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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Antes de Watchmen: Ozimandias!


Para todos os fins e sem dar spoilers, só digo uma coisa: Rorschach is always right!!
 Foi exatamente o que eu imaginava que seria: Bom na medida certa. Está certo que não foi o melhor, afinal o “Antes deWatchmen” do Dr. Manhantan foi simplesmente espetacular. Este volume nos deu uma verdadeira dimensão do personagem, que na obra original não é tão querido e até mesmo estigmatizado. Uma coisa que eu achei bem interessante, é que nesta obra Ozimandias é muito parecido com o que vimos no filme. Quando partimos do princípio que a obra à ser considerada é o quadrinho, fica um pouco diferente. Não que isso de alguma forma mude a essência do personagem, mas para quem é fã das antigas e já leu a obra de Alan Moore zilhões de vezes, imediatamente vai sentir a diferença. Este Ozimandias é um pouco mais cínico e ao mesmo tempo descontraído, que o que conhecemos tão bem. Acredito que foi uma jogada de mestre, fundir o personagem original, com o da adaptação cinematográfica, que por sinal é ótima.


Vamos ao que interessa que é a história. Sem dar muitos spoilers (de preferência nenhum), posso dizer que saber um pouco da família, do tipo de criação que o personagem teve, é um dos pontos altos. Por um momento cheguei a pensar que esta obra não iria acrescentar nada de novo. Tudo muito suave, entretanto as novidades e curiosidades estão lá. Inclusive o motivo da minha frase inicial, sobre Rorschach. Entendedores entenderão. Acompanhar o jovem Veidt e boaparte de sua trajetória foi um prazer inesperado. Preciso dizer que a arte desse sexto volume, é impressionante. Jae Lee é demais. Algumas pessoas, estou falando de críticos literários, não gostaram do recurso utilizado pelo autor; os já conhecidos flashbacks, comuns na obra original. Não achei isso ruim. Pelo contrário, gostei e muito. Na minha humilde opinião, em se tratando de Watchmen (no caso, tudo que têm haver com Watchmen), é bem legal reconhecer esse recurso. Enfim, É APENAS A MINHA OPINIÃO!


Outra coisa que eu vi muita gente reclamar, é que boa parte da história se passa durante os acontecimentos mostrados em Watchmen, e não antes por assim dizer. Também não achei ruim de todo isso, afinal, por mais que todos nós saibamos que Ozimandias não é o personagem principal, ou seja, não é ele que está sempre em foco na obra original, podemos dizer que ele é a cola que junta todos os personagens (pelo menos boa parte deles). Quem leu a obra original sabe aonde vai dar os atos de Adrian Veidt!
O que posso dizer é que, a obra vale a pena. Deve agradar os fãs de um modo geral, com exceção dos chamados fãs Xiítas; para começo de conversa, essa galera nem queria que fosse escrita/produzida “Antes de Watchmen”. Seja como for, eu gostei. Se nada do que você leu te convenceu a comprar este sexto volume, basta eu te dizer que o encontro (melhor dizendo o primeiro encontro), entre Ozimandias e O Comediante, é uma curiosidade que vale a pena. Vou ficando por aqui e perdão por ter demorado tanto para publicar esta sexta parte. Aguardem pela sétima que ainda não li, contudo está no topo da minha lista. Agradeço a atenção e se você gostou do que leu, compartilhe. Para sempre saber das novidades do blog, curta a página do facebook e me siga no Twitter, não custa nada e é de graça. Vou deixar o link do Senhor Saraiva, que está vendendo a obra toda, assim como o link da Comix; clique e confira. Abraços.




terça-feira, 29 de outubro de 2013

Antes de Watchmen: Comediante!

It´s a joke!!
E estas foram as últimas palavras do nosso herói antes de ser assassinado, segundo o filme de Zack Snyder. Claro que, nos quadrinhos, não foi bem assim que aconteceu. Porém estamos falando de Eduard Blake, O Comediante. É provavelmente o herói (se é que dá para classificar-lo assim...) mais impagável de todos os tempos, e provavelmente teria dito algo assim antes do fim. “Quando se percebe que tudo é uma piada, ser O Comediante é a única coisa que faz sentido”. Essa e outras frases dão o tom do personagem mais odiado e cultuado no Universo de Watchmen. Quando li esta obra pela primeira vez, achei que não fosse possível um mundo fictício ser mais real do que estava sendo apresentado ali. Afinal, se o Dr. Manhattan estava representando o humano que, de uma hora para outra se descobre poderoso, o Comediante é o ser humano que simplesmente não tem nada a perder. Viver por viver, morrer por morrer. Segundo alguns artigos que eu li sobre a guerra do Vietnã e sobre pessoas que por lá estiveram (jornalistas e soldados), esse sentimento de “nada mais importa” era bem comum. Com Eduard Blake não poderia ser diferente, ainda que ele nunca tenha sido um exemplo de sanidade para ninguém, mas afinal: Que não é um pouco louco?
Quando Alan Moore escreveu Watchmen, provavelmente não sabia que esta obra iria ser tão cultuada e elogiada até hoje (vivo dizendo isso, não reparem...), e provavelmente também não sabia que seus personagens se tornariam icônicos. Quando se tem personagens tão queridos e carismáticos, como evitar saber um pouco mais sobre eles? Antes de Watchmen está preenchendo algumas dessas lacunas; não todas, entretanto acho que está sendo feito na medida certa. Sabemos o que precisamos saber. Fatos e acontecimentos importantes que, de alguma forma, transformaram os personagens ou pelos menos causaram grandes impactos. E finalmente sai a esperada edição do Comediante, escrita por Brian Azzarello e desenhada por J. G. Jones; e claro que fiquei super empolgado, pois trata-se de um personagem que faz a obra de Moore ser surreal. Não me decepcionei.
A Imprensa especializada não gostou muito. Não entendi o motivo de tantas críticas; Azzarello me apresentou exatamente o que eu esperava ver. Uma história bem policial, com raríssimas aparições de outros personagens da obra de Moore e algo voltado mais para espionagens e intrigas políticas. Claro que, por se tratar de um personagem com relevante importância na trama, muitos (incluindo eu) gostariam de ter lido sobre muitas outras coisas, como: o relacionamento entre ele e Sally Jupiter, como começou sua vida de vigilante, entre outras coisas que não fora mencionadas. Só que por outro lado entendo a decisão de Azzarello por deixar tais coisas de lado e focar na parte mais política, como seus pequenos serviços para o governo americano. O que nos foi apresentado, foi os últimos laços de Eduard Blake sendo cortados. Azzarello mostra como o Comediante deixou de ser um “herói” americano e se tornou um ser humano a parte do mundo dos seres humanos. Curioso que, na história de Azzarello, o personagem vai para tão longe da sua própria consciência, que agora eu consigo entender a cena onde ele conversa com Moloch, aos pés da cama e chora. Quando você sabe parte do que ele já fez, consegue entender seu terror e até repulsa pelo plano de Ozymandias (paro por aqui, senão é dar spoilers). A propósito, Azzarello não esqueceu de Moloch. Ele tem uma pequena e relevante participação.
Preciso dizer que vale a pena comprar? Claro que vale. Como já mencionei: não sei o motivo de tanta reclamação sobre o capítulo de Azzarello e não li nada que me fizesse deixar de gostar do trabalho dele. Contudo, posso dizer que não foi o meu capítulo predileto. Até o momento, meu predileto foi sobre o Dr. Manhattan. Quem é apaixonado pelo quadrinho de Alan Moore, não vai conseguir deixar de comprar tudo que puder sobre Watchmen. Que venha o próximo. Alias, falando em próximo, para todos os que por um motivo ou outro ainda não compraram os primeiros volumes, não deixe de comprar (links no final do post). Essas informações são muito interessantes para quem já leu Watchmen, pois nos faz perceber ou melhor dizendo, entender certas coisas de forma mais clara. O que é gritante para mim, é que todas as pessoas envolvidas com essa série, são grandes fãs da obra original e o respeito com os detalhes é a parte mais bacana. Respeito de fã, que eu conheço e me identifico. Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção e perdão por esse post ter demorado tanto. Abraços. 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Antes de Watchmen: Dr. Manhattan... Kneel Before Dr. Manhattan!



O gato está vivo ou morto, dentro da caixa??
Todos aqueles que entendem pelo menos um pouco de física quântica, sabe que o gato está morte e vivo! Muito bem amigos, finalmente o post sobre Before Watchmen: Dr. Manhattan, que na minha humilde opinião, foi o mais bem escrito. Enfim, este obra tem de tudo um pouco e se a proposta de Alan Moore foi criar um personagem o mais enigmático e incompreensível possível, entender este personagem não é tarefa fácil. Porém J. Michael Straczynski conseguiu se superar. Straczynski já é um velho conhecido de todos que são fãs de quadrinhos e conhecem boas histórias. Seu trabalho com o Homem-Aranha é uma lenda até hoje, além de outros títulos da Marvel como Quarteto Fantásico, Civil War, etc. E agora, nos mostra um pouco sobre “o que se passa pela cabeça do Dr. Manhattan”.
Para começo de conversa, o quadrinho é cheio de referências. E quando eu digo referências, estou falando de ciência; mais que ciência, física quântica ou pelo menos um espectro suave. Como todo mundo sabe, matéria é tudo que ocupa lugar no espaço. Agora vamos extrapolar esse conceito e analisar TUDO; digo, em escala atômica e subatômica. Em mecânica quântica, sabemos que recebe esse nome por prever um fenômeno chamado quantização (processo de atribuição de valores discretos para um sinal cuja amplitude varia entre infinitos valores). Portanto, pelo mesmo conceito, admitimos que, na mecânica quântica, existe o operador, ou seja, o fator/ente matemático que vai estabelecer uma relação funcional (ou semi-funcional), com dois ou mais espaços vetoriais. Tenha esse conceito em mente ao ler a revista, vai por mim fará toda a diferença!
Está confuso? É para estar mesmo. Opennheimer disse certa vez: “Se em algum momento no estudo da física, você não se sentir confuso, é porque já stá completamente perdido”! Basicamente, em linguagem de gente, significa que toda vez que você se torna observador de um efeito quântico, aquilo não só aconteceu, mas todas as outras possibilidades também. Vou no clássico exemplo da caixa com o gato ou gato de Schrödinger (sei escrever essa droga de nome, mas juro que não faço idéia de como se pronuncia. Graças a Deus post de blog não tem voz!). Na verdade esse experimento mental demonstra um problema ou situação que Schrödinger notou quando analisou a Interpretação de Copenhagen sobre mecânica quântica. 
Consiste no seguinte: você coloca o gato em uma caixa, só que sem transparências, e junto com esse gato, dentro da caixa, colocamos também um frasco de veneno. Anexado, colocamos um contador gêiser que, ao ser acionado, coloca em funcionamento um dispositivo que acionará um martelo, que por sua vez quebrará o frasco de veneno no interior da caixa. Ou seja, se o contador se ativar, o gato morre. Assim como se o contador não acionar, o bicho não morre. Pergunta: o gato está morto ou vivo? Resposta: se não podemos ter certeza que algo aconteceu, partimos do princípio que todas as possibilidades aconteceram. O gato está morto e está vivo. Tal idéia está diretamente ligada ao princípio da incerteza de Heisenberg. Quando não podemos saber o estado de um corpo (entenda por corpo, qualquer coisa do universo), partimos do princípio quântico que ele está em todos os estados. Cool right?
Qual seria o motivo de tanta explicação física? Estamos falando de um personagem que é literalmente um Deus. Ou pelo menos pode fazer o que um Deus seria capaz, isso na visão infinitamente limitada do ser humano. Imagine um ser que de tão poderoso, consiga enxergar o seu futuro e passado ao mesmo tempo! Possa mudar ou reagrupar moléculas do jeito que quiser! Um ser assim pode literalmente fazer tudo (e esse “tudo” em questão, também leva em consideração a limitada visão humana do que “tudo” significa). Este personagem é Dr. Manhattan e prepare-se, nesta obra você entrará em sua cabeça. Cada explicação ou melhor, conceito neste post, vai fazer a diferença quando ler.
Vou ficando por aqui. Antes quero apenas falar sobre uma situação que me deparei ao ler esta obra específica; digo, quando você tem conhecimento prévio a respeito de um assunto que vai ser discutido ou explorado, a sua compreensão desse assunto é completamente diferente de quem não tem esse conhecimento prévio. Eu cheguei e estudar um pouco de física moderna na faculdade e minha visão sobre essa história foi influenciada, mesmo porque eu reconheci as referências que a obra aponta. Veja por exemplo V For Vendetta (outra obra de Alan Moore), quem leu apenas a história ficou alucinado de tão boa, porém quando você a lê, depois de ter lido 1984, de George Orwell, seu entendimento sobre V vai um pouco além. Com isso quero dizer que, sempre que puder leia, estude, procure referência. É uma forma excelente de quantificar sua experiência ao ler algo! Fica a dica! Aqui no final do post, vou colocar os links do Senhor Saraiva, da Comix e da Panini. Escolha um e comece sua coleção. Vale muito. Obrigado pela atenção. Abraços. 



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Antes de Watchmen: Rorschach!

Que mundo vivemos??
Mais um livro da série Antes de Watchmen e dessa vez sobre o meu personagem predileto: Rorschach. Meu irmão leu antes de mim e me disse que até agora, o livro que mais gostou, foi o do Coruja. Eu pessoalmente gostei mais da Espectral. Estava cheio de expectativas sobre o livro do Rorschach, ainda mais por se tratar do meu personagem favorito do quadrinho original de Alan Moore. Não me decepcionei nem um pouco. Ele está lá exatamente como eu achei que estaria e ao ver o nome de Brian Azzarello na capa, foi a certeza que eu precisava para saber que está seria a melhor. Para quem não sabe, Brian Azzarello é um grande roteirista de quadrinhos. Brilha em todo que faz. Já escreveu sobre o Batman, brilhou com Hellblazer e alcançou o estrelato supremo com 100 Balas, série de quadrinhos adultos da Vertigo (selo adulto da DC). E para minha surpresa, também vai escrever sobre o comediante. A vida é bela sometimes!
Sobre este quadrinho, o que vemos é um Rorschach um tanto verde, violento, porém nada descontrolado. Sua vida ainda não havia mudado de forma definitiva ao ponto dele simplesmente abandonar Walter Kovacs e ser apenas Rorschach. No decorrer da trama, todos vão sentido que lá no fundo, Walter quer se enturmar ou pelo menos fazer parte do mundo. E sua maior decepção é saber que não é e nunca vai ser parte da massa ou pior, jamais poderia fazer parte da massa, pois sua função é ser temido e odiado. Um predador entre os predadores, como a sobre capa da revista estampa. Gostei de ver como é o cotidiano de Walter Kovacs, e gostei de ver o modus operandi de Rorschach. O que Alan Moore deixou bem claro e Brian Azzarello deixou mais ainda, é que Walter Kovacs é um ser humano muito inteligente. Sua maneira particular de ver a vida não o deixa ser tudo que poderia ser, simplesmente o empurra para aquilo que precisa ser, levando em conta o mundo que vive (que de certa forma não é tão diferente do nosso!), quem calçaria seus sapatos?
Quando eu fiz meu post sobre Watchmen, escrevi o motivo do personagem de Rorschach ser tão impressionante. Escrevi que ele é humano na raiz do que isso significa. O que Rorschach faz não é vingança e nem justiça, é simplesmente o que tem que ser feito, ainda que o que ele faz seja ilegal ou não seja muito bonito de se ver. Perdão por essa última frase que faz referência ao canadense mais famoso do mundo, entretanto sem comparações entre Walter e Logan. Walter não é um mutante ou tem garras de adamantium ou fator de cura. Não tem sentidos aguçados, nem um instinto assassino. Ele não luta pela humanidade, nem por si mesmo. Rorschach é como um exterminador de pragas, daqueles que são chamados para acabar com infestações. Por melhor que o trabalho do exterminador possa ser, lá no fundo sabe que nunca vai acabar com todas as pragas. Na verdade ele faz o que pode e destrói quantas puder. 
Depois de ler o livro de Rorschach, fico agora mais do que esperançoso pelo livro do comediante. O que será que Brian Azzarello preparou para o psicopata mais famoso do mundo dos quadrinhos? O Comediante é o cara! Vamos ver. Bem amigos, vou ficando por aqui. Como está série ainda está fresquinha nas bancas e nas melhores livrarias do ramo, podemos comprar sem medo de ser feliz. Vou deixar aqui embaixo o link para o Senhor Saraiva, e caso a galera se empolgue e queira conhecer um pouco mais sobre Brian Azzarello, muitos quadrinhos deles podem ser achados diretamente no site da Panini e na toda poderosa Comix. Links também ai embaixo. Muito obrigado pela atenção. Abraços.





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Antes de Watchmen: Espectral...a gata de Watchmen!


Que chato seria o mundo dos heróis sem as heroínas!



No meu último post, eu comecei a escrever sobre a expansão do universo da série mas importante dos quadrinhos, Watchmen, do grande mestre Alan Moore. O primeiro número foi sobre o Coruja, que como eu escrevi no post, nunca foi meu herói preferido porém tenho que admitir que fiquei bem impressionado com o que foi retratado ali. Achei que deu um toque bem mais pessoal e por que não dizer “noir” ao personagem. De repente era esse mesmo o grande propósito do Coruja, ser um cara bem cavalheiro e não apenas um fissurado por adrenalina. O que eu gostei também, foi que retrataram o Coruja de uma forma bem diferente de como poderia ser um herói milionário, que decide combater o crime. Opa! Acho que todos conhecem bem um personagem podre de rico que decide investir uma parcela absurda do seu capital, para combater o crime. Só que, diferente deste herói super conhecido, o Coruja não tem seu capital multiplicado sabe Deus como. Ele simplesmente gasta e pronto. E quando o dinheiro acaba ele fica sem. Então o Coruja não é um playboy podre de rico que finge ser o que não é. No final das contas ele é apenas um cara que decidiu gastar o dinheiro dele com algo importante, e não ganhou muito mais por isso. Por outro lado, a gatíssima Espectral tem uma trajetória bem diferente.
Para começo de conversa, ela não queria ser uma combatente do crime. Era apenas uma simples adolescente, com problemas bem típicos de adolescentes e que queria o que todo adolescente quer: curtir a vida! Sua mãe meio que força sua Laurie a ser o que ela não entende ou quer entender. Afinal, para que ser um heroína? Quem quer isso quando se é tão jovem? São esses dilemas e outros que vamos encontrar nesta parte da expansão do universo de Watchmen. Teremos participações mais do que especiais. O Comediante, por exemplo, não poderia deixar de aparecer, afinal ele está totalmente ligado a trama do qual Laurie faz parte, ainda que até esse momento da história ela não saiba. Que leu Watchmen sabe bem quem é o Comediante e qual o papel dele na obra.


Além dos típicos dilemas da juventude, temos também o início de toda a trajetória de Espectral como vigilante, seus primeiros inimigos, primeiros amores, primeiras decepções, enfim é um prato cheio se sua intenção é saber um pouco mais sobre a mulher que conquistou o coração azul do Dr. Manhattan. Sei qual é a pergunta que não quer calar: qual das duas edições foi a melhor até agora? Ambas são boas. A do Coruja senti que podia ter tido mais densidade. Essa edição de Espectral, por outro lado está bem redondinha. Muita gente vai querer saber mais sobre o início e o desenrolar do romance entre ela e azulão, entretanto não vejo necessidade disso. O relacionamento deles foi explorado de forma apropriada na série original e não acho que possa trazer algum enriquecimento à série em si páginas sobre o casal.
Finalmente, minha sincera opinião é que a série está muito boa e quem puder acompanhe. Estou adorando o que estão fazendo com os personagens e sinceramente, acredito que o caminho está sendo bem percorrido até agora. Vou deixar o link da Panini, caso a galera queira conhecer e comprar, e antes que alguém pergunte se vale mais a pena comprar ou fazer download de scans, eu posso dizer com toda a experiência de quem coleciona quadrinhos a mais de 2 décadas: nada é mais bacana do que você ler em mídia física. Acho que a mídia virtual tem seu valor sim, ainda mais quando não se pode comprar tudo ou perdeu esse ou aquela série ou ainda quer conhecer quadrinhos publicados a muuuuuuuuuito tempo. Vale a pena sim! Todavia, que puder iniciar sua coleção, vai sentir a emoção de ter uma estante repleta de livros e quadrinhos que muitos adorariam ter e não tem. Só quem coleciona sabe do que estou falando; então se você ainda não coleciona, comece. E se já coleciona, permaneça. Cheiro de livro no é tão bom quanto o cheiro de revista nova. Obrigado pela atenção. Abraços.

http://www.paninicomics.com.br/web/guest/search_product?search=Antes+de+watchmen&gaq=Antes+de+watchmen


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Antes de Watchmen: Coruja.


Who watches the watchmen??
Sim amigos, estou aqui novamente para falar da maior obra de quadrinhos já escrita, segundo muitos ou todos os nerds fanáticos por quadrinhos. Watchmen is back! Eu estou de volta também. Depois de um breve recesso aqui no blog, por conta de minhas mais que merecidas férias, aqui estou presente e operante. Dessa vez para falar da expansão do universo criado por Alan Moore. Não nego que fiquei mega curioso para saber sobre esses personagens. E a Panini nos presenteou com a publicação dessa obra. Quem são estes heróis de verdade? O que os moldou? Como se transformaram no que são? É isso que vamos descobrir.
Logo no primeiro número, temos o Coruja. Não o primeiro, apesar dele aparecer e muito nesta edição, porém a história gira em torno do segundo mesmo. Minha primeira impressão desse início, é que podia ser melhor. Não estou dizendo que é ruim, apenas que “faltou alguma coisa”. Uma escritora chamada Roberta Spindler comentou sobre isso. E eu disse pelo twitter: “O ‘faltou alguma coisa’ que você sentiu, chama-se Alan Moore”. Verdade seja dita, para os fãs das antigas, sentimos falta de mais densidade na história. Ou talvez seja apenas o estilo diferente de narrativa.


Por fim, tenho que dizer que o Coruja nunca foi meu personagem predileto. Esta história, entretanto, me fez mudar de opinião sobre muitas coisas. Dan Dreiberg é um cara bem humano e com muitos problemas “humanos”. É um cara decente demais, em um mundo onde a decadência é uma constante. E por falar em decadência, existe amizade mais improvável que Coruja e Rorschach (este sim, meu personagem predileto!). Sempre quis saber como começou a parceria com este personagem que é, de certa forma, uma caricatura crítica da sociedade. Qualquer pessoa que já passou por uma situação de violência urbana, se identifica com Rorschach.


Bem amigos, indo direto ao ponto, eu recomendo sim essa revista. É legal saber um pouco de personagens que de tão reais, poderiam ser eu, vocês ou nossos vizinhos e amigos (menos o Dr. Manhattan obviamente!). Eu sempre recomendei que todo mundo conhecesse Watchmen; agora recomendo que todos tenham a chance de conhecer os personagens de Watchmen. A Panini está publicando e atualmente está na 3ª edição, que é quem? Simplesmente Rorschach! Quer maior incentivo que este? Vou ficando por aqui. Vou deixar os links para o site da Panini. Comprem e sejam felizes. Ou não! Hehehehe. Obrigado pela atenção. Abraços.

http://www.paninicomics.com.br/web/guest/search_product?search=antes+de+watchmen&gaq=antes+de+watchmen

terça-feira, 12 de março de 2013

Watchmen.



Who watch the Watchmen??
Essa é uma das minhas HQ prediletas e só poderia ser do mestre Alan Moore. O que eu mais amo nessa HQ, é que a proposta dela é nos botar na trama. Quando eu digo “nós”, digo o ser humano comum. Quer dizer, porque os heróis tem que ser sempre mega “heróicos”? Quer dizer, se vocês fossem bilionários, vocês iriam se vestir de morcego e combater o crime? Ou no caso de Tony Stark, vocês gastariam milhões para construir uma super armadura, também para combater o crime? Na obra de Alan Moore, essas questões são postas em pauta; portanto, os chamados heróis, são humanos. Tem medo, se descontrolam e são emocionalmente atingidos pelas suas decisões. Em contrapartida, nesta HQ existe um ser com poderes reais, só que este ser, não usa colante, nem é um verdadeiro escoteiro, muito menos usa as cores da bandeira americana como uniforme. Este ser é humano (quase...), e tem problemas de seres humanos: como se apaixonar, trair a esposa, perder o controle sobre pressão, etc.


Existe uma mitologia forte sobre esta obra também. Os heróis são muito carismáticos e podemos realmente imaginá-los vivendo entre nós. Alan Moore tentou mostrar um aspecto do ser comum, em cada personagem. The Nite Owl, por exemplo, é o cara super correto que não se conforma com a forma que combate o crime. Não entende que às vezes, as atitudes trazem consequências e que por melhores que sejam suas intenções, não serão suficientes para compensar. Nosso amigo Comediante, um dos melhores e mais importantes personagens, é o anti-herói que todos amam odiar e ele entende mais do que qualquer um, que ninguém pode fazer o que ele faz, da forma que ele faz, sem perder um pouco da própria humanidade. Essa é a grande piada sobre o comediante. Alan Moore joga na cara das pessoas que, o personagem mais humano, é também o mais desumano. E é claro, eu não poderia deixar de falar do melhor personagem de toda a obra: Rorschach. Este é o psicopata da turma e também o mais dedicado ao combate ao crime. Rorschach é o típico justiceiro, que não apenas acha que tem que fazer o que faz, mas gosta de fazer o que faz. Este personagem, tem a necessidade de ser quem é, e se afastou tanto da própria identidade, que nem sabe mas o que fazer com ela. Se existissem realmente heróis, aqui no mundo real, cedo ou tarde, se tornariam como Rorschach.

Sinceramente, acho que essa é simplesmente uma HQ obrigatória, não apenas por se tratar de um clássico dos quadrinhos, e sim por nos fazer pensar, criticar, evoluir a forma como enxergamos o nosso suposto mundo real. Alias, ao estilo do que vimos em V for Vendetta (veja meu post sobre essa obra...), Watchman é uma obra questionadora, cheia de críticas tão atuais, que podemos ler no dias de hoje e ainda assim poder identificar aspectos corriqueiros da nossa própria sociedade. As relações interpessoais, entre os personagens também nos trazem essa recordação urbana, sobre o que vemos todos os dias, no jornal e na TV. Quer dizer, para uma obra que foi ambientada em plena década de 80, onde tínhamos o medo dos “vermelhos” e a chamada “ameaça comunista”, é interessante notar que ali, no universo da obra, tudo girava e torno das armas nucleares. Ligue a sua TV e vocês verão exatamente a mesma coisa. Só que agora a ameaça é da Coréia. Uma pena que aqui, no mundo real, não temos um Dr. Manhattan para resolver nossos problemas. Temos que confiar que, os que governam o mundo, tenham humanidade suficiente para não destruir-lo. E aí quando penso nisso, lembro do exemplo de Rorschach e no que aprendemos com o Comediante: Como podemos esperar que os seres humanos resolvam seus problemas, se foram eles próprios que os criaram?

Sobre o filme, só posso dizer que adorei. Apesar de não ser plenamente fiel ao quadrinho, acho que foi uma adaptação muito bem sucedida, muito melhor do que V. Um elenco ótimo, com personagens que convencem e as cenas mais importantes reproduzidas no cinema, valem muito. Um coisa que não posso deixar de falar, é da espetacular trilha sonora. Simplesmente perfeita. Tentem ler o quadrinho ouvindo a trilha sonora do filme...vocês notarão o que quero dizer!!! Filme mais do que recomendado por esse humilde blogueiro. Para quem puder, compre o filme. Deixarei o link do Senhor Saraiva, para os que quiserem comprar.

Amigos do blog, um post sobre Watchmen, foi quase uma obrigação, ainda mais depois de ter falando sobre V for Vendetta. Me cobraram muito sobre Watchmen e aí esta. Como de costume, o site da Panini Comics estará aí embaixo , caso queiram comprar o quadrinho. Obrigado pela atenção. Abraços.