quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Injustice: Gods Among Us! Ou Superman despirocado...



Alan Moore já dizia: Who watches the Watchmen??

Atendendo a vários pedidos, estou aqui para escrever sobre Injustice. E não estou falando do jogo de videogame não! Quer dizer, não estou falando ainda. Em primeiro plano, quero dizer que eu concordo com Bill. Para quem não sabe do que estou falando, me refiro ao Bill do icônico filme Kill Bill. Neste filme, especificamente na parte dois, Bill nos presenteia com uma visão bem particular sobre o Superman. Ele faz uma comparação entre o Superman e o Spiderman. Nosso querido Peter Parker, o amigão da vizinhança, tornou-se Spiderman ao ser picado por uma aranha radioativa, enfim a história desse personagem já é mais do que conhecida. Ele tornou-se o Spiderman, ao colocar uma máscara e sair por aí combatendo o crime. Peter Parker é um cara normal, com muitas dívidas e cheio de problemas pessoais. Entretanto quando coloca a máscara, ele se transforma em um dos maiores heróis do planeta. O Superman nasceu super, na verdade nem deste planeta ele é. Para interagir com o ser humano comum, ele torna-se Clark Kent, que é frágil, inseguro e meio acovardado. Clark Kent é como Kal-El nos vê. Clark é a máscara que ele usa e é uma crítica dele aos seres humanos. Concordo com Bill. Não se muda a natureza de alguém. Ele é um Deus entre meros humanos, portanto inevitavelmente ele ia cansar de brincar de escoteiro e faria uso de seus vastos poderes para forçar o mundo a ser bom. Assim começa Injustice.
Como sempre, não vou dar spoilers sobre a trama, mas basicamente é isso: O Coringa faz uma coisa que destrói completamente a couraça de escoteirismo do Superman e cego de ódio, remorso e tudo mais, pira na batata e decide estabelecer uma nova ordem mundial. Tipo “escreveu não leu, o pau comeu”! Não que esse tipo de ordem mundial nunca tenha sido mostrado nos quadrinhos, afinal quem conhece os quadrinhos do Juiz Dredd, está mais do que familiarizado com esse tipo de situação. Só que nesta obra, quem está no papel dos Juízes, são heróis bem conhecidos do grande público. Claro que há aqueles que resistem, há aqueles que dizem não ao Superman e sua trupe. O Batman, por exemplo, não aceita as condições para estabelecer o mundo supostamente utópico do Superman. Na verdade, essa história é bem mais profunda que muita gente imagina e seus conceitos políticos vão longe, principalmente para aqueles tem uma visão mais crítica. Esse quadrinho é espetacular e obrogatório para todos os fãs, que estavam a muito tempo esperando um saga como essa. Atualmente, esta trama está no número 29 (que eu tenha lido!), portanto podemos esperar muitas coisas e reviravoltas por aí.
Agora, um pouco sobre o jogo. É um jogo de luta, que foi lançado para as plataformas PS3, XBOX360 e WiiU em abril de 2013. Joguei e achei muito bom, apesar de não ser muito impressionante! Esse jogo veio na onda do grande sucesso que os quadrinhos estão fazendo e graças a isso, o anúncio do jogo já gerou um grande frisson, com uma expectativa absurda sobre o jogo em si. Digo simplesmente que é semelhante a Mortal Kombat. É bom, contudo acho que podia ter sido melhor. Geralmente, os jogos são feitos tendo em vista principalmente os gamers e no caso deste jogo, acho que o foco ou público alvo foi os fãs dos quadrinhos. O modo história do jogo é muito bacana e acho que deve agradar quem leu a história, assim como aqueles que querem começar a ler. A plataforma que eu joguei Injustice foi o PS3. 
Vou terminado por aqui. Lembrando que os jogos estão com bons preços (vou deixar links do Submarino e das Americanas), portanto muito mais acessíveis. E quem puder ler a obra, leia. Antes ou depois de jogar, não importa... leia pois é muito interessante o rumo que essa trama está tomando. É sempre bom ver o Batman discordando com o Superman, que é muito famoso por ser todo certinho e tal. Os métodos do Morcego são um tanto fora de padrão, no entanto Batman é bem mais certinho que nosso amigo Kriptoniano. Sempre foi. Batman não mata e ele é capaz inclusive de morrer por um criminoso, como quase aconteceu algumas vezes! Batman valoriza a vida de uma forma que Kal-El jamais poderia entender. Bruce Wayne é um bilionário, e quando no papel de Batman é implacável, só que é acima de tudo, ou melhor, essencialmente um ser humano que sangra, chora e morre. Para ele, toda e qualquer vida é sagrada. Não sei como a trama vai acabar, só que sinceramente aposto no Batman. Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção e pelos pedidos que chegaram por email (muuuuuuuitos!). Abraços.

http://busca.submarino.com.br/busca.php?q=injustice

http://busca.americanas.com.br/busca.php?q=injustice

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Preacher... The Running Man!




Run Forrest, run!!
Estão vendo agora o motivo para muitos dizerem que Garth Ennis é doido? Quem mais escreveria uma coisa dessas?
Sou muito fã do selo Vertigo e dos seus quadrinhos direcionados para o público mais adulto. Sempre que posso, estou aqui escrevendo sobre alguns títulos desse maravilhoso selo da DC. O que fascina qualquer leitor das antigas, em relação ao que lemos na Vertigo, são os temas completamente diferentes de tudo que já estamos mais do que acostumados a ver. Quer dizer, numa história do selo Vertigo, os heróis não são exatamente heróis, nem os vilões são exatamente vilões. O nível de clichês é muito baixo, acontecendo com relativa freqüência, o fenômeno de nossa cabeça explodir com finais que não são nem de longe o que esperamos. Não é apenas salvar o dia e pronto. É salvar o dia, e talvez não morrer o deixar que muitas pessoas que você gosta morram no processo. Nosso amigo mais famoso do selo Vertigo, o mago inglês John Constantine, já salvou o mundo uma cacetada de vezes e sempre, alguém perto dele acaba por morrer, ou ir para o inferno ou ambos! Em Preacher, a ótica muda um pouco, mas ainda assim, não sai da esfera sobrenatural que é acho que a maior marca registrada do selo. 
Para começo de conversa, vou logo dizendo que Preacher foi uma criação de Garth Ennis. Isso por si só já diz muita coisa. Assuntos polêmicos, violência, enfim tudo que o povo gosta. Com os desenhos incríveis de Steve Dillon, o sucesso já estava garantido. E digo mais, segundo muitos especialistas, esta obra foi considerada revolucionária, principalmente pela temática e pelos valores dos personagens. Preacher teve um total de 66 edições, 5 especiais e algumas minisséries (4 eu acho!). Tudo foi reunido, a um certo tempo em 9 edições encadernadas. Em Preacher podemos ver personagens muito bem criados e com dilemas bem colocados. Além de uma certa dose de humor. Melhor dizer: “Humor Garth Ennis”! Para quem não sabe quem é Garth Ennis, basta dizer que ele adora criar certas polêmicas com personagens que todos amam. Já fez o Lobo (Maioral), o flagelo das galáxias, perder para o Hitman. Já fez o Justiceiro (Punisher), sentar a porrada no Wolverine, no Homem-Aranha e no Demolidor. Por aí dá para imaginar quem é Garth Ennis!
Sobre a história (mais uma vez lembro a todos que não dou spoilers!), é o seguinte: Um ex-pastor, chamado Jesse Custer, levava sua vida tranquilamente, apesar dos pesares, quando se vê possuído por uma entidade sobrenatural que lhe concede o dom de fazer com que todas as pessoas obedeçam sua vontade. Tipo o truque Jedi, só que multiplicado a enésima potência. Esta entidade conhecida como Gênesis, é fugitiva do paraíso e claro, está sendo caçada pelos anjos, que querem prendê-la novamente. Ao descobrirem que a entidade se uniu a Jesse Custer, enviam o Clint Eastwood dos infernos, que é um mega matador do século XIX, o famoso Santo dos Assassinos, para caçar Jesse Custer. Nesse meio tempo, ele encontra Tulipa, uma antiga namorada e não podemos deixar de falar de Cassidy, outro personagem incrível (um vampiro maluco/excêntrico), que se mete nessa onda. Só por uma sinopse dessas já vale a pena. Existem surpresas na trama, entretanto não direi aqui. Digo simplesmente compre e divirta-se.
Por fim, como vocês podem ver (ou ler), motivos para comprar essa obra não faltam e ter Preacher na sua prateleira de colecionador não tem preço. Lembrando que são quadrinhos adultos, portanto quem gosta mais do gênero “heróis tradicionais”, de capa e espada ou com poderes inacreditáveis, assim como vilões megalomaníacos, o selo Vertigo não é uma boa opção. As histórias que vemos nos quadrinhos Vertigo são um pouco mais realistas, dentro da mediada do possível, afinal não acredito que existam Magos ingleses, combatendo demônios por aí ou uma entidade da Mãe Terra morando nos pântanos da Louisiana, ou ainda fábulas personificadas morando em New York! Vou ficando por aqui com a dica de Preacher, lembrando que podemos achar Preacher para vender amigos. Vou deixar aqui em baixo links para a Panini Comics e para a Comix. Qualquer um desses lugares você acha esta obra. Muito obrigado pela atenção. Abraços. 


 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Alundra... Simples e Bacana!



Clássicos do RPG eletrônico, quem não gosta??
Hoje vou falar sobre Alundra, um dos primeiros RPGs lançados para a plataforma PS1 e por sinal, um dos mais interessantes. Sou viciado em RPG eletrônico, assim como já fui muito viciado em RPG de mesa. Meu fascínio por esse tipo de jogo está na forma que ele se apresenta ao jogador. As investigações, as mudanças de levels, os sistemas de batalhas, as lutas inesperadas, além das clássicas reviravoltas do enredo. Tudo isso sempre me fascinou demais. Quando a gente joga RPG de mesa, dependemos de outras pessoas e isso acaba por exigir pré-requisitos básicos antes de se começar uma partida. Horários precisam ser acertados, assim como a disponibilidade de quem vai jogar. 
Quando jogamos RPGs eletrônicos, não precisamos de ninguém, pois o jogo é preparado para funcionar single player. Outra coisa que chama bastante a atenção, são as histórias. De certa forma é como ler um livro, só que um livro onde podemos interagir. No caso de Alundra, não foi diferente. Apesar de ser um jogo em formato 2D, que até certo ponto lembra os consoles da era 16 bits, não deixa nada a desejar. Qualquer pessoa que viveu a era 16 bits entende que nem só de gráficos vive um jogo, afinal um dos maiores jogos de todos os tempos era 16 bits (o saudoso Chrono Trigger).
Sobre a história, um pequeno resumo sem spoilers. Alundra, é um personagem curioso. E agora o mais curioso, ele não fala. Semelhança ou homenagem a Chrono Trigger que também tinha um personagem principal que não fala? Enfim, Alundra faz parte das raça dos Elna e tem um habilidade: entrar no sonho das pessoas. Longo no início, ao chegar na cidade de Inoa e ter descoberto que pode entrar no sonho das pessoas, descobre que é um “Releaser”. E já recebe um missão: Deve salvar o mundo de um ser chamado Melzas. Este ser é como se fosse o Morpheus de Gaiman, ele controla os sonhos das pessoas e se quiser pode transformar em pesadelos ou coisa pior. Algumas pessoas quando nesse estado de perpétuo pesadelo (perdão pela referência aos perpétuos!), não acordam e pode correr risco de vida. Nesse ponte enra Alundra que, com sua espetacular habilidade de entrar nos sonhos, entra no sonho  e resolve a parada. Cada sonho onde Alundra entra, acaba por ser uma fase. Cool right?
Basicamente, temos um personagem que deve salvar o sonhar, ops...quero dizer, o mundo de Melzas... and save the Day! Dizem que é uma característica marcante o fato deste jogo ser bem light, ou seja, não possui um tema ou mesmo um enredo muito pesado. É uma história divertida, que distrai e por que não dizer, ensina. Uma das melhores formas de se treinar o inglês, é jogando RPG nos videogames. Sou de uma geração que aprendeu inglês jogando, afinal até hoje é muito difícil encontrar RPGs que tenham pelo menos as legendas em português. Minha geração teve que se virar para aprender e acho que é um método bem válido, pois é usado no Japão até hoje. Atualmente, como jogos dublados em japonês, é quase um requisito básico as legendas em english.
 Outros personagens que vale a pena mencionar são:
- Jess: o criador de armas.
- Meia: da mesma raça que Alundra, portanto com a mesma habilidade. Meia quer ter o título de “Releaser” e apesar de no início não ser um personagem legal, aprende a gostar de Alundra.
- Melzas: este é o grande vilão do jogo. E não, ele não parece nada com Morpheus!
- Septimus: este personagem é o cara das respostas. Ele explicará o que tem que ser explicado, e esclarecer o que tem que ser esclarecido. Mas não que nem o maldito Mestre dos Magos, que sempre sabia tudo, mas nunca dizia nada.
Sobre a jogabilidade, é algo que lembra um pouco Zelda. Não é um dos jogos mais fáceis de se terminar. Apesar de ter uma história redonda e simples, sem muitas surpresas, o jogo não é tão simples. Tal como Zelda, os desafios e macetes para se passar de fase por vezes chegam a deixar o jogador meio que frustrado, entretanto nada que afete o jogo de forma negativa, visto que todo bom jogador de RPG eletrônico, não foge de um bom desafio. Por fim, sobre a trilha sonora, é boa e só. Nada espetacular como as trilhas de Final Fantasy ou outros RPGs da Square. Agora nem por isso dá para dizer que são ruins. Eu gostei e achei que encaixaram bem com as cenas. Só que, como sou um fanático por RPGs, sempre espero demais das trilhas sonoras. Resumo da ópera, recomendo! Para que é iniciante ou para quem é veterano, esse jogo é 10. Vou ficando por aqui. Agradeço a atenção. Abraços.

Um pequeno gameplay do jogo, que muitos chamam de "Zelda do Playstation".

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Neuromancer... sem pílula!




What is Matrix??

Não amigos. Se vocês acham que esse post será sobre a famosa trilogia dos irmãos Wachowski, se enganaram redondamente. Irei falar sobre uma das mais famosas obras de cyberpunk que já foi escrita, inclusive foi esta obra que influenciou filmes e livros, por sinal influencia até hoje. Estou falando do clássico de Willian Gibson, Neuromancer. Este livro trás uma luz para todos os que são fãs de tecnologia e não abrem mão do lado mais policial de uma boa história. Li pela primeira vez a mais de 20 e tenho que confessar que até hoje, a história ainda me cativa. Temas futurísticos são muito difíceis de serem retratados e para deixar bem claro o que estou falando, basta ler qualquer livro do Asimov. Não é para qualquer um. Agora imagina trazer uma abordagem com uma cara tão diferente de tudo que já tínhamos visto até então? Isso é Neuromancer.

Willian Gibson nasceu em 1948, nos EUA e entre suas enormes contribuições para a literatura, está o termo “Cyberspace”, que foi apresentado pela primeira vez no conto Burning Chrome (que só pude ler mil anos depois de ter lido Neuromancer, afinal na época que eu li, não existia Google ainda...). Na época que ele escreveu Neuromancer, ainda não se sonhava que a era da informação viria a se tornar o que é hoje. Portanto nesse contexto, ele foi um grande pioneiro, ainda mais quando levamos em conta que o mundo cibernético de Gibson é uma realidade para todos nós. Não uma realidade literal, entretanto podemos dizer sem medo de ser redundante, que não é uma realidade literal ainda. É um dos mais conhecidos escritores de ficção científica no mundo e sua obra serviu de influência para muitos autores. Inclusive, uma curiosidade agora, Gibson chegou a escrever 2 episódios para a famosa série de TV X-Files (Arquivo X), além do primeiro roteiro de Alien 3. E escreveu o roteiro do filme Johnny Mnemonic. Sobre esse filme, prefiro nem falar.

Sobre Neuromancer, um pequeno resumo sem spoilers. Nosso personagem principal se chama Case e ele é um hacker, o que por si só já é suficiente para cativar qualquer público. Na história, ele é um ex-hacker ou cowboy, essa é a definição de hacker na história. Ele entrava na web/rede e vazia serviços por dinheiro. Até que, em uma tentativa de roubar um determinado empregador, foi pego e envenenado com uma neurotoxina que afeta seu sistema neural. Ele se plugava na web/rede através de conectores na cabeça e com seu sistema neural comprometido, não poderia mais trabalhar.  Na busca por cura, ele acaba por encontrar os outros personagens da trama, como Molly, Armintage, Wintermute e meio que acaba se metendo em uma trama que é muito maior do que ele poderia imaginar. Que acha que Matrix era original, definitivamente tem que ler esse livro. Existe também os quadrinho de Neuromancer. Comprei  e acho que vale o esforço. Contudo depois de ler o livro, a experiência não é a mesma.

Bem amigos, vou ficando por aqui. Já tem um tempo, eu escrevi um post sobre Shadowrun, um grande RPG que também tem uma trilogia de livros, fora os jogos de videogames. Para vocês verem o quanto essa obra vai longe. Tenho que dizer que, um novo jogo de Shadowrun já está no mercado. Então além da dica de leitura, indico de olhos fechados esse jogo. Quem puder comprar, compre que é muito 10. Meu irmão Black Kamen Rider foi o primeiro lá de casa a zerar Shadowrun para SNES, então está mais do que na hora de eu passar a frente dele e zerar este jogo de computador antes dele. Obrigado pela atenção. Abraços.

Novo jogo de Shadowrun: Shadowrun Returns.