segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Rock & Roll Racing... o melhor jogo de corrida de todos os tempos!


Quem não gosta de Rock?? Let The Carnage Begin!!!
Existem muitos que não gostam desse gênero musical, assim como alguns de nós não temos neurônios danificados o suficiente para gostar de coisas como Calipso e/ou Sertanejo. Falar sobre música é sempre complicado, ainda mais quando estamos no Brasil, a terra de todos os ritmos. Aqui, dependendo do Estado que você se encontra, é bem comum existirem uma infinidade de estilos musicais, alguns de ordem cultural e outros que sabe- se como apareceu. Mas uma coisa é certa, o brasileiro gosta de som e gosta de música, ainda que o gosto musical de muitos seja um tanto quanto duvidoso. Então não é nenhum mistério o fato de nós, brasileiros gamers, termos uma atenção especial pela trilha sonora dos jogos. Como vivemos em um país muito musical, é praticamente impossível não notarmos quando u trilha de um jogo não é boa. Na verdade, existem pesquisas que mostram que o brasileiro adora trilhas sonoras, seja de filmes, novelas, seriados e games (sim, por incrível que pareça!). Neste ponto, chego à questão máster: quem nunca fez alguma coisa com trilha sonora escolhida a dedo? Tem pessoas que estudam com música, outros preferem trabalhar com música e existem aqueles que jogam com música. Agora imagina quando o jogo tem trilha tão boa, que você simplesmente se pega cantando a mesma, ainda quando não está jogando! 
Em Rock & Roll Racing, você tem uma trilha sonora que não é original, por outro lado é um lista de composições de verdadeiros clássicos do Rock e quando eu digo clássicos, estou falando de pérolas de bandas como Deep Purple e Black Sabbath. Imaginem a felicidade de quem conhece as músicas ao jogar o jogo. Agora pense que, este jogo é antigo, foi idealizado para a geração 16 bits. Ouvir Paranoid, clássico do Black Sabbath, no meu videogame é simplesmente impagável. Nem preciso dizer que o jogo foi um sucesso absoluto. Lançado em 1993 (nos bons e velhos tempos da “Guerra entre consoles”), esse jogo foi produzida por uma lenda chamada Blizzard Entertainmant e publicada pela Interplay. Essa parceria já era velha conhecida, afinal outro clássico desse tempo também era fruto dessas duas empresas. Estou falando de The Lost Vikings, um jogo muito original, com trilha sonora animal e que é uma lenda entre os gamers até hoje. Em Rock & Roll Racing não podia ser diferente; apesar de, este jogo ser de outro gênero. TheLost Vikings era um puzzle, ao passo que Rock & Roll Racing é de corrida. 
Sobre a jogabilidade do jogo, é muito boa e os comandos eram muito bons. Não era apenas correr e vencer. Você podia trocar de carro, customizar o carro, adicionar elementos que melhoravam a performance ou que deixavam o carro mais resistente. E não podemos esquecer do sistema de batalhas, pois os outros carros não estavam apenas tentando vencer, a intenção dos carros era te explodir. Lasers, mísseis, óleo no chão, tachinhas, tudo era permitido e graças a isso o jogo se tornava mais divertido e mais emocionante. As frases marcantes jogo era demais também. Até hoje quando escuto Highway Star, do Deep Purple, confesso que minha mente automaticamente associa a música as frases: Is About To Blow; The Stage Is Set, The Green Flag Drops; Scores In First Place, Is Knockout. Como eu disse, são os bons e velhos tempos.  
Esse jogo saiu para várias plataformas, e na plataforma Mega Drive tinha uma música a mais. Era uma música chamada Radar Love, by Golden Earring. Naquele tempo, quando eu e alguns amigos descobrimos isso, fomos atrás de alguém que tivesse um Mega Drive e possuísse o jogo, afinal queríamos conhecer todas as músicas e infelizmente, no nosso grupo só tinha SNES. Não conseguimos, pois todos os colegas que nós tínhamos e que eram portadores de um Mega Drive, infelizmente não tinham esse cartucho específico. Outros tempos. Naquela época não era tão fácil ter acesso aos jogos. Finalmente, conseguimos jogar o jogo e conhecer a tal música, quando fomos apresentados aquelas casas que alugavam videogames por hora. Ali, tivemos contatos com muitos jogos que não tínhamos dinheiro para comprar ou simplesmente não achávamos onde comprar. Eu e meus amigos fomos apresentados a vários clássicos da Era 16 bits (como o maravilhoso Top Gear, F-Zero, Donkey Kong, entre outros...) nesses lugares. 

Esse post foi bem nostálgico e é totalmente datado. Antigamente, acho que havia um maior esmero para com os jogos. Apesar da tecnologia não ser o que temos hoje, vários clássicos foram produzidos e são divertidos de se jogar até hoje. É até engraçado quando eu penso que, naquele tempo eu gastava todo o dinheiro de mesada que eu recebia, nas casas de jogos e que para conseguir 1 jogo, era uma tarefa quase que hercúlea. Quando lembro dos meses que passei, junto com os meus amigos, procurando uma casa de jogos que alugasse ou tivesse um único jogo específico e vejo que hoje, eu tenho uma biblioteca gigante de SNES e Mega Drive no meu PSP, além de ter um monte de jogos do GBA no meu Smartphone (incluindo The Lost Vikings e Rock & Roll Racing), quase tenho pena dessa geração. Tudo para eles parece ser mais fácil, pelo menos no quesito games. Em outros coisas, como vestibular por exemplo, a concorrência não era tão absurdamente grande como hoje. Não se pode ter tudo! Vou ficando por aqui. Agradeço a atenção. Abraços.


PS: Lista de músicas do jogo e alguns videos para matar a saudade!

          *Black Sabbath: Paranoid

          *Henry Mancini: Peter Gunn Theme

          *George Thorogood and the Destroyers: Bad To The Bone

          *Steppenwolf: Born To Be Wild

          *Deep Purple: Highway Star

          *Golden Earring: Radar Love (essa música apenas na versão Mega Drive)
 


 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Crise nas Infinitas Terras...finalmente!



Essa é uma das versões que tenho!

Quem disse que não existe física quântica nos quadrinhos??
Foi publicada parte por parte, em vários títulos da DC aqui no Brasil (década de 80). Posteriormente, saiu em versão encadernada! Tenho ambas as versões e algumas capas, como essa de Novos Titãs, são espetaculares!
Sim, existe e nesse caso, um ramo bem complicado, pois vou falar sobre Universos Paralelos. Quando criou-se o conceito de física quântica, o que podíamos esperar a princípio, é que algo (e entenda algo como um conceito) poderia ser extrapolado. É o famoso “e se...”! E se partimos do princípio que essas partículas passam pelos dois orifícios? Se admitirmos que, uma partícula específica, atravessa dois orifícios ao mesmo tempo? Como acontece uma interação entre ambas se ambas são, teoricamente, a mesma partícula? E se uma tiver reagindo com a outra, é possível que ambas sejam de Universos diferentes? E se existe a possibilidade de existirem Universos diferentes, como eles se criam? Confuso leitor? Eu espero que sim, pois se você está confuso, é sinal que prestou muita atenção no que leu e mais, pensou na possibilidade do conceito. Isso é um esboço, um mero traço do que seria física quântica. Agora quando trazemos algo assim para os quadrinhos, tudo é possível, pois o “e se...” dos quadrinhos, podem ser concretizados. E assim temos não um Universo, mas um Multiverso!
E esses Universos paralelos podem ser de todas as formas possíveis, afinal em teoria (extrapolando o conceito de forma quântica), temos que para cada decisão tomada, criamos uma série de outros Universos, baseados em outras decisões não tomadas. Entretanto, no Multiverso da DC, não vamos encontrar tantos Universos assim. Houve um tempo que a DC usou e abusou desse conceito de Universos paralelos e desta forma nasceu a Terra Paralela, Terra 2, Terra 3 e assim por diante. Esses “novos” Universos apresentavam versões dos heróis conhecidos da DC com sutis diferenças. Em alguns casos, as diferenças não eram tão sutis. Existia uma dessas Terras que era dominada por vilões e o único herói, era um cara gente boa chamado LEX LUTHOR! Por aí já dá para entender como funciona o conceito dessas Terras ou Multiversos ou Whatever.
Claro que gerenciar uma infinidade de heróis dá trabalho e gerenciar as várias versões desses heróis, dá mais trabalho ainda. Portanto, fez-se por necessidade uma reformulação. Ou, podemos dizer, um mega evento que afetou não apenas o “Universo Normal”, mas todos os outros Universos possíveis ou mencionados. E então, no saudoso ano de 1989 nascia Crise nas Infinitas Terras, a maior saga já escrita de todos os tempos. Não apenas pelo roteiro que é, para dizer o mínimo, maravilhoso (afinal Marv Wolfman é uma Lenda); não podemos nos esquecer da arte de George Pérez, que é considerado um dos melhores no ramo. Verdade seja dita, essa dupla (Marv Wolfman/George Pérez) é incrível. Não foi a primeira vez que eles trabalharam juntos, afinal a minha memória de Novos Titãs é e sempre será, da fase Wolfman/Pérez. Assim como a melhor fase já escrita para Mulher-Maravilha. Em Crise nas Infinitas Terras essa dupla carimbou o passaporte para o Hall dos melhores em Comics!
O interessante de Crise, é que é uma obra que pode ser lida em qualquer época, apesar de ser uma obra datada, pois o Universo DC que vemos ali já foi completamente mudado. Muita coisa aconteceu depois, só que o X da questão é o fato de, em Crise nas Infinitas Terras todos os heróis possuem uma certa importância. A personalidade deles e às vezes a falta de poder de um ou outro, é explorada de forma quase que informal. Cenas que mostram exatamente como um herói, que não tem poderes, se sente às portas do Fim do Mundo. No fim das contas, todos vão morrer, não importa se você tem força sobrenatural ou se pode voar ou é um Kriptoniano quase invencível, naquela situação todos são iguais e essa abordagem foi muito boa. Marv Wolfman conseguiu passar a sensação de desespero, bem como a percepção de insignificância de tanto poder no fim das contas. É exatamente por esse motivo que vale a pena ler esta obra, seja lá em qual época. Poucas vezes temos a noção de que o herói também é humano. Quando você lê Crise, você consegue entender exatamente o que eles estão sentido, pois é o que você sentiria naquela situação. Salva de palmas virtuais para Marv Wolfma e George Pérez.
Sobre a história, como sempre sem spoilers, digo apenas que os Universos estão sumindo/sendo consumidos ou algo assim. Essa é a idéia básica. O que será que está acontecendo? Como pode um Universo deixar de existir? O que teria poder suficiente para tal coisa? Ao longo da obra essas questões vão sendo elucidadas, bem como um plano vai ser traçado para impedir que todos os Universos deixem de existir. Nesse ponto, a trama se complica, pois alguns desses heróis já perderam seus Universos e precisam lutar para preservar os Universos dos outros. Intrigas, briga de egos, desconfiança e claro, traições transformam a sobra em um mix de suspense e ação que deixa o leitor preso do início ao fim. Dramas e tragédias também estão presentes nessa obra, espere fortes emoções. Não se pode salvar toda a existência sem que alguns se percam pelo caminho. Sim, estou falando de mortes! Como eu disse, é uma obra completa e até a frente do seu tempo, afinal aborda esse assunto (morte) com uma maturidade que na época era pouco comum nos quadrinhos. E o final, é indescritível. É obrigatória a leitura dessa obra! Dizer que ma quadrinhos e não ter lido Crise é inadmissível! 
Outra coisa que deve ser dita aqui, é que alguns heróis tiveram suas origens reformuladas, como a Poderosa. Não posso dizer como isso aconteceu sem dar um spoiler master sobre a série, porém digo que o Universo DC como o conhecemos, até hoje carrega efeitos do que aconteceu em Crise nas Infinitas Terras. E digo mais, outros personagens, como por exemplo John Constantine, nasceram de uma história que tinha raízes lá em Crise! Essa parte de “raízes” é bem literal, pois para quem não sabe, o mago inglês mas famoso deste e de todos os Universos possíveis, “nasceu” como personagem coadjuvante para um história do Monstro do Pântano, da cabeça de ninguém menos que Alan Moore. Será que Marv Wolfman e George Pérez tinham a noção que Crise seria uma obra tão icônica? Será que em algum Universo Paralelo essa parceria nunca existiu? Como seria a DC se Crise nunca tivesse sido escrita? Nunca saberemos. Todavia aqui, neste Universo, Crise é um marco e sempre será, assim como seus efeitos serão sentidos por muitas (ou todas) gerações posteriores. 
E aqui eu termino com o post mais pedido de toda a breve história do meu humilde blog. Venho sendo cobrado para escrever sobre Crise nas Infinitas Terras desde o início e sempre disse que a hora ia chegar. Na verdade, antes de escrever eu queria ler de novo, e não apenas ler; queria saborear a história e analisar com a cabeça do adulto que sou hoje. Fazer as devidas comparações, afinal quando li crise pela primeira vez eu era adolescente. Como eu imaginava, consegui perceber muitas coisas que na época me passaram batido. A maturidade trás uma compreensão mais apurada, de modo a fazer analogias que, quando somos jovens, nem cogitamos fazer. Eu li novamente, me perdi nos detalhes, me encantei e me emocionei. Não com a história em si, afinal já a conheço; me encantei com os detalhes que deixei passar quando era mais novo. Reler uma obra dessas é também voltar ao passado, relembrar dos amigos que se perderam e daqueles que até hoje fazem parte de sua vida. A saudade doeu em alguns momentos admito, só que o prazer da lembrança foi maior. Dedico esse post a todos os amigos do passado e os que se fazem ainda presentes. No fim das contas, meu momento quântico está na memória e enquanto eu lembrar, ele existiu e sempre existirá seja lá em qual Universo eu estiver! Muito obrigado pela atenção! Abraços.

PS: Quem não conseguiu comprar em mídia física, aqui vai um link onde você pode baixar e ler em arquivos CBR e/ou CBZ.

http://www.filecrop.com/crise-nas-infinitas-terras.html

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Demolidor: O Homem Sem Medo!




Essa é a versão PANINI.
A Justiça é cega, ou será que é apenas míope??
Essa é a minha versão, da Ed. Abril. E essa é minha capa predileta, das 5 edições!

Mas uma vez me dirijo a vocês, leitores do blog, para falar de um personagem icônico do Universo Marvel: O Demolidor. Já comentei em outro post que este personagem não é o meu predileto e nunca será, pois acho que não são todos os roteiristas que conseguem aproveitar o potencial que ele apresenta. Afinal, não se trata de apenas um cara que recebeu seus poderes por conta de algum acidente radioativo; trata-se de um ser humano que perdeu o sentido mais importante e teve que se adaptar aos outros sentidos amplificados. Quer dizer, imagina controlar um olfato tão apurado quanto o de um cachorro, uma audição apurada o suficiente para que ele ouça uma discussão a quarteirões de distância, um paladar que permite saber quantos grãos de açúcar um biscoito possui, fora o tato que deve ser uma coisa de louco (esse sentido eu simplesmente nem consigo imaginar como deve ser). Imagina “ver” o mundo por esses sentidos... definitivamente, não é para qualquer um escrever sobre um personagem desses. Sorte que Frank Miller não é qualquer um!
Portanto, sabemos o enorme potencial para um super-herói que o Demolidor tem. Só que o mais interessante é saber a história por trás dele, ou seja, sua história humana, sem poderes. Seus relacionamentos, sua personalidade, seus problemas pessoais. Por esse princípio, posso dizer que o Demolidor é um prato cheio, assim como Matt Murdock. O curioso é que esse personagem é uma metáfora ao sistema judiciário Americano, e isso poucas pessoas conseguem explorar como Frank Miller. A Justiça é cega, porém possui outros poderes que a ajudam a identificar o certo e o errado. A Justiça não tem medo, visto que em teoria, todos estão sujeitos a ela. A complicada relação do Demolidor e o Rei do Crime, também é uma metáfora sobre o sistema judiciário, afinal não foi nem uma, nem duas, foram várias as vezes que o Demolidor precisou da ajuda do Rei para solucionar um caso e ele, Wilson Fisk, muitas vezes já disse ao Demolidor a natureza do relacionamento deles. “Acordos” que são feitos visando o “Bem Maior”. Será coincidência com ávida real?
Nesta obra específica, como sempre sem spoilers, nos deparamos com o início do início. Conhecemos o jovem Matt Murdock, inteligente e esforçado, criado pelo pai ex-boxeador decadente que tem como maior sonho o sucesso de seu filho. Temos uma noção, de um modo que a impressa especializada chamou de “cinematográfico”, da infância e parte de sua adolescência. Vamos ver o que aconteceu com Matt depois de seu acidente, as primeiras impressões sobre seus poderes e o encontro com Stick. Claro que, quando falamos de Demolidor, não podemos esquecer de Elektra, o seu grande amor (e pessoalmente, acho que foi o único amor “real” de Matt!). Como e onde eles se conheceram, um pouco do que seria seu relacionamento com ela, além de um pouco sobre a personalidade de Elektra. Vamos ver o que aconteceu, para que Matt decidisse ser advogado, o que aconteceu com seu pai e suas primeiras aventuras por Hell’s Kitchen.
 
Nem preciso dizer que sou muito fã de Frank Miller, e acho sinceramente, que a maioria de suas obras (senão todas) merecem um certo destaque. No que diz respeito ao Demolidor, é um personagem que foi criado para Frank Miller, pois absolutamente toda vez que ele coloca sua mão no personagem, nasce um clássico. Essa obra realmente é muito boa e agrada todos os gêneros e foi relançada pela Panini um tempo atrás, portanto não deve ser tão difícil encontrar pelos ML da vida e claro que vou deixar o link da PANINI, caso alguém queira dar uma pesquisada sobre Demolidor. Compre o que achar. Esta obra é mais do que recomendada por esse humilde editor. Vou terminando o post por aqui, mas antes uma pequena recomendação: quem puder, procure saber um pouco mais sobre a Elektra. Ela é um personagem espetacular e sua história está totalmente ligada a de Matt Murdock. Quem fizer uma pesquisa sobre Elektra antes de ler esta obra, lerá com outros olhos. Obrigado pela atenção. Abraços.