata de uma obra de Jim Starlin, tudo é perdoável; não podemos desmerecer a obra como um todo por conta de apenas um personagem. E caros amigos leitores, espere por mais resenhas sobre as obras de Jim Starlin; sou um grande fã e tenho em mídia física (quadrinhos em papel) uma quantidade razoável de obras assinadas pelo “Rei das Sagas Cósmicas” e algumas delas, sem qualquer relação com o Universo MARVEL. Infelizmente, não é tão fácil encontrar algo para ler ou mesmo comprar algo sobre o personagem. O material que eu tenho em papel é bem antigo e acho que a Devir deve ter lançado algo também, em formato melhor. Quem souber, por favor, me avise por aqui. Agora, para os que estão acostumados a ler em formato CBR, basta dar uma olhada em sites como: OnomatopeiaDigital, ScanManiacs, entre outros. Essa galera presta um grande favor aos jovens leitores e aos leitores da velha guarda, que por algum motivo não conseguiram completar suas coleções. Vou ficando por aqui. Muito obrigado pela atenção e se você gostou do que leu, compartilhe pelo Facebook/Twitter e me siga pelas redes sociais. O botão está aí do lado e é de graça! Abraços.



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Resident Evil: Code Veronica... é um dos melhores!


Zumbis ainda são legais??


Na atual situação dos games, eu já nem sei o que pensar. Em parte fico triste, afinal sou da geração que chorou lágrimas tecnológicas quando jogou pela primeira vez Resident Evil (imaginem, eu fiquei entusiasmado com aquele live action do início...), no finado PS1 e quando vejo como os jogos de zumbis estão hoje, realmente não é a mesma coisa. Claro que existem exceções! Pelo amor de Lavos, quem não se emocionou com The Last of Us não tem coração ou pelo menos não merece ser chamado de gamer. O jogo é uma obra prima e ponto. A questão é: ainda vale a pena jogar os precursores? Eu acredito que sim. Com tanto jogo chato e com uma história chatinha, é bem mais fácil tirar seu PS2 do baú e jogar um dos bons e velhos clássicos. Agora, falando de clássicos do terror/horror, Code Veronica é considerado por muitos como o melhor da série (não por mim, que já disse certa vez que o meu predileto é RE 2). Recentemente, me peguei jogando de novo esse bom e velho clássico. Meio que me perdi um pouco com a movimentação, mas nada que alguns minutos de adaptação não possam resolver. Empolguei-me tanto, que não parei até terminar o jogo novamente e dessa vez, coletar algumas anotações para esse post.



Antes de mais nada, tenho que dizer que eu joguei a versão do PS2. Não que seja muito diferente das outra versões, apenas nunca tive um dreamcast. E se passa mais ou menos 3 meses depois do que vimos em RE 2 e RE3. Podemos jogar com 2 personagens, Cris Redfield e Claire Redfield (personagens muito queridos da série). Cada um com um objetivo específico: Claire têm que sair da ilha infestada por T-Virus ao passo que Cris precisa achar sua irmã perdida. Obviamente não é uma simples história de sobrevivência, muitas coisas serão reveladas, coisas muito importantes para a cronologia oficial, por assim dizer. Sobre a jogabilidade, é a clássica que eu já citei acima. Para quem já jogou os primeiros jogos, não vai ficar surpreso. Gostei muito da câmera deste jogo, que é na minha humilde opinião, uma das melhores dos games clássicos. Realmente é impressionante como um tema tão batido como zumbis pode oferecer uma história tão bacana. Imaginem todas as informações sobre a Umbrella, sobre o T-Virus e o mais importante... o que veio antes! As propriedades mutantes do mother vírus, entre outras coisinhas mais.


Então chegamos em um ponto que, para jogar tanta coisa que não vale a pena, antes jogar um jogo mais antigo que é muito bom e vai te divertir até mais do que um desses jogos novos sem sal. Esse post foi rapidinho, mas eu tinha que dividir a experiência de passar tanto tempo sem jogar esse jogo e de repente joga-lo e descobrir que ainda vale muito. Vou terminando por aqui. Não posso deixar de dizer que aí no final do post tem um gameplay básico, para que, quem não conhece possa conhecer. Muito obrigado a todos que me acompanham. Quem puder pode me seguir no Twitter ou no Facebook para saber quando têm novos posts. Abraços.

The Hobbit 2... o que dizer???


E depois de um curto período de folga, cá estou eu novamente com o blog.


Neste primeiro post de 2014, gostaria de escrever sobre The Hobbit 2, ou como muitos estão chamando: O Hobbit 2, A Enrolação de Peter Jackson. Não estou dizendo que o filme foi ruim de todo, apenas manifestando meu desagrado com a atitude mesquinha e mercenária com que o livro está sendo tratado. Quando fiquei sabendo que The Hobbit seria uma trilogia, fiquei com o pé atrás. Afinal, não existe tanta coisa naquele livro, que precise de 3 filmes para se mostrar. Depois, quando assisti o primeiro, meio que calei a boca. Fiquei maravilhado com a riqueza de detalhes, amei todas as cenas onde foi possível ver os anãos em, digamos, “seu habitat natural”. Foi demais quando o dragão chega, a luta, a forma que eles foram expulsos; enfim foi muito bom! Já escrevi sobre isso uma ou mais vezes por aqui, mas vou escrever de novo: a grande sacada de se fazer um filme sobre um livro, é o testemunho visual. Ler sobre elfos, anões, orcs e hobbits é uma coisa. Ver é outra coisa!


Então, com um merecido “cala boca”, bati palmas para o primeiro filme de Peter Jackson, além de ficar na expectativa para a segunda parte. Não foi nada do que eu imaginava. Um filme gigante, com montes e montes de situações completamente desnecessárias e o mais importante, sem a menor coerência com o livro. Se no primeiro filme Peter Jackson inovou, no segundo ele estava bêbado (na melhor das hipóteses!). Este segundo filme, o livro foi quase que completamente desprezado. Antes que me atirem pedras, quero deixar uma coisa bem clara: Eu sei que “costuras” precisam ser feitas, para a adaptação de um livro para o formato cinema. Algumas coisas ficam de fora, outras são acrescentadas. Acho até normal, desde que essas tais “costuras” não sejam absurdas. Aparentemente, essa regra de não “costurar” demais foi ignorada pelo senhor Peter Jackson, pois esse segundo filme poderia muito bem se chamar “The Legolas” ou “Bilbo and Legolas”. Aí pare para pensar que o Legolas nem aparece no livro, for God sake!


Como se isso não fosse suficiente, o personagem principal (Bilbo) acaba por ser transformado em algo que ele não, pura e simplesmente para unir o que estamos vendo, com o que já vimos em Lord of the Rings. Tudo bem, unir as duas obras cinematográficas era preciso, entretanto a forma como foi feito... doeu nos fãs! Eu esperava mais flashbacks e menos “macaquices” de Mr. Jackson. Agora, não posso dizer que foi um filme ruim, para uma pessoa que nunca leu o livro. Nesse ponto, acredito que a idéia foi bem sucedida. Para a maioria das pessoas que não leram o livro, o filme ganhou um “quê” de épico, que não tem nada haver com a obra original. Então, espere muitas cenas de luta, muitos efeitos especiais (as cenas do Dragão são espetaculares) e comédia moderada. Claro que para as meninas de plantão, o filme apresenta um seleção das melhores táticas de luta élfica com Legolas. Além de belíssima elfa “Super Kate” (só os fortes entenderão essa referência).


Por fim, como fã declarado e apaixonado pela obra de Tolkien, não posso dizer que gostei do que eu vi. Contudo, como um fã de cinema, sou obrigado a admitir que Peter Jackson recriou The Hobbit com a intenção clara de transformar a obra em outra coisa. Na verdade, acho que é a melhor definição que eu poderia dar se alguém, por ventura, me questionasse sobre quais as diferenças entre “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. The Lord of the Rings foi um filme feito por um fã, para fãs! Já “The Hobbit” foi um filme feito oportunamente, para trazer novos fãs (além de alguns milhões a mais para o bolso de Peter Jackson). Eu espero sinceramente que o terceiro filme seja muito bom. Não apenas para os fãs antigos, como para os novos fãs. Todavia já estou preparado para algo ainda mais chocante. Quem viver verá e eu com certeza vou viver (desde que o tal asteróide maldito que passará perto da Terra em março, apenas passe perto!). Vou ficando por aqui. Muito obrigado quem leu e espere por mais. Deixarei links da Saraiva para quem quiser comprar os livros do Tolkien ou os DVDs/BLUERAY dos filmes. Me sigam no Twitter e Facebook para sempre saberem quando saem novos posts. Abraços.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

X-Men: Massacre de Mutantes.


A obsessão pela pureza da raça, quando isso vai parar??


Por incrível que possa parecer, até hoje ainda temos notícias de idiotas e suas teorias de pureza de raça. Esse tema, que por sinal já redeu muitas mortes no passado, futuro e presente, é um dos principais pontos chaves dessa trama dos Fabulosos X-Men. Quando eu li pela primeira vez, lá em meados da década de 90, achei um tema super pesado para ser tratado nos quadrinhos Quer dizer, extermínio de mutantes? Imagine homens, mulheres e crianças que viviam pelos subterrâneos (esgotos), que apesar de serem mutantes e possuírem poderes ou habilidades, não tinham uma aparência “agradável” para a maioria dos humanos. Eram pessoas que se destacavam exatamente por isso e não podiam passar por pessoas “comuns”. No Universo Marvel, os mutantes sempre foram perseguidos, não importando se são fisicamente semelhantes aos humanos ou se possuem uma aparência mais “destacada” (como o Noturno ou a Mística, por exemplo). Os mutantes sempre foram vítimas de preconceito e essa pegada sempre foi muito bacana nos quadrinhos; eu acho muito válido passar a idéia que o preconceito existe e que é muito ruim, assim como é válido passar a idéia que existem pessoas prontas para lutar contra o preconceito, nem que isso custe a própria vida.


Agora pior do ser perseguido por humanos, é ser perseguidos pelos da própria raça. Neste momento, vou tentar dar uma idéia (sem spoilers) da história por traz de Massacre de Mutantes: sabemos que existe um grupo de mutantes super poderosos que são heróis, este grupo sempre trabalha pela humanidade como um todo (sejam humanos ou mutantes) e esses heróis são movidos por um sonho de paz entre ambas as raças. Também sabemos que existem mutantes malignos, mutantes que querem escravizar a humanidade, outros que querem apenas ser um bandido comum (assaltar, roubar, etc) e outros que não tem nenhum objetivo específico, querem apenas ver o circo pegar fogo. Agora existem alguns, que extrapolam o limite do maligno, são mutantes tão ruins, que chega a ser pouco a classificação vilão. Vivendo fora de ambos os mundos, também sabemos que existem os Morlocks; estes por sua vez, são mutantes que não possuem uma aparência humana e portanto preferem o isolamento. Um dos tais mutantes malignos que eu me referi é o Sr. Sinistro, um maluco torturador/geneticista que entre outras coisas, gosta de fazer experiências em mutantes. Ele é uma espécie de Josef Mengele mutante. Sr. Sinistro por considerar os Morlocks uma aberração para a perfeição do homo superior (mutantes), decidiu exterminar-los simplesmente.


Claro que os X-Men lutaram contra, assim como o X-Factor. O resultado foi que muitos membros dessas equipes, saíram muito machucados; além de muitos que morreram nessa luta. O nome Massacre de Mutantes não é por nada, é literal! Muitas transformações que aconteceram com os X-Men e com o X-Factor (na época), tem uma relação muito grande com essa saga e algumas dessa mudanças, como o que aconteceu com o Anjo, tiveram influência direta em outra saga, A Queda de Mutantes. Apesar da série ser muito boa e de certa forma bem original, não se compara a saga da Fênix. Infelizmente, nenhuma das outras sagas mutantes chegou nem perto de ser tão querida por leitores e fãs da maior equipe mutantes do mundo. Não estou dizendo que a saga foi ruim, apenas estou dizendo que não foi tão boa quanto. Realmente, é difícil criar uma grande saga sem sofrer as inevitáveis comparações, só que comparações não são algo ruim de todo. Servem para preparar o leitor, para que este saiba distinguir o que é bom e o que é ruim. Opinião final, eu diria que está bem acima da média, mas não merece um 10,0. De qualquer forma, um 8,0 é sempre muito bom e passa qualquer um de ano (perdão pelas metáforas de professor... eu sou professor!).


Vou ficando por aqui e vou agradecendo pelo elogios que estou recebendo por mail, agradeço também as sugestões de novos posts e principalmente agradeço pelas visualizações. Thank you very much. Não se esqueçam que Massacre de Mutantes ganhou nova roupagem com a galera da Panini e quem puder comprar, compre que clássico dos X-Men fica muito bem em qualquer estante. Vou deixar os links da Panini e da Comix aí embaixo. Obrigado pela atenção, quem puder me siga pelo twitter e facebook. Abraços.

http://www.paninicomics.com.br/web/guest/productDetail?viewItem=731706

http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=19963

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dune... by Frank Herbert! Universo Feudal... e muito Melange!


Who control the spice control the Universe!!

Quem disse que Frank Herbert não tinha razão? O ponto é: Who control the spice today? Quem sentiu uma vontade imensa de discursar sobre política internacional, guerras pelo petróleo e falsidade entre países, não é mero acaso. Duna é um livro que foi feito para isso; para criar discussão, causar reflexão e exatamente por isso, mexe com assuntos que, até aquele momento, não era muito comum na ficção científica como filosofia, religião e psicologia (além de ecologia, não podemos nos esquecer). É um livro com uma narrativa muito forte e que exigem muita atenção do leitor, pois como diz o ditado: “O segredo está nos detalhes”. Reza a lenda, que o livro Duna é considerado “a obra definitiva” do gênero, apesar de muitos outros especialistas da literatura acharem que tal título seria de um livro do Asimov. Eu sinceramente não saberia qualificar uma obra como essa, fora o fato de Asimov ser um grande ídolo para mim. Digo apenas que Duna me mostrou algo totalmente diferente do que eu imaginava que sci-fi pudesse ser. Portanto ler este livro é uma obrigação moral, para qualquer pessoa que goste de ficção científica.

Vamos à história, como sempre sem dar spoilers (ou muitos spoilers): temos um futuro que, como sempre, não é uma maravilha. Na verdade, se tem uma coisa que está cada vez mais claro, é que o futuro é negro. Terminator nos ensinou a desgraça que ia ser, se por acaso as máquinas tomassem consciência de uma hora para outra. Quem pira a cabeça usando o sistema da Apple siri, deveria se lembrar que assim que a Skynet começou. Por outro lado, a trilogia Matrix, esfregou na nossa cara a impotência do ser humano ao criar algo que, em teoria, é tão inteligente quanto ele (se bem que, no final, homens e máquinas aprendem que dependem um do outro). Asimov também já escrevia muito sobre isso, assim como outros gênios da literatura científica. Em Duna não existem máquinas. Aparentemente o ser humano aprendeu a lição e decidiu não criar algo mais inteligente que ele próprio e isso é uma verdade tão grande nesse Universo, que acaba por ser um dos pilares da religião. Sim leitor. Uma religião que diz “não” às máquinas. Mas existem máquinas no Universo deste livro? Claro que sim. Não existem máquinas pensantes, computadores, inteligência artificial.

É isso mesmo caro leitor. No Universo de Duna, todos os cálculos e outras atividades que deveriam ser feitas por computadores, são realizados por humanos treinados para esse fim, os chamados Mentets. E todo a história gira em torno de disputas políticas entre 3 grandes casas imperiais, de um governo feudal intergaláctico mais ou menos 24 mil anos no futuro. Esqueça a Terra. A Terra já se foi e muito da sua história já se perdeu. Mas, qual o motivo de tanta discórdia entre essas 3 casas? O controle da especiaria conhecida como melange. É graças a essa especiaria, que é possível as viagens espaciais, além de ser a base do poder de humanos escolhidos a dedo. Essa especiaria, só existe em um único local no Universo (que se saiba); em um planeta chamado Arrakis, ou Duna, como é popularmente conhecido! Este planeta é um gigantesco deserto, habitado por vermes colossais praticamente indestrutíveis. Ou seja, é um lugar muito maneiro. Só que, apesar desse planeta não ser uma das maiores maravilhas da existência, é só lá que tem a tal melange, então sua importância para o império é crucial. O Imperador Shaddan IV, da casa Corrino, vê uma grande ameaça no Duque Leto Atraides, que cresce em popularidade entre os outros nobres. Como têm receio de lançar um ataque mais direto a uma das grandes casas e outras casas se unirem contra ele, usa a grande rivalidade entre as casas Atraides e Harkonnen como um meio de eliminar o seu rival.

Leto Atraides é enviado para “gerenciar” o planeta Arrakis, substituindo a casa Harkonnen que até aquele momento “mandava na parada”. O resto vocês podem imaginar. Esperem traições, reviravoltas, mulheres ambiciosas, e tudo mais que se possa esperar de uma boa trama política. Na verdade, em certo momento do livro, você vai notar semelhanças entre o que está lendo e o que você conhece da história do mundo. Especiaria mega importante para o mundo? Que se extrai do deserto? Casas políticas brigando pelo controle total dessa especiaria? Quem controla a especiaria controla o mundo? Substitua melange, por petróleo quando estiver lendo o livro! Antes que alguém pense que é muito chato ler esse livro, por conta dos grandes diálogos e da temática extremamente política, não se engane. Também é um livro de aventura e com a maior de todas as motivações: vingança. É um grande livro e o filme baseado no livro não é mal também. Agora, confesso que o jogo sobre Duna é uma caso à parte. Foi um dos primeiros RTS que joguei e um dos mais divertidos também. Eu tenho Dune2000, que saiu para PS1 no PSP. Entretanto não é nem de longe tão bom quanto o primeiro.

Bem amigos, vou ficando por aqui. Tentei não dar muitos spoilers sobre o livro, pois tenho esperança de que muitos de meus leitores se animem para conhecer a obra de Frank Herbert. A dica é: primeiro ler o livro e depois ver o filme. O jogo vem como um belo bônus, para aqueles que quiserem explorar um pouco mais o Universo de Herbert. Este livro, possui outros 5 livros em continuação. Estou lendo o terceiro atualmente e ainda estou empolgado. Quem sabe um dia não posto por aqui um pouco de O Messias de Duna e Os filhos de Duna, os dois primeiros que já li! Antes do fim, para quem está cobrando o post de Ozimandias, sai ainda esta semana. Aguardem e assinem minha página do facebook e me sigam pelo Twitter. Links aí no final do post para os livros de Frank Herbert, direto do grande Senhor Saraiva. Muito obrigado pela atenção, pelas visualizações e pelos pedidos feitos à partir dos meus links. Abraços.

Obs: Eu não falei sobre os quadrinhos propositalmente. Pretendo trazer para o blog um post sobre esse quadrinho em um futuro não tão distante!