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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Preacher... The Running Man!




Run Forrest, run!!
Estão vendo agora o motivo para muitos dizerem que Garth Ennis é doido? Quem mais escreveria uma coisa dessas?
Sou muito fã do selo Vertigo e dos seus quadrinhos direcionados para o público mais adulto. Sempre que posso, estou aqui escrevendo sobre alguns títulos desse maravilhoso selo da DC. O que fascina qualquer leitor das antigas, em relação ao que lemos na Vertigo, são os temas completamente diferentes de tudo que já estamos mais do que acostumados a ver. Quer dizer, numa história do selo Vertigo, os heróis não são exatamente heróis, nem os vilões são exatamente vilões. O nível de clichês é muito baixo, acontecendo com relativa freqüência, o fenômeno de nossa cabeça explodir com finais que não são nem de longe o que esperamos. Não é apenas salvar o dia e pronto. É salvar o dia, e talvez não morrer o deixar que muitas pessoas que você gosta morram no processo. Nosso amigo mais famoso do selo Vertigo, o mago inglês John Constantine, já salvou o mundo uma cacetada de vezes e sempre, alguém perto dele acaba por morrer, ou ir para o inferno ou ambos! Em Preacher, a ótica muda um pouco, mas ainda assim, não sai da esfera sobrenatural que é acho que a maior marca registrada do selo. 
Para começo de conversa, vou logo dizendo que Preacher foi uma criação de Garth Ennis. Isso por si só já diz muita coisa. Assuntos polêmicos, violência, enfim tudo que o povo gosta. Com os desenhos incríveis de Steve Dillon, o sucesso já estava garantido. E digo mais, segundo muitos especialistas, esta obra foi considerada revolucionária, principalmente pela temática e pelos valores dos personagens. Preacher teve um total de 66 edições, 5 especiais e algumas minisséries (4 eu acho!). Tudo foi reunido, a um certo tempo em 9 edições encadernadas. Em Preacher podemos ver personagens muito bem criados e com dilemas bem colocados. Além de uma certa dose de humor. Melhor dizer: “Humor Garth Ennis”! Para quem não sabe quem é Garth Ennis, basta dizer que ele adora criar certas polêmicas com personagens que todos amam. Já fez o Lobo (Maioral), o flagelo das galáxias, perder para o Hitman. Já fez o Justiceiro (Punisher), sentar a porrada no Wolverine, no Homem-Aranha e no Demolidor. Por aí dá para imaginar quem é Garth Ennis!
Sobre a história (mais uma vez lembro a todos que não dou spoilers!), é o seguinte: Um ex-pastor, chamado Jesse Custer, levava sua vida tranquilamente, apesar dos pesares, quando se vê possuído por uma entidade sobrenatural que lhe concede o dom de fazer com que todas as pessoas obedeçam sua vontade. Tipo o truque Jedi, só que multiplicado a enésima potência. Esta entidade conhecida como Gênesis, é fugitiva do paraíso e claro, está sendo caçada pelos anjos, que querem prendê-la novamente. Ao descobrirem que a entidade se uniu a Jesse Custer, enviam o Clint Eastwood dos infernos, que é um mega matador do século XIX, o famoso Santo dos Assassinos, para caçar Jesse Custer. Nesse meio tempo, ele encontra Tulipa, uma antiga namorada e não podemos deixar de falar de Cassidy, outro personagem incrível (um vampiro maluco/excêntrico), que se mete nessa onda. Só por uma sinopse dessas já vale a pena. Existem surpresas na trama, entretanto não direi aqui. Digo simplesmente compre e divirta-se.
Por fim, como vocês podem ver (ou ler), motivos para comprar essa obra não faltam e ter Preacher na sua prateleira de colecionador não tem preço. Lembrando que são quadrinhos adultos, portanto quem gosta mais do gênero “heróis tradicionais”, de capa e espada ou com poderes inacreditáveis, assim como vilões megalomaníacos, o selo Vertigo não é uma boa opção. As histórias que vemos nos quadrinhos Vertigo são um pouco mais realistas, dentro da mediada do possível, afinal não acredito que existam Magos ingleses, combatendo demônios por aí ou uma entidade da Mãe Terra morando nos pântanos da Louisiana, ou ainda fábulas personificadas morando em New York! Vou ficando por aqui com a dica de Preacher, lembrando que podemos achar Preacher para vender amigos. Vou deixar aqui em baixo links para a Panini Comics e para a Comix. Qualquer um desses lugares você acha esta obra. Muito obrigado pela atenção. Abraços. 


 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Y: The Last Man. Obra prima, no mínimo!


Imagine um mundo cheio de mulheres e onde você é o único homem! Paraiso ou inferno??
Apenas Yorick Brown pode saber. Finalmente o post sobre Y: The Last Man. Em primeiro lugar, tenho que dizer que esta é uma das melhores obras de quadrinhos que já li. Não por esses tempos, mas de todo o tempo de leitor de quadrinhos que eu tenho. Foram muitas obras e poucas, bem poucas conseguiram me emocionar realmente. Uma saga do amigão da vizinhança, nosso herói que tem contas para pagar, Homem-Aranha, me mostrou o quanto o mundo dos quadrinhos pode ser profundo. Fiquei muito emocionado com o final dessa saga específica, que não darei mais detalhes, pois tenho interesse em trazer ao blog. Posteriormente, outra saga que me emocionou bastante, foi uma do bárbaro mais famoso do mundo, Conan. Quem não se emocionou com a saga de Bêlit, não tem coração. Uma obra do mestre Will Esneir, chamada O Edifício, me deixou muito emocionado também e agora, Y: The Last Man se junta à lista.


Sobre a trama, claro sem dar spoilers, temos o fim de todos os homens. Não apenas os homens, todos os portadores de cromossomos Y. Todos, não amigos, uma pequena aldeia gaulesa...errr quero dizer (homenagem a Asterix implícita...), enfim não todos os homens. Eu cara sobreviveu, um rapaz de nome Yorick Brown, que vejam: Não é nenhum gênio, nem guerreiro, nem um líder nato, nem um grande homem. Apenas um cara normal, gente fina, cheio de problemas, financeiros e pessoais, inseguro e muito desastrado. Sim. Este cara carrega o fardo de ser o responsável por uma raça. A nossa raça. Dependemos desse cara para que não entremos em extinção. E é por aí que a história começa.


Claro que esse cara não pode fazer isso sozinho e no decorrer da história, vamos conhecendo o mundo sem homens, ou melhor, o mundo só de mulheres. A maioria das “engrenagens” do mundo são operadas por homens, e quando eu digo a maioria, quero dizer não todas. O mundo voltou a girar, só que de forma lenta. Um rastro de destruição abalou o mundo. Agora o tal “sexo frágil”, com a responsabilidade de botar o mundo nos eixos, não se mostra tão frágil, sendo inclusive bem perigoso, como o pobre Yorick descobre. Novas superpotências são moldadas, alianças sendo firmadas, nos quatro cantos do planeta, as mulheres mostraram que podem sim, viver sem a ajuda dos homens. Sabemos que elas pilotam aviões, são comandantes, soldados, lideram submarinos, fabricam o que quiserem, são poderosas em si. Ver um desastre desses pela perspectiva das mulheres é no mínimo inovador.
Os personagens são muito carismáticos e ao longo das 60 edições que eu li, você descobre que sua opinião sobre eles vai mudando. Eles vão se tornando cada vez mais humanos, hora são amados, ora são odiados. Em muitos aspectos, essa série foi escrita de modo a causar esse tipo se sentimento, de humanização dos personagens para facilitar a empatia com quem lê. Eu recomendo fortemente que todos que puderem, leiam essa obra, corram atrás por ser de uma importância única para os fãs de quadrinhos. É por obras assim que, de vez em quando, somos pegos de surpresa com inovações e novas tramas que não sejam simplesmente sagas cósmicas ou reboots milagrosos. Os quadrinhos podem sim ser tão densos e complexos ao ponto de nos fazer pensar. Essa obra vai para minha estante dos prediletos, junto com Fábulas, V for Vendetta, Watchmen e Sandman.

Com toda certeza essa obra, escrita por Brian K. Vaughan marcou e muito, minha jornada como leitor de quadrinhos. Muito se comentou sobre o fato da desenhista oficial da série ser mulher, uma talentosíssima mulher diga-se de passagem, chamada Pia Guerra. O autor, no entanto, disse que isso nada teve haver com o fato de estar escrevendo sobre uma grande maioria de mulheres. Ele inclusive insistiu que a arte de Pia Guerra foi a que mais se adequou com o que ele tinha em mente. Opiniões a parte, a arte é fenomenal mesmo, e a maneira que as mulheres são apresentadas só torna a obra mais linda. Com ótima história, arte de tirar o fôlego e um final surpreendente (que por sinal me deixou bastante emocionado...), não é por menos que ganhou prêmios e entrou com dois pés no Hall dos eternos clássicos. O selo Vertigo realmente não para de surpreender. E a Panini Comics surpreende ainda mais, por nos trazer a oportunidade de ler tal obra. Vou ficando por aqui. Vou deixar o site da Panini Comics para os que puderem investir nesta série. Obrigado pela atenção. Abraços.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pequeno update sobre Y: The Last Man.


E se não existissem homens na Terra??

Bem pessoas, esse não é bem um post. Está mais para um rápido update. Muitas pessoas me cobraram por um post de Y: O Último Homem, e graças a isso, estou lendo de novo. Vai demorar um pouco pois são apenas 60 edições. Toda vez que eu escrevo um post, costume ter a obra ao meu lado e quando posso, vou lendo de novo para procurar mais informações e detalhes que da primeira vez não foram notados. A história é super original. Não vou me estender muito por aqui, porém o que posso adiantar é que nesta obra, muitas coisas que tínhamos por certas vão mudar. É uma daquelas obras bem metafóricas, que passam uma ideia além de divertir, como Watchmen, como V e tantas outras. Estou lendo de novo e acreditem, com mesma empolgação de quando li pela primeira vez. Aguardem que este será um dos melhores. Obrigado pela atenção. Abraços.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

João das Fábulas! A fábula mais humana!


Qual o motivo das pessoas adorarem o João??


Já fiz um post sobre a maravilhosa série de quadrinhos do selo Vertigo chamada Fábulas e nesta série, existe um personagem que é tudo que um herói não pode ser. Sua única e exclusiva função, e ambição, é ficar rico e pegar todas as mulheres que puder. Sei que muitos vão dizer “quem não quer?”, agora é estranho um personagem assim fazer tanto sucesso em uma mídia como HQ. Quer dizer, temos nossos anti-herois prediletos, como John Constantine ou o LOBO. Mas no caso do João das Fábulas, suas trambicagens são tão humanas, que é quase impossível não se identificar com ele. Pode não ser o melhor personagem de Fábulas, ou o predileto, ou o mais esperto, ou o mais poderoso. Porém sem dúvida, é o mais humano. Para aqueles que não conhecem, conheçam João das Fábulas.


Claro que, como todo grande personagem, cresceu durante a história e nem seu criador, nem ninguém, podia adivinhar que teria um sucesso tão grande. Essa é uma das principais coisas que me fazem amar o universo dos quadrinhos. Somos surpreendidos toda hora. Nem sempre é uma coisa boa, entretanto quando tem que ser, sempre é. A ideia por trás de Fábulas é muito boa e une a fantasia clássica, com uma temática mais adulta. Tente imaginar todas aquelas história que conhecemos tão bem, só que interpretadas por pessoas de verdade, pessoas com sentimentos e ações humanas. Será que o príncipe encantado é tão encantado assim? Será que existe “felizes para sempre”? Será que o caçador realmente teria deixado a Branca de Neve fugir? Isso amigos é Fábulas.
E no meio de grandes estrelas dos contos de fadas, temos o João Horner. O trambiqueiro mais famoso do mundo. Só que de um jeito que vocês nunca virão. Por mais bem sucedido que ele possa ser (nos infinitos planos infalíveis), sempre dá um jeito de acabar na pior. Agora, verdade seja dita, João Horner não é nenhum desalmado. Quando precisa tomar a decisão certa, ele sempre toma, ou seja, não é um sujeito ruim. Lá no fundo (mas beeeeeeeeeeeeeeeeeeeem fundo mesmo), João das Fábulas é um bom cara. Além de suas histórias e aventuras pelo das Fábulas, vez ou outra vemos João aprontando no mundo dos mundanos. E é aí que minha colocação se faz mais presente; ele é a fábula mais humana que existe. E está solto no mundo (que Deus nos ajude...).
Depois de fugir com boa parte do tesouro do Barba Azul, e se tornar a fábula mais conhecida do mundo, e perder tudo e voltar a ficar na pior de novo, e ser capturado por um grupo de pessoas que tem a missão de “colecionar” todas as fábulas, e de fugir desse lugar, João se vê obrigado a sair pelo mundo, hora fugindo, hora fazendo besteira. E sua série de aventuras ou desventuras, é um verdadeiro sucesso. Mais do que recomendado para todos os fãs de quadrinhos e obrigatório para os fãs de Fábulas, suas histórias solo estão arrastando infinidade de seguidores. Claro que a Panini Comics, que teve a bondade de trazer a série para o Brasil, está publicando essas histórias sobre o João das Fábulas. Se você não conhece a estupenda obra de Bill Willinghan, corra atrás e faça a festa. Se você já a conhece, não perca a chance de continuar lendo e acompanhando a saga, ou epopeia, ou simplesmente a sequência de besteiras que o seu personagem mais humano apronta pelo mundo.



Bem amigos, vou terminando o post por aqui. Se por acaso vocês não conhecem Fábulas ainda, procurem aqui no blog (ou clique nos links espalhados pelo post, ou ainda clique aqui), que eu tenho um post dedicado a está série. E se vocês quiserem conhecer melhor João Horner, vou deixar o link da Panini para que possam comprar e se divertir com quadrinhos da melhor qualidade. Certa vez ouvindo um Nerdcast sobre contos de fábulas, um dos nerdcasters (se não me engano, o Eduardo Sphor- Escritor autor de “A Batalha do Apocalipse” e “Os Filhos do Éden”), falou que quem acha que contos de fábulas são para crianças, devia ler Fábulas. Faço minhas essas palavras. Muito obrigado pela atenção. E para aqueles que pedem mais livros, o próximo post será sobre uma série de livros que eu adoro. Abraços.


domingo, 26 de maio de 2013

Destino: Crônica de Mortes Anunciadas! (Destiny: A Chronicle of Deaths Foretold)


É possível fugir do próprio destino??

Bem, muitos dirão que não e outros mais dirão que sim! Entretanto graças a Neil Gaiman, temos uma nova perspectiva do que entendemos por destino ou melhor: “O Destino”. Segundo Neil Gaiman, Destino é um dos Perpétuos, irmão mais velho de dois velhos conhecidos nosso, Sonho e Morte. Destino sempre foi o irmão mais enigmático e é sem dúvida o mais poderoso dos Perpétuos. Diferente de Sonho, que já foi muito explorado no universo de Sandman, Destino sempre foi uma força oculta e até mesmo temida entre seus irmãos mais novos. Sabemos por exemplo, que tem um bom relacionamento com Sonho e Morte, no entanto não sabemos muito de sua relação com os outros personagens. Não imagino Desejo brincando com Destino, como vez ou outra brinca com Sonho.


O que podemos esperar de uma obra dessas? Nenhuma resposta, todavia muito conhecimento. Exatamente como na vida. Essa obra é para ser uma poesia em forma de história e neste contexto, foi muito feliz. Alias, tudo que diz respeito ao universo de Sandman é bom, parece simplesmente impossível estragar qualquer coisa que saia deste infinito nicho de ideias. Na belíssima introdução de Alisa Kwitney, já percebemos o tom da narrativa e nas primeiras páginas, temos uma noção do que a arte vai nos mostrar. Outro coisa interessante sobre o universo de Sandman, qualquer artista que nele trabalhe, qualquer um mesmo, tem muito material para usar e o efeito é sempre bom. Acho que este universo consegue o melhor de qualquer artista, e aqui em “DESTINO: Crônicas de Mortes Anunciadas”, não poderia ser diferente.


Sem dar muitos spoilers, coisa que acho que já deixei bem claro que não é a intenção do blog, a obra se começa com a introdução de Ruth Knight e John Ryder. Quem são? O que querem da vida? O que estão fazendo ali? Nenhuma dessas perguntas tão corriqueiras se aplica a esta obra. Estamos diante de uma legítima obra do universo de Sandman, portanto cada coisa é parte de uma outra coisa maior ou menor. Tudo está interligado e separado. Confuso leitor? Se você está, então não se desespere! Esse é o universo de Sandman. No decorrer da história, vamos conhecendo algumas coisas que estão no Livro do Destino; nos deparamos com histórias que, por um lado podem estar ligadas aos personagens, por outro lado podem ser apenas histórias. Destino está sempre presente e como ele mesmo diz: “Todos os caminhos levam até meu jardim”.


O que acho mais interessante nessa graphic novel é que a história se desenvolve e como ela é apresentada ao leitor que não conhece nada do universo fantástico criado por Neil Gaiman. Os personagens são tão carismáticos, que é quase impossível não se identificar com a melancolia deles ou pelos traços dos vários artistas que participaram da obra. Inclusive, tenho agora uma dica para vocês. Para quem não sabe, sou muito fã de música de qualidade e tenho certo conhecimento acerca deste assunto. Então, costumo fazer certas experiências com meus livros e graphic novels. Acredito que cada obra, deva ser lida com uma trilha sonora específica. É uma forma interessante de trazer mais um fator a experiência literária. Para essa obra eu recomendo Mozart. A obra de Mozart combina perfeitamente com o clima de fantasia que o universo de Sandman nos apresenta. Experimentem amigos.



Enfim, desnecessário dizer que é uma obra mais do que recomendada para todos os fãs de Sandman. E caso vocês se perguntem onde podemos comprar esta graphic novel, a resposta é bem fácil, na Panini Comics. Só uma nota aqui sobre a Panini, graças a essa editora italiana que acreditou no potencial do mercado brasileiro, eu e vários leitores tivemos a chance de recomeçar nossas coleções e voltar a ler o que por muito tempo nos foi negado. E digo mais, essa editora está trazendo outras obras consagradas para leitores novos. E brevemente estarei aqui trazendo mais dessas obras. Adianto agora uma. Imaginem uma graphic novel com Dr. Destino e Dr. Estranho? Esperem o próximo post... Vou ficando por aqui, vou deixar o link da Panini Comics caso vocês queiram comprar a obra. Obrigado pela atenção. Abraços.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Hellblazer: Pandemonium.



A guerra realmente é o inferno na Terra??
War... huh...What is it good for absolutely nothing!!!

Sim nerds que acompanham o blog, segundo o nosso amigo, o mago inglês mais famoso do mundo, a guerra pode ser um inferno sim. Literalmente. Bom dia, boa tarde ou boa noite, mais um post sobre John Constantine. Não é por nada que eu gosto tanto do personagem; falei isso no post passado, o que acho tão interessante é que, com esse personagem podemos fazer qualquer coisa. Tudo é possível para quem faz o que ele faz, fala com quem ele fala e passou pelo que ele passou. Isso abre uma gama de ideias e ambientações das histórias, quase sem limite. Imaginem uma história de Constantine no passado, ou no futuro, ou na Atlântida, ou em outros planetas. Imagine Constantine no Paraiso, na Terra dos Elfos, no mundo dos sonhos. Imagine Constantine tendo uma conversa com Morpheus, tirando onda com entidades suméricas ou passando uma cantada em Aphodite. Para quem já foi ao inferno mais vezes que se pode lembrar, e tirou onda por lá, nem o Céu é o limite. Agora confesso que ver Constantine na guerra, no Iraque, me surpreendeu.


Em “John Constantine Hellblazer: Pandemônio”, temos a volta do filho pródigo Jamie Delano. Para quem não sabe, Jamie Delano é um excelente roteirista que tem uma história de sucesso com o mago inglês. Ele assina as primeiras edições de Hellblazer, que viria a ser a mais longeva série do selo Vertigo. Aqui temos contato com um Constantine mais velho, mais sábio e mais canalha que nunca, tirando onda com o serviço secreto inglês. Sobre a arte, quem assina é Jock (Marck Simpson), artista dos quadrinhos muito conhecido por trabalhos em 2000AD e Losers. Também tem bons trabalhos com Juiz Dredd e Green Arrow: Year One. Com uma equipe dessas, essa graphic novel só poderia ser um sucesso. Para quem não sabe, esse graphic novel tem como finalidade comemorar os 25 anos desde a primeira aparição de John Constatntine, nas páginas de Monstro do Pântano (Swamp Thing). Que o criou foi ninguém menos que Alan Moore. Tudo que Alan Moore cria, é sucesso.


Vamos à história. Como já é de costume de Jamie Delano, sempre podemos esperar um dedo de política. Basta ler seus primeiros trabalhos com o mago inglês. Que Deus a tenha, a primeira ministra M. Thatcher era figura lembrada em muitas histórias. Aqui, a história é mais atual e se passa no Iraque. Sem dar muitos spoilers, imagine a cena: Iraque, guerra explodindo, um homem é preso acusado de ser responsável por um bombardeio em uma cidade. Ao ser interrogado, libera um poder que simplesmente, mata de medo seus interrogadores. Well, as the song says: There's something strange in the neighborhood.Who you gonna call? John Constantine. Quem mais o MI6 poderia chamar, em uma situação dessas? Claro que nosso amigo Constantine não foi de bom grado. Digamos que ele não é exatamente um superpatriota e coisa e tal. Uma trama se arma e o pobre mago se vê forçado a ir para o Iraque resolver a parada, afinal um rabo de saia é um dos pontos fracos de John. Na verdade, é o ponto fraco de todo homem.


Enfim amigos a trama é muito boa e a ambientação melhor ainda. O curioso é que, apesar do relativo tempo que Jamie Delano não trabalha com o personagem, o que sentimos é uma intimidade mais do que natural, eu diria até que esse personagem foi feito para ser trabalhado pelas mãos de Jamie Delano. Quem curte as histórias do mago, não pode deixar de comprar essa obra. Sobre isso agora, um pequeno particular. Muita gente me pergunta se eu gosto ou não da mídia digital de quadrinhos. Respondo que sim, porém prefiro a mídia física. Sou colecionador e não resisto ao papel impresso. Uso a mídia digital por uma simples questão financeira. Aqui no Brasil é muito caro você manter um hobbie desses. Então apesar de querer ler muita coisa, não posso comprar tudo. Aí que entram os arquivos em CBR. Na verdade, graças a esses arquivos, eu posso expandir meu conhecimento do mundo dos quadrinhos. Certas obras, entretanto, eu não abro mão de ter a versão impressa. Então fica a dica. Quem é colecionador não se contenta com mídia digital. Vou ficando por aqui amigos. Deixarei o link da Panini Comics para os colecionadores ou simplesmente para aqueles que, como eu, não são capazes de resistir ao cheiro inebriante de livros novos. Abraços.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Hellblazer: City of Demons.



Constantine tem filhos??

Olá amigos do blog, estou aqui para mais um post sobre o mago mais canalha do mundo. Este personagem sempre tem excelentes histórias e é sempre uma grande honra, para qualquer roteirista, criar história para o maior de todos os títulos do selo Vertigo. Na verdade, depois de Constantine, o termo “quadrinhos adultos”, ganhou outro significado. Agora, não estou dizendo que não existiam quadrinhos com histórias de terror antes. Eu mesmo cheguei a ler alguns, a muito tempo atrás. Não eram grande coisa. Porém o tema é interessante e quando juntamos um bom roteiro, com uma boa arte, não tem como não dar certo. Lembro das histórias de Solomon Kane, que eu lia nas minhas revistas do Conan. Foram histórias muito bem cotadas e o personagem cresceu, tanto que naquela época (estou falando da década de 80, a era de ouro dos quadrinhos...), quando eu lia a seção de cartas de “Espada Selvagem de Conan”, muitas pessoas escreviam para dizer que amavam o personagem e achavam o máximo as histórias de terror, afinal Solomon Kane enfrentava o oculto. Bons tempos. Sem mais delongas, vamos ao mago inglês.


Publicada pela Panini em agosto de 2012, nessa história vemos Constantine enfrentando algumas consequências por ter sangue de demônio nas veias. Como todos sabem, nosso bom amigo John Constantine, tem sangue de demônio na veia. Especificamente, sangue de um demônio chamado Nergal. Nas primeiras edições de Hellblazer, quando Jamie Delano era o roteirista, conhecemos Constantine e vimos como era sua vida, o que o motiva e alguns esqueletos no armário. Sem dar spoilers, esse demônio (Nergal), tinha planos para John. Bem, na verdade o plano de Nergal era que John o ajudasse a impedir que determinadas pessoas, “criassem” um novo “salvador”. Claro que não deu muito certo, afinal quem tem poder para dobrar o mais canalha de todos os magos? Só que cada ação, produz uma reação. De mesma força e intensidade, entretanto com sentidos opostos. Newton nos ensinou e o pobre Constantine aprendeu da pior forma. Nesta sua briga com Nergal, claro que o mago levou a melhor, só que com uma pequena condição... Sangue de demônio nas veias. Esta viria a ser sua marca registrada. Como eu disse causa e consequência. E esta história se trata de uma das consequências.


Como vocês podem imaginar, uma pessoa com sangue de demônio nas veias, não é bem uma pessoa comum. E o que poucas pessoas podem imaginar, é que nos meios certos, com as pessoas certas, sangue de demônio pode ser usado para muitas coisas. Nada de bom, obviamente. Aqui nesta obra, vemos uma forma de utilização e o estrago que isso pode causar. O interessante desta história, é que abre um leque incrível de possibilidades a cerca do sangue especial de Constantine. Da mesma forma que nos leva a pensar o quanto John é real e verdadeiramente perigoso ou até poderoso, afinal nesta história o vemos utilizar sua maldição, como forma de salvação. Não é por menos que Hellblazer é uma das minhas séries prediletas ever, pois as possibilidades com o personagem são simplesmente infinitas. E como John não é exatamente um herói certinho, o nível de exploração de personalidade e atitudes na trama podem ser usadas das mais variadas formas. É mais uma ótima história de um personagem que é atemporal.

Para quem gosta de Constantine, tem uma imaginação fértil, gosta de ver um personagem ser explorado das mais variadas formas e não tem medo de hospitais (principalmente a noite), essa história é ideal. Escrita por Si Spencer, que já brilhou e muito em Books of Magic, e o maravilhoso Sean Murphy, artista que nos presenteou com uma ótima arte em Vampiro Americano: Seleção Natural (Já fiz um post sobre Vampiro Americano, é só procurar aqui a esquerda do vídeo...) além da série Joe, o Bárbaro. Ótima dica para fãs da série Hellblazer. Vou ficando por aqui, e claro deixo os links para o site da Panini Comics, caso vocês queiram comprar um excelente quadrinho. Obrigado pela atenção. Abraços.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sandman apresenta: Os caçadores de Sonhos.


                             

Existem amores impossíveis??

Aqui estou amigos do blog, novamente e com muita felicidade trazendo mais uma história de SANDMAN. Alias, será que todas as histórias não começam nos domínios de Morpheus? Ou será que é onde todas as histórias terminam? Quando li está obra do grande Neil Gaiman, me vi pensando sobre isso. Uma história nunca termina de verdade, ela apenas muda de cenário. Lemos um livro, nos envolvemos com a história e para a continuação dela, a nossa mente e imaginação pertence. Acho que essa é a verdadeira essência das histórias de Gaiman. Nada nunca acaba de verdade e nós, os leitores, nos tornamos parte da história quando imaginamos os desdobramentos dela. Esta linha de pensamento me pegou, logo quando terminei de ler este encadernado e comecei a lembrar de todos os livros que li, de todas as histórias e pensei; nos meus sonhos, Frodo realmente reencontra seu grande amigo Samwise e ambos conversam e relembram da grande aventura pelo qual passaram, com Elrod, Gandalf, Galadriel e todos os outros elfos rindo e se divertindo, com algo que se tornou apenas mais uma história a ser contada. Aqui, em Os caçadores de sonhos, temos um conto que tem apenas uma única intenção: ensinar uma lição. Ensinar a quem? Qual lição? Isso amigos, só na cabeça de quem leu!

                       
Esta obra é baseada em um livro ilustrado, com roteiro de Neil Gaiman e arte de Yoshitaka Amano. Conta a história de um monge budista e seu relacionamento com uma esperta raposa. A história do livro é incrível e a participação do Morpheus, não é tão grande assim, apesar de ser de importância vital. Ou será que ele não estava presente em todos os momentos? Todos os caminhos levam até ele, o senhor do Sonhar, não é verdade? Inicialmente, era apenas um livro, no entanto, nosso amigo P. Craig Russel, um velho conhecido de quem acompanha as histórias de SANDMAN, decidiu fazer uma versão do livro ilustrado para os quadrinhos. E não poderia ter tomado uma decisão melhor!

         

Esta obra é de uma beleza e de uma simplicidade, que acho difícil não tocar qualquer pessoa que se disponha a ler. Com certeza, entrou no Hall das melhores histórias já escritas para os quadrinhos e sobre a arte, nem se fala. Claro, sou suspeito para falar da obra de Neil Gaiman, primeiro pelo motivo de ser uma fã incondicional de quadrinhos e de ser mais fã ainda do gênero fantasy. Quando um autor mistura ambos, só posso aplaudir. O segundo motivo, é que sou muito fã de cultura oriental, especificamente de cultura japonesa e a história é ambientada no Japão. Não é o Japão de hoje, entretanto eu diria que é um Japão mais “fantástico”, um Japão de contos, onde uma raposa pode ter seu coração tocado pela nobreza de uma pessoa, que quer e luta para ser comum e humilde.
                     
Para quem indico esse livro? Acredito que para todos. Todos mesmo, seja fã ou não de Gaiman, seja fã ou não de fantasy, seja homem ou mulher (ou raposa!!!). É uma viagem de conhecimento, uma exploração do reino do Sonhar, uma overdose de assimilação de valores, onde no final, não sabemos quem somos. Para aqueles que já conhecem o nosso querido amigo Morpheus, esperem encontrar com as 3 bruxas, só que uma forma “diferente”, além de Cain e Abel, e o corvo mais popular deste e de muitos mundos. Os elementos de SANDMAN estão presentes em cada linha e em cada ilustração. Para todos que querem acreditar que o amor vence qualquer barreira, para os que se interessam em aprender e para os jogadores, que não resistem a uma boa aposta, essa é a indicação. Não vejo a hora de apresentar tal obra, tal experiência, para minha filha. Aguarde aí bebê. Você também foi concebida no reino de Morpheus. Domingo está chegando!!!
                      
                        

Vou ficando por aqui amigos, e antes da tradicional despedida, alguns avisos. Sei que muita gente gosta das postagens sobre games, e estou devendo alguns. Relaxem que estas postagens iram voltar. Inclusive o próximo post será sobre um clássico dos videogames. O segundo aviso é sobre a fan page do blog. O link para a Fan Page, está aí a esquerda do seu monitor ou se vocês quiserem, clique em http://www.facebook.com/PyrenteauNerdSpace. Como sempre, deixo link para os que quiserem comprar as obras. O Senhor Saraiva possui o livro ilustrado e na Panini Comics, vocês encontram a graphic novel. Obrigado pela atenção. Abraços.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

A Tessalíada.


Quem gosta de bruxas??

Atendendo à pedidos, mais uma série do maravilho mundo de Sandman. Desta vez trago aos leitores do blog Tessalíada. Esta série traz Thessaly, uma bruxa mais velha que a antiguidade e que tem em sua história, um romance com Morpheus (e que, por sinal, não deu muito certo, na verdade Thessaly partiu o coração de Lord Sonho), muito poder (reza a lenda que Thessaly é mais poderosa que todos os demônios juntos), e sabe fazer um excelente chá. O selo Vertigo em sua revista mensal, nos trouxe já tem um tempo, esta série onde podemos conhecer e ter uma outra visão de uma das mais poderosas ou quem sabe, a mais poderosa das bruxas da Tessália.


Thessaly cansada de suas responsabilidades, afinal é como Uncle Ben ensinou ao nosso bom e velho amigo Peter Parker (Spiderman), grandes poderes grandes responsabilidades. E como eu já disse, Tessaly é simplesmente um dos seres mais poderosos deste e de vários universos. Só que, digamos, decidiu “dar um tempo”. Sabe como é, viver um pouco a vida de mundana, como uma normal e nada espetaculosa aluna de uma universidade de New York. Claro que o universo conspira contra e a “férias” de Thessaly não são um mar de rosas que se imagina. Procurada por figuras do passado, que entre outras coisas, estão tentando mata-la, Thessaly é arrastada para dentro de uma batalha do qual não quer fazer parte, apesar de não ter escolha.

Brilhantemente escrita por Bill Willingham, que vocês já devem conhecer de outro post, porém para os que não conhecem ou não se lembram de quem é este senhor, basta saber que escreve uma das melhores, senão a melhor série do selo Vertigo: Fábulas. Sim amigos, Bill Willingham entende de fantasia e magia, pode acreditar. Thessaly ou simplesmente Thess, logo na primeira parte da séria, dá uma surra nas filhas de Garm, com direito a lutar com pantufas de coelho nos pés. Perde um amigo/pretendente, chato e inconveniente, isso sem contar que tem seu chá (que é maravilhoso, como já disse aqui!!) estragado. E isso é só o começo. Não é tão difícil conseguir essas histórias pela internet, mas em mídia física é. Recentemente, vi que Tessalíada anda bem popular, principalmente nos USA. Então é bem provável que brevemente teremos novas histórias. Vou ficando por aqui. Agradeço a atenção. Abraços. 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

SANDMAN apresenta: As Fúrias.


                         

Já se encheram de mitologia ??

Espero que não, pois aqui está uma baita graphic novel. As Fúrias é uma obra muito boa, no que diz respeito ao mundo de SANDMAN e melhor ainda para quem ama mitologia. Escrita por Mike Carey, uma brother que já brilhou em Lúcifer e Hellblazer, e desenhada por John Bolton (Livros da magia, depois dessa eu disse tudo!!!), esta obra te conquista de imediato. Seja com os estilos de desenhos, que lembram pintura, seja pela trama perfeitamente costurada, não pode faltar na coleção de qualquer bom amante de quadrinhos de qualidade. Não é segredo para ninguém, o quanto eu adoro qualquer coisa do universo de SANDMAN e o mais interessante, é que toda hora tem novidade boa. Quando você se envolve nesse “mundo”, você sempre está sujeito a ser surpreendido.


Vamos ao básico. O que são As Fúrias? De acordo com pesquisas e vários livros que já li, Fúrias são também chamadas de Erínias; são a personificação da vingança. Na versão de Ésquilo, elas são filhas da Deusa Nix, e são 3. Nesta versão, elas são as encarregadas de punir e habitam o Tártaro. Temos portanto:

    a) Alecto, a implacável: segundo a versão de Ésquilo, Alecto está sempre com raiva e está encarregada de castigar os mortais que cometeram delitos como ira, cólera, sobreba, etc. Se não me engano, Alecto faz o mesmo que a Deusa Nêmesis, sendo que Nêmesis, interage com os Deuses.

    b) Magaira: novamente, segundo Ésquilo, Magaira é a personificação do rancor, da inveja, cobiça,etc. Esta, é aquela que grita nos ouvidos do pobre coitado que está sendo punido. Detalhe, grita ininterruptamente.

        c) Tisífone: esta é a que cuida dos piores criminosos, como os assassinos.

Essas entidades vivem pelos “arredores” do Olimpo e segundo consta, não devem obediência a Zeus. Realmente, tudo haver com SANDMAN. A representação das Erínias, é sempre como mulheres aladas, e terrivelmente feias. Monstruosas na verdade. De seus olhos negros escorrem sangue e seus cabelos são serpentes trançadas. Coisa linda né?

  

Sobre está obra, o que posso dizer é que, é para poucos. Se você é um novo leitor de quadrinhos, claro que vai entender As Fúrias e vai amar. Porém se você é um leitor antigo, ou seja, viveu a era de ouro dos quadrinhos, sua experiência será muito melhor. Você vai lembrar de Fúria, uma das integrantes da Corporação Infinito. Hypólita Trevor era filha da mulher maravilha da Terra 2, e depois de Crise das Infinitas Terras (sei que vai haver cobrança, então antes de mais nada, estou preparando um mega post sobre Crise, quem viver verá!!!), teve sua origem revista. Agora Lyta Trevor é filha de Helena Kosmatos e foi casada com Hector Hall (recentemente foi hospedeiro do Sr. Destino). E seu filho é, simplesmente, a nova encarnação de Morpheus.

  

Como uma pequena sinopse, eu poderia dizer que: após perder seu filho, Daniel, em circunstâncias misteriosas, Lyta Hal tem vagado pelo mundo, vivendo sem sentido e sem propósito. Massacrada pela dor da perda, simplesmente não consegue superar e seguir com sua vida. Quando Lyta Hall se vê envolvida com uma companhia de teatro, Lyta revisita seu passado, tendo novas emoções e tendo outras interpretações de seu próprio passado. Ao mesmo tempo, uma entidade ameaça acabar com sua já desgraçada vida. Se você ama mitologia, seja esta de qualquer tipo; adora uma boa trama; acredita que o passado não some, porém pode ser reinterpretado; e o mais importante, se você é muito fã de tudo que tem haver com SANDMAN, está é a sua revista. O curioso é que quando foi lançada no Brasil, esta obra trazia spoilers do que ainda estava por ser publicado ou republicado aqui. Só para os nerds que acompanham o Pyrenteau Nerd Space, digo que todas as histórias de SANDMAN, já foram concluídas pela CONRAD e na época estava em curso pela PANINI. Dica: Prefiram a versão da PANINI. Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção e, como sempre, deixo o link da PANINI COMICS para aqueles que se sentirem tentados a comprar As Fúrias. Abraços.

terça-feira, 19 de março de 2013

Sandman.

        


Quem já sonhou??
Finalmente amigos do blog, estou aqui hoje para falar daquele que é o melhor personagem de todos os tempos, Sandman (para quem não sabe, meu perfil do twitter usa uma imagem relativa a Sandman...quem puder segue lá). Quem já me acompanha aqui à algum tempo, sabe que sou muito fã de quadrinhos. E sabe também, que sou mais fã ainda, dos artistas que trabalham nessa área. Escritores, desenhistas, coloristas, etc. Claro que, em todos os anos que cultivo essa paixão, tive a oportunidade de conhecer vários trabalhos, que por sua importância nesse universo próprio, que é o universo HQ, receberam o status de “clássicos”. E lá se vão mais de duas décadas, e os quadrinhos não param de me surpreender. Descobri que, aqui no Brasil, a indústria de quadrinhos é forte, e que a produção de quadrinhos brasileiros vai muito bem, obrigado. Exportamos talentos, tanto roteiristas, quanto desenhistas e é provável que você, que nunca se deu ao trabalho de ler quem desenhou seu herói predileto, possa estar lendo um quadrinho desenhado por um brasileiro. Tanto na DC, quanto na MARVEL, podemos achar nossos conterrâneos, brilhando e produzindo para o mundo. Com isso amigos, quero dizer que conheço quadrinhos e consumo quadrinhos (meu bolso que o diga...). Então quando digo que, Sandman é o melhor personagem para mim, é que já conheci um sem número de personagens, e nenhum me encantou mais como nosso amigo Morpheus.
 
Sandman é um personagem que pertence a DC comics, e brilha nas páginas do selo VERTIGO. Foi criado por Neil Gaiman, o gênio que é responsável por uma infinidade de títulos e está entre os melhores, no que diz respeito aos quadrinhos. Neil Gaiman, também escreve livros e apesar de não estar a muito tempo atuando nessa área, seus livros são um sucesso de vendas, e foram bem recebidos pela crítica especializada. Tenho Coraline, e amei. O Personagem Sandman é um perpétuo (The Endless), é uma representação física (física seria forçar um pouco...digamos então, “antropomórfica”), dos aspectos comuns a todos os seres humanos. Temos então: Destino, Morte (essa é minha predileta...quem conhece ama!), Sonho,  Destruição, Desejo, Desespero e Delírio. Estas, por assim dizer, entidades, mantêm o universo em equilíbrio.
                    

Morpheus, é um personagem cativante. Tem um relacionamento bem especial com os humanos e já teve problemas exatamente por isso. Certa vez, em uma entrevista com o gênio Neil Gaiman, que li a muito tempo, foi-lhe perguntado, sobre a personalidade de Sonho. Ele respondeu que Sonho era sim um herói, mas um herói trágico. Em algumas histórias, podemos achar que Sonho é melancólico, e em outras, arrogante e distante. Na verdade, o personagem, pelo simples fato de ser um perpétuo, é de uma complexidade que podemos literalmente, fazer qualquer coisa com ele. Sonho é um dos mais poderosos perpétuos, fato que ocasiona algumas desavenças com seus “irmãos e irmãs mais novos”. Sua relação com a irmã mais velha e confidente Morte, é explorada de forma espetacular e com certeza, as melhores histórias são com a participação dela.
                                                                 
Morpheus, foi idealizado para ser uma mistura de Jim Morrison (vocalista do The Doors) e Robert Smith (vocalista do The Cure). Acho que quem conhece o mínimo de rock, já entendeu o recado. Em algumas ocasiões, Sonho utiliza seus artefatos de poder, como o elmo, feito com os ossos de um Deus morto, a algibeira cheia de areia e seu rubi (o elmo, por sinal é seu símbolo de poder; quando seus irmãos e irmãs querem se comunicar ou "chamar" outros perpétuos, seguram uma representação de seu objeto de poder ou seu símbolo de poder). Conheci Sandman, justamente quando foi raptado...enfim não darei spoilers aqui, relaxem amigos. Sobre poderes e habilidades, acho que nem preciso falar. Ele é um perpétuo, então não estamos falando de um Deus, mas de uma entidade que é visitado por Deuses. Não poderíamos medir em simples termos de poder, o quanto Sonho é poderoso, no entanto, é de conhecimento de todos que, apenas Morte e Destino se equiparam a ele. 

Uso essa imagem no meu Twitter!!!
O universo de Sandman, é um dos mais amplos de todo selo VERTIGO e o mais popular também. Constantemente, saem encadernados e séries especiais com o título “Sandman apresenta...”! Cada uma dessas revistas vale ouro, acreditem amigos e não percam a oportunidade de comprar-las. Tenho muitas e sempre que puder irei postar uma resenha por aqui, acredito que “As Fúrias”, está na minha lista de próximas postagens. Colegas nerds e amigos do blog, vou ficando por aqui. Espero que tenham gostado e espero também que se empolguem e conheçam Sandman. Como de costume, deixo os links do Senhor Saraiva e da Panini Comics, que são as revenderas dos desses quadrinhos e lá é bem fácil achar material  sobre isso. Obrigado pela atenção. Abraços.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vampiro Americano.


Ainda dá para gostar de vampiros??

Sim, graças ao selo Vertigo! Vampiros sempre foram muito populares entre os nerds em geral. E no que diz respeito aos filmes, sempre inspiraram grandes clássicos do terror...bem como na literatura. Sim, amigos nerds, vampiros eram muito badass, até uma moçoila chamada Stephenie Meyer, uma norte americana de sorriso largo e simpático, e um tanto fofuxa...ferrou com tudo. Com uma obra, que infelizmente veio a se tornar uma saga, DESTRUIU o que grandes autores vinham explorando com relativo sucesso, a muitas décadas. Twilight foi um tiro no peito de todos os fãs de vampiros de verdade, e pior, criou uma legião de fãs que se espalhou pelo planeta. A simples palavra "vampiro", já é o suficiente para pessoas com bom gosto (e bom senso...), revirarem os olhos, em um claro gesto de descrença. Não os culpo. Quando falei de Vampiro Americano para minha filha (que não gosta de Twilight, graças a todos os deuses...), testemunhei a revirada de olhos, e o desdém, mais do que justificado. Porém não se enganem, nerds, os autores reagiram a Edward Cullen e sua corja de vampiros "purpurinados". E reagiram bem.



Esqueçam tudo que vocês sabem sobre vampiros. Vampiro Americano mostra algo inteiramente novo, violento e até certo ponto, romântico sobre os "filhos da noite". Na obra, vocês encontraram vampiros diurnos, mas não esperem que eles brilhem nem nada... na verdade são os mais perigosos, e os mais poderosos. Faz muito tempo, que não me deparo com uma obra tão boa e é quase um alívio, saber que ela veio em resposta aos fanáticos Twilightistas. Sim amigos do blog, Vampiro Americano é muuuuuuuuuuuito bom. Esta série está saindo na revista mensal Vertigo, publicada pela Panini e ocasionalmente, somos presenteados com encadernados de luxo, como esse aí da foto. Perceberam o nome de Stephen King na obra? Se alguém tinha alguma dúvida que a obra é boa, vocês acham que o mestre Stephen King, colocaria seu nome em uma obra ruim???? Eu acho que não.

Uma curiosidade pequena aqui para os nerds, foi que as primeiras 5 edições, compreendem 2 histórias; uma escrita por Scott Snyder e a outra pelo mestre Stephen King, ambas desenhadas pelo brasileiro Rafael Albuquerque. O principal tema seria a evolução dos vampiros. Ou seja, temos uma visão também um pouco científica acerca desses seres. Digo mais a vocês, este série ganhou o prêmio Eisner Awards de 2011, em seu primeiro ano de vida, na categoria "Melhor nova Série". Será que isso é o suficiente para chamar a atenção, daqueles que foram traumatizados por "vampiros purpurinados" e "lobsomens semi-nus"??? 



Viajando pelo velho oeste americano, contemplem a nascimento de uma nova espécie (Homo Abominum Americana), veja a segunda guerra de uma maneira completamente diferente, descubra que vampiros amam (mas nem por isso deixam de ser perigosos...), se emocione, se enraiveça, seja apresentado a Skinner Sweet (atualmente o anti-heroi, malandro, sociopata, canalha, cretino mais popular dos quadrinhos...), Vampiro Americano é tudo isso e muito mais. Vou ficando por aqui amigos, e deixo o link da Panini Comics, caso vocês decidirem embarcar em uma nova fase no que diz respeito à vampiros. Obrigado pela atenção. Abraços.