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segunda-feira, 19 de maio de 2014

R.I.P. Vertigo Mensal!


Todo fim é sempre um novo começo??


Infelizmente, vou ter que descobrir isso da pior forma. Com muita tristeza, acompanhei o último número da revista Vertigo mensal. Durante os últimos anos, ao longo de 51 edições, esse título foi um carrossel de emoções. Imaginem a felicidade de ter de volta as histórias de Constantine. Hellblazer sempre foi um dos carros chefes deste selo, e é claro que não poderia faltar no mix desta publicação mensal. Desnecessário dizer que todo mundo adorou. Só que não imaginava que outras séries do selo fossem fazer tanto sucesso. Acredito que, depois de Hellblazer, a série que mais conquistou fãs foi sem dúvida Vampiro Americano.


Sobre essa série, só tenho elogios e absolutamente nada de ruim a declarar. Gostei principalmente pela temática, que muitos até poderiam dizer que é ultrapassada, afinal o conceito de vampiro de uns tempos para cá ficou meio “down”. Entretanto, essa série fantástica traz de volta o terror e mostra os monstros como deveriam ser mostrados. Não espere ver na série vampiros bonitinhos e purpurinados. Os vampiros de Scott Snyder são perigosos e aterradores, possuem várias raças e TODOS gostam de sangue. Não é tão fácil matar-los e dependendo da raça, fica ainda mais difícil descobrir vulnerabilidades. Claro que essa série estava fadada ao sucesso, afinal nada menos que O Rei dos escritores de Terror, Stephen King, fez parte do elenco de criação das 5 primeiras edições. Com a benção de King, tudo fica mais interessante!


Outra série monstruosa e, diga-se de passagem, uma das minhas prediletas, estava presente e também fez bonito! Casa dos Mistérios é a cara do selo Vertigo. Sei que Hellblazer é a série mais longa e que Fábulas e Vampiro Americano são geniais. Agora a alma do selo, a idéia primordial, definitivamente está nessa série. Imaginem um lugar, fora do tempo/espaço para onde vamos e não podemos mais voltar. Um lugar que é tanto uma prisão quanto... um Bar??? Sim, um bar onde o preço cobrado são histórias. E essas histórias são contadas por todo tipo de seres e criaturas místicas/fantásticas. Série ressuscitada por Bill Willingham (é ele mesmo, aquele de Fábulas) e Matthew Sturges, mostra o valor de uma boa história e afinal, o que seria do mundo sem elas?



Viajei pela Londres embaixo da Londres e acompanhei a desventura de um pobre mortal que pagou o preço por ser um “nice guy”. Ouvi muitas críticas ruins sobre Lugar Nenhum, contudo gostei. Não está no top 10 das minhas histórias prediletas, porém gostei sim! E o que dizer de A Tessalíada? Qualquer ser humano amante do Universo Sandman adora referências ao mesmo! Vikings foi uma série maravilhosa e é uma pena que não foi terminada. Tive que comprar pela web (fica a mágoa Panini). Escalpo foi uma grata surpresa. Nunca imaginei que quadrinhos pudessem evoluir tanto. Homem do Espaço, espetacular. Joe, o Bárbaro destruiu... UFA! Saudades... Pela segunda vez, vejo a melhor revista de todos os tempos ser descontinuada. Em 95/96 comprei as 12 edições da editora Abril. Pelo menos agora são 51. Sinceramente, mal posso esperar para ler novamente cada uma delas. Abraços.


quinta-feira, 6 de março de 2014

Vampiro Americano: O Senhor do pesadelo...


O Drácula ainda assusta alguém??
Se você respondeu que não, provavelmente não leu o “Drácula”, ou melhor, o correspondente ao Drácula da série Vampiro Americano. Como já mencionei outras vezes, sou muito fã da série de Scott Snyder. Não apenas por este ser um grande autor, mas principalmente pelo fato de ter transformado os vampiros em vampiros novamente. Sim meus amigos; nesta série, não espere encontrar purpurina, ou amores proibidos. Vampiro Americano trata esta criatura da maneira que ela deveria ser tratada, ainda que, por vezes, estejam trabalhando ao lado dos “anjos”. Desde seus primeiros números, a série cativou e tal sucesso só demonstra o quanto milhares de pessoas ansiavam pela volta destes monstros, e “monstros” é exatamente o que são. Agora, trazer-los de não bastava; era necessário criar todo um Universo para esta obra. Várias espécies, um passado (isso foi relativamente fácil, afinal os bichos são imortais), lendas e até mesmo híbridos. Nesta história, vamos ler um pouco de cada.

Em primeiro lugar, a grande vantagem de escrever sobre esse tema, é que tempo (dias, meses, anos, décadas, séculos) não é um empencilho. Podemos localizar o mesmo personagem em diferentes épocas e dessa forma, as possibilidades são basicamente infinitas. Agora o plot dessa edição, acredito que seja trazer o maior personagem vampiro de todos os tempos (pelo menos o mais famoso...), para dentro da série. Só que na verdade, não é bem do jeito que estamos acostumados a ver em outras mídias. O Drácula de Vampiro Americano, não é sedutor ou usa capa nem nada disso. É um bicho bem pior. Sem dar spoilers sobre a história, vou dizer apenas que o poder desse “Drácula”, está mais para a capacidade de liderança, do que em poderes sobrenaturais em si. Pense pela ótica do nazismo. Hitler, não era um cara assustador. Não era forte, não tinha um físico intimidador, enfim não era um cara que se entrasse dentro em um bar, as pessoas pensassem: “ninguém mexe com esse figura”. Entretanto, como líder, olha o estrago que causou. O mesmo exemplo vale para Napoleão.

Outra coisa que achei muito legal, foi conhecer um pouco mais da instituição Vassalos da Estrela da Manhã. A idéia de ter uma organização como essa, também é um toque de mestre de Snyder. Não que nunca tenhamos visto organizações para matar vampiros. Muitas histórias já foram escritas sobre isso; o diferencial para mim é a forma com que os humanos são descritos. O nível de realismo em Vampiro Americano é a parte mais interessante. Enfim, mais do que recomendo esta série e especificamente esta história. Acredito que ainda possa comprar na comix, portanto comprem sem medo, valem muito na estante. Vou ficando por aqui; infelizmente não estou podendo atualizar o blog com freqüência, porém espero poder compensar o tempo perdido em breve. Agradeço por todo mundo que me acompanha por aqui, agradeço os mails que recebi pedindo por mais posts e principalmente agradeço aos meus alunos (e ex-alunos) que espalham e compartilham o link do blog por aí. Valeu galera. Os links da Comix estão aí embaixo, para saber de atualizações me siga pelo Facebook e Twitter. Abraços.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Liga extraordinária (HQ)... Alan Moore sendo Alan Moore!


Aí sim, nós temos um verdadeiro grupo de extraordinário!!


Sim amigos, estou aqui novamente para escrever sobre mais uma obra de Alan Moore. E todo mundo sabe que ele tem o toque de Midas. O que ele toca transforma-se em ouro, ainda que o que ele toque (nesta obra em questão), não sejam exatamente personagens criados por ele. Com os incríveis desenhos de Kevin O’Neil, esta série está entre uma das mais populares já idealizada por Moore. Começou a ser publicada lá pelo final da década de 90, se não me engano em 1999 e por aqui demorou um pouco (séculos) mais a dar as caras. Só coloquei a mão nos meus exemplares por conta de muita procura pelas “internets” da vida; acabei por achar na Devir e comprei sem piedade. Como já havia lido muito a respeito desta obra, pude apreciar meus livros como se deve e realmente é uma obra de Moore. Porém preciso dizer que, apesar de ser uma obra de qualidade impecável, sem comparações com as já consagradas Watchmen e V for Vendetta. São obras diferentes, portanto temos que tratar-las como tal.


Pelo que eu li, em entrevistas e reportagens, a idéia inicial de Moore era uma espécie de Liga da Justiça da era vitoriana. Ou algo do gênero. Graças a tudo que é sagrado, essa intenção não foi para frente; não quero nem imaginar como poderia ter sido. Se bem que, em se tratando de Alan Moore, não duvido que ele poderia criar uma história espetacular, ainda que esta tivesse versões do Batman e do Superman da era vitoriana. Anyway, essa idéia não vingou mesmo e acabou por se transformar em uma homenagem a vários personagens de obras de ficção. Sobre esses personagens, muitos são conhecidos do grande público literário, afinal estou falando de: Mina Harker (Drácula, Bram Stoker), Alan Quatermain (personagem de As Minas do Rei Salomão, H. R. Haggard), Dr. Jekyll (O médico e o Monstro, R. L. Stevenson), Hawley Griffin (O Homem Invisível, H. G. Wells), Capitão Nemo (20.000 Léguas Submarinas, Julio Verne), além de outros personagens e vilões clássicos muito conhecidos, como Fu Manchu (este eu admito que nunca vi, nunca li, eu só ouço falar) e Professor Moriarty (inimigo mortal de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle).
Com personagens desse calibre, o sucesso era certo. Sem dar spoilers, posso dizer que o plot da série é: Mina Harker é recrutada pelo governo britânico com a missão de montar uma equipe com determinados indivíduos escolhidos a dedo. Estes por sua vez, teriam a missão de defender os interesses britânicos, nas mais variadas situações. Partindo daí, imaginem as situações, perigos e até mesmo problemas internos com essa galera. Colocar pessoas tão diferentes e com, digamos, princípios morais tão diferentes não é algo tão fácil de lidar. Até onde eu sei, foram lançados 5 volumes, dos quais eu possuo 3. Estou ansioso por novos volumes e segundo fontes seguras (OMELETE), o próximo volume será uma aventura na América do Sul. Vamos ver o que nos aguarda. Vou terminando por aqui. Claro que vou deixar links, está obra merece estar na estante de qualquer leitor de quadrinhos e é claro que minhas recomendações não poderiam ser melhores. Muito obrigado pela atenção, me sigam pelo Twitter e pela Fan Page do blog. Abraços.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

John Constantine: HELLBLAZER, Origens!

Quando você olha para o abismo, o abismo olha de volta para você!
Aqui estou novamente para escrever sobre o meu personagem favorito: o Mago canastrão John Constantine. É simplesmente impossível não amar um personagem tão rico e cheio de detalhes, ainda mais quando suas histórias geralmente atraem mestres do mundo dos quadrinhos, que não apenas querem trabalhar com o personagem, mas querem deixar sua marca registrada. Não é qualquer um do Universo DC que têm esse tipo de apego emocional e também profissional. No decorrer de sua criação, que para quem não sabe, nasceu pelas mão de Alan Moore, como um mero personagem coadjuvante e que acabou por se tornar um dos maiores astros do selo Vertigo, lado a lado com Sandman. Acredito que sei o motivo de tanta popularidade!
John Constantine não é um herói nos moldes clássicos; firme, decidido, incorruptível, fiel e 100% honesto. Definitivamente, não podemos categorizar-lo como um anti-herói, como Justiceiro (Punisher, MARVEL) ou LOBO (DC). John está em algum lugar no meio. Ele é o tipo de cara que sempre está disposto a salvar o mundo, coisa que já fez por sinal; acontece que, os caminhos que ele é capaz de usar apara conseguir o que pretende, ainda que o que ele tenha em mente seja nobre e “para o bem maior”, comumente acabam por levar seus amigos a mortes terríveis ou serem abduzidos por demônios ou coisa pior (se é que tem algo pior!). Ele não tem pena de usar o que for preciso para fazer o que acha certo. Tendo em vista que seu senso de moral é relativo, é um personagem que pode literalmente participar de qualquer coisa. Isso dá uma liberdade de escrita que qualquer autor mataria para ter. Desta forma, quem não gostaria de escrever algo para ele?
Em John Constantine: HELLBLAZER, Origens o que vamos ver é o início de suas histórias, pelas mãos brilhantes de Jamie Delano (roteiro) e John Ridgway (arte). A chamada “fase Delano” é uma das melhores e dizem as Lendas, a melhor fase já escrita para o personagem. Não posso dizer se foi a melhor, ainda mais quando nunca li uma história ruim de Constantine (não que elas não existam, eu apenas não conheço). Essa fase é tão importante pelo motivo mais óbvio possível: é a apresentação do personagem. Dali por diante, teríamos que lidar com a personalidade de Constantine tendo como base a visão de Delano. São histórias clássicas, datadas inclusive, e que nos mostram quem é, o que faz e onde vive este personagem. Logo de início já temos a clara noção de que não é para crianças. Essa, por sinal, é a maior característica das histórias de Constantine.
O que se pode esperar então da revista? Se você já conhece o personagem, no entanto não conhece à muito tempo, é uma ótima oportunidade de ler as histórias antigas e mergulhar um pouco no passado do personagem. Se você está tendo o primeiro contato com o personagem, vai ficar viciado literalmente. Vai querer saber tudo, ler tudo, vai ficar doido. É o que acontece com todo mundo que têm contato com Hellblazer pela primeira vez. Afinal, quem poderia imaginar que quadrinhos pudessem ser desse jeito, com essa riqueza e com toda essa profundidade? Agora se você é fã das antigas, como eu, essa coletânea vai ficar linda na estante. Vai servir como catálogo e vai facilitar a consulta para futuras referências. Atualmente já está no volume 6 e que venham mais. Vou ficando por aqui e não posso deixar de dizer que, para todos aqueles se empolgaram com nosso amigo Mago, a Comix está vendendo exemplares. Vou deixar o link para a galera que estiver interessada. Obrigado pela atenção. Sigam-me pelo Facebook e Twitter para saber novidades sobre o site. Abraços. 


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Escalpo...essa série é mágica!

“Eu não quero ser um produto do meio ambiente, eu quero que o meio ambiente seja um produto meu”.
E com esta frase, que o personagem de Jack Nicholson pronunciou no maravilhoso filme “Os Infiltrados”, eu começo meu post sobre uma série da vertigo que é, para dizer o mínimo, perturbadora. Estou falando de Escalpo, provavelmente uma das séries mais realistas que eu já li ou lerei por muitos anos. Quando eu digo realista, não falo das coisas boas, do amor e carinho que pode existir entre os seres humanos. A realidade que me refiro é o lado sombrio do mundo, são todas as coisas que as pessoas são capazes de fazer por ganância, é a maldade explodindo na nossa cara e a emoção de ver que até no inferno nascem flores. Em Escalpo, os EUA são mostrados de uma forma tão surreal, que é impossível não acreditar que realmente não existam pessoas como aquelas andando entre nós. Pior é que quanto mais nos aprofundamos na trama, mais somos capazes de identificar que, aquele universo de cores e imagens, é o nosso universo.
Como já deu para perceber, sou um apaixonado pela série; alias, sou apaixonado por tudo que a Vertigo produz. Ainda não vi nada que foi publicado pela Vertigo que fosse ruim, apesar de meus gostos não serem iguais aos de todos. Infelizmente, não são todas as obras que são uma gritante unanimidade entre os leitores; são poucos os autores que conseguem tal feito (como um tal Alan Moore e outro chamado Neil Gaiman). Em Escalpo, precisamos dizer que é virtualmente uma obra adulta. O contexto, os diálogos e a maneira que os personagens foram construídos, demonstram de forma entusiasta que esta obra foi proposta para leitores mais maduros e com opiniões bem definidas. Não significa que pessoas mais novas não se identifiquem com a série ou não consigam fazer as determinadas ligações. Se existe uma coisa boa que a internet trouxe, foi a grande facilidade com a qual podemos ter acesso a informação. Então, se uma pessoa mais jovem por acaso lê que Escalpo tem certa relação com Leonard Peltier, ele rapidamente tem como saber quem é, a história do qual faz parte e de quebra, ainda conhece a maravilhosa música do Rage Against the Machine chamada Freedom. Alias, escutar Freedom (não tocando alto; suavemente...) lendo Escalpo #nãotempreço!
Vamos a história, sem spoilers , como já é costume e tradição deste blogueiro. A história se passa na reserva ROSA DA PRADARIA, que não é a reserva bonitinha que os fãs da saga crepúsculo amam. Não é uma reserva rodeada de coisas belas, com nativos americanos andando quase sem roupa para cima e para baixo, ocasionalmente transformando-se em lobisomens para caçar vampiros purpurinados. Nesta reserva, como diria nosso amigo Cauê Moura, “o barato é lôco”! É a reserva com o maior índice de alcoolismo na America, além de ser um dantesco antro de perdição, com tudo que os círculos do inferno têm direito: prostituição, viciados para todo lado, laboratórios de meta anfetamina (nessa hora imaginem a trilha de Breaking Bad), violência descarada e sem limites, além de uma máfia de respeito, com um chefe que comanda tudo isso com mão de ferro chamado Lincoln Corvo vermelho, um anjo de pessoa (anjo tipo o Lúcifer...).
Nossa história começa para valer, quando um ex-morador da região, chamado Dashiel Cavalo Ruim (esses nomes são demais!) que na verdade é um agente federal infiltrado (agora faz sentido a frase do início do post) volta a reserva e sua missão é conseguir provas para uma condenação de Corvo Vermelho; provas diretas ou indiretas, é importante dizer. A verdade é que nada vem de graça; portanto esse serviço que Dashiel se propôs a fazer, teria um grande ganho para sua careira de agente federal, e no decorrer da trama ele vai percebendo que não será tão simples. A possibilidade dele se corromper pelo caminho é grande; fora outros fatores que não vou mencionar, afinal eu disse “sem spoilers”, mas posso adiantar que tem mulher na rodada (sempre têm...). Essa série é demais, faz por merecer todos os prêmios que recebeu,é um autêntico título Vertigo. 
Para qualquer ser humano que adore histórias policiais, Escalpo é uma boa e essa é inclusive uma das formas de se definir a obra: uma obra policial. Não sei se considero a história totalmente policial; eu a vejo mais como um drama violento e mega realista, que trás para nós uma imagem da America do Obama que não é retratada em filmes e seriados. Eu, por exemplo, sempre tive curiosidade de saber mais sobre os nativos americanos da América do Norte. Curiosidade de ver-los sendo retratados nos quadrinhos. Enfim, com metáforas ou de forma mais crua, Escalpo faz o leitor pensar e qualquer quadrinho que cause esse efeito, merece ser mencionado. Recomendo e assino embaixo! Vou ficando por aqui. Vou deixar o link da Comix, para quem quiser completar ou começar sua coleção da revista mensal Vertigo, que é onde vocês vão achar Escalpo. Obrigado pela atenção. Me sigam pelo Facebook e Twitter para saber sobre novos posts. Abraços.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Neverwhere...Neil Gaiman nos apresenta a Londres Abaixo!



Muitos conhecem Londres, mas poucos conhecem a Londres abaixo de Londres!!
Novamente e com muita alegria, trago mais uma obra do mestre Neil Gaiman. Dessa vez, nada ambientado no mundo de Sandman, ou talvez sim, afinal todos os mundos passam por um momento ou outro pelo reino de Morpheus. De qualquer jeito, essa obra em questão é uma fantasia maravilhosa, que possui versões em livro e quadrinhos e é claro que eu vou falar da versão em quadrinhos (apesar de ter lido o livro também); todo mundo sabe que é a mídia que fez Gaiman ser conhecido no mundo todo, nada mais justo do que prestigiar esta forma de arte que vem formando leitores a sei lá quanto tempo.
Para quem já está acostumado com as obras e o estilo do autor, vai entrar no clima rápido. Em lugar nenhum, temos o típico homem comum, com sua vida comum e seus problemas comuns, sendo arremessado contra sua vontade em um mundo onde as aventuras são mais do que possíveis, são reais. A magia e a fantasia nos mostram como o mundo chato e ordeiro de Londres, esconde o imprevisível. Sou um grande leitor de literatura fantástica, e apesar de não trazer muitos livros para cá, afinal a grande procura dos meus leitores é por quadrinhos, sempre coloco referências pontuais de tudo que eu já li, e de tudo que eu já absorvi a respeito de literatura fantástica. Em Neverwhere, Gaiman penso que bebeu muito na fonte de C. S. Lewis; o Mercado Flutuante, que acredito ser uma verdadeira entidade no livro, é uma verdadeira fonte de novas aventuras e possíveis histórias. Isso acaba por ser uma marca registrada de Gaiman; ele sempre deixa um gosto de “quero mais” em tudo que escreve, dessa forma, ao introduzir o Mercado Flutuante, ele cria uma “desculpa” para apresentar eventuais novos personagens, para eventuais novas aventuras. Isso é uma coisa que vemos na obra de Lewis, a gama de possibilidades de novas histórias.
Vamos ao que interessa. Nessa história específica, somos apresentados a Richard Mayhew que é um cara normal, vivendo a sua vida de forma normal. Por um acaso do destino, acaba por salvar uma garota estranha que, estranhamente, atende pelo nome de Porta. Graças a isso, envolve-se em uma trama que vai muito além do que sua pobre e ordinária vida já lhe permitiu contemplar. Por intermédio de Porta, Richard conhece uma Londres que ele não sabia que existia, a Londres Abaixo, e ali também descobre que nenhuma aventura é apenas um “passeio”. Descobre que Porta é muito mais que apenas uma garota precisando de ajuda, descobre que pessoas estão atrás dela e que essas pessoas são bem perigosas, descobre que por trás das fronteiras do mundo racional, existe aquilo que a imaginação só pode sonhar que existe. Faz novos amigos e percebe que, de uma forma ou outra, nunca mais será o mesmo homem.
Neste quadrinho, que na verdade foi feito depois do livro ser escrito e conta com a adaptação maravilhosa de Mike Carey (roteiro) e Glenn Fabry (arte), é bem fiel (na medida do possível). Para quem leu apenas o livro, vai notar diferenças aqui e ali, e isso é mais do que normal. O ponto é que a essência da obra original está ali, e agora temos as incríveis referências visuais. Richard se encontra em uma situação onde, precisa agir de maneira certa, mesmo que não seja obrigado a isso; essa é a maior característica do personagem, o fato dele ser um “Nice Guy”. Os quadrinhos conseguiram capturar a idéia de Gaiman, transformando o quadrinho em algo bem maior do que um simples Spin Off do livro. Conheci a história pelas páginas da revista mensal da Vertigo, publicada pela Panini. Alias fica a dica: Comprem Vertigo Mensal. Sem sombra de dúvidas, é a melhor revista mensal que temos hoje. Quadrinhos adultos e de qualidade. Comprem de olhos fechados. Vou ficando por aqui. Agradeço a atenção e abaixo vai um link da Comix, para quem quer ir atrás da obra. Abraços.

http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=6007

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Morte, Sonho e o resto da gang (The Endless) ou Os Perpétuos.



A Morte é só o início!!
Ou é linda e anda com roupas pretas, bem ao estilo dos roqueiros da década de 80. Espero sinceramente que seja a segunda opção. Acho que depois dessa introdução, nem preciso dizer quem é o tema central deste post. Morte é a irmã mais velha de Sonho e apenas mais nova apenas que Destino. Ela é um dos Perpétuos (Endless). Agora, quem são os perpétuos? De certa forma, acredito que é a resposta mais importante do universo, ainda mais se levarmos em conta que eles realmente são a personificação de seus nomes: Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, desespero e Delírio. Sabemos que são tão antigos quanto o próprio conceito que lhes dão nome, e quando digo isso, não estou me referindo apenas ao planeta Terra. Partindo do princípio que outras civilizações existem pelo Universo, temos que levar em conta que, se são conscientes, sapientes para ser mais específico, estão sujeitos os irmãos (Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, desespero e Delírio). Quem são os Perpétuos é uma pergunta muito mais do que científica, eu diria que é metafísica. Freud explica! 
Mas aqui para nós, esses conceitos são densos demais para um simples post, além do fato deste pobre blogueiro não ter diploma de filosofia. Portanto, para efeitos de quadrinhos (que é o motivo do post), basta saber que são criações da brilhante mente de Neil Gaiman, o meu roteirista/escritor predileto (nos quadrinhos). No Universo DC, com certeza são as entidades mais poderosas e são bastante influentes também. Ocasionalmente fazem participações especiais, nem sempre de modo restrito, ou seja, nem sempre no “núcleo” de personagens mágicos/fantasiosos; ou ainda, fora do selo Vertigo. São incrivelmente populares entre os fãs de quadrinhos do mundo, com vários especiais publicados e uma biblioteca de histórias de causar inveja. Claro que alguns são mais queridos que outros. Sonho e sua irmã Morte definitivamente são os mais populares. Morte é a amiga confidente de Sonho e por muitas vezes, personagem importantíssimo nas tramas que já foram escritas para Sandman.
Sobre a irmã mais velha de Sonho, o que posso dizer é que: o personagem simplesmente tem vida própria. Desde a primeira vez que o personagem apareceu, a identificação foi imediata. Como não gostar da abordagem de um assunto tão delicado quanto o fim da vida? Para um roteirista, esse tipo de temática é pano de fundo para muita discussão. Gaiman preferiu transformar o assunto em um ser, uma entidade e fez esta entidade o mais simpática possível. Esta é Morte, a simpatia em pessoa! Infelizmente, não são muitas as histórias próprias, entretanto as que existem são super cultuadas e reza a lenda que Gaiman sempre é cobrado para produzir mais material sobre ela. Eu tenho 3 especiais sobre a morte que foram publicados aqui no Brasil, além de toda a obra de Sandman, inclusive todos os especiais até o momento e adoro o Universo criado por Gaiman. Sou um daqueles que queria ler mais sobre Morte. 
Sobre os Reinos e sobre os deveres dos perpétuos, acho que o nome deles nos dá uma amplitude do que fazem. Em geral, cada um sempre tem muito com o que se ocupar e os mais novos, principalmente Desejo, gostam de “brincar” com os mais velhos, além de usarem e abusarem dos mortais ocasionalmente. Não que nós, como seres humanos, nunca percamos as rédeas da vida graças a desejos ou delírios. Até nisso Gaiman foi genial. O Universo dos Perpétuos é bem rico e não é difícil encontrar histórias sobre eles. Aqui neste espaço, sempre tenho como objetivo, não apenas mostrar a meus leitores o que eu gosto, mas principalmente indicar leituras boas e que de alguma forma anexem informações, ainda que de forma fantasiosa. Parece engraçado, porém muitos autores que eu leio hoje, como Eduardo Spohr, Roberta Spindler, André Vianco, entre outros, são pessoas que gostam de quadrinhos. Então trazer dicas de bons quadrinhos é sempre uma forma de mostrar grandes histórias, para potenciais grandes autores. Vai saber. Destino com certeza sabe e eu espero que a página referente à minha vida, seja no mínimo longa e interessante! Vou ficando por aqui. Espero que tenham gostado da leitura. A todos aqueles que têm interesse por esse Universo, vou deixar os links da Comix e da Panini. Procurem tudo sobre Sandman. Obrigado pela atenção. Abraços.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vikings by Vertigo... Sangue e suor, sem lágrimas!




Não tem nada haver com o 13º Guerreiro!!
Vikings é uma série do selo Vertigo, que pertence a DC comics e é voltada para o público adulto. E com toda razão. Diferente do que vemos na maioria das séries da Vertigo, que bebem um pouco na fonte de Sandman e buscam o oculto ou a fantasia, em Vikings é uma coisa mais para o lado da aventura, espada e magia. Só que sem magia. São histórias humanizadas e com forte apelo ao real. Não estou dizendo que as histórias são baseadas em fatos reais. Apenas que a temática da série leva-nos a crer que sim. É uma série bruta, no sentido das tragédias que apresenta e da própria trama em si. Gostei muito dela e confesso que depois de ler, fiquei um tanto decepcionado com o filme 13º Guerreiro, baseado na obra de Michael Crichton (que por sinal, não se chama 13º Guerreiro e sim Eaters of the Dead...não sei o motivo da mudança tão radical de título por aqui). Nesta obra da Vertigo, vemos Vikings reais e não cheios de fama ou fanáticos pela batalha. 
Em Vikings, não vamos ver apenas um herói, se é que dá para chamar de herói um viking! Digamos que os personagens ou protagonistas não são os mesmos. No primeiro arco de histórias, conhecemos Sven. Ele é um viking que se exilou e conheceu a guerra e as batalhas quando fazia parte da famosa Verangian Guard, no império Bizantino. Depois de muito tempo fora, resolve voltar as ilhas Orkney e assumir sua herança. O que não sabia era que não seria tão fácil assim. Suas terras haviam sido tomadas e não seriam devolvidas sem muito sangue ser derramando. Foi um ótimo início na minha humilde opinião, pois logo nessa primeira história já temos uma idéia do que nos espera. Tudo simples e bem escrito, arte incrível...muito bom!
Infelizmente, não foram muitas história que chegaram a ser lançadas aqui no Brasil. Não sei se o teor da série não agradou ou sei lá, a realidade é que não são muitas coisas para se ler. Claro que quando buscamos por scans de Vikings ou melhor, de Northlanders, achamos muito material. Boa parte do que li, são scans baixados da web. Entretanto, tudo que foi lançado sobre Vikings pela Vertigo eu comprei e gostei muito. É muito recomendado para os amantes de RPG. Esse post foi rapidinho, amanhã vou continuar a serei que estou fazendo sobre Before Watchmen, dessa vez com o volume 4, Dr. Manhantan. Vou deixar um link da comix, caso queiram ler algo sobre Vikings. Obrigado pela atenção. Abraços.