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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cartas Selvagens... HQ, RPG e Universo estendido!


Como todo mundo que leu, eu gostaria de ser um Ás!!


Hoje caros amigos do blog, eu vou escrever sobre uma HQ, que também é um RPG e por acaso também são livros; Cartas Selvagens é um cenário de RPG onde podemos jogar com pessoas com super poderes. Reparem que vocês leram: “pessoas com super poderes” e não “heróis” com super poderes. Como na vida real, ninguém garante que “com grandes poderes, temos grandes responsabilidades”; ainda mais que, se fosse assim no mundo real, os americanos seriam o povo mais bacana no mundo.  No Universo de Cartas Selvagens, o mundo foi vítima de uma invasão alienígena; nada como frotas espaciais ou robôs gigantes, enfim nada de clichês! Os caras (alienígenas) simplesmente mandaram um vírus maldito, para saber qual seria o efeito se este fosse utilizado por eles. Queriam usar a gente de cobaia. Esse vírus tinha a promessa de desenvolver poderes nos infectados e como esses alienígenas queriam poderes, decidiram testar nos pobres terráqueos.


Um desses alienígenas, não concordava com essa idéia de soltar uma bomba virótica em um planeta só para ver o que acontece e tentou de todas as formas impedir a detonação. Fracassou e dessa forma o vírus Carta Selvagem foi disciminado na Terra. A maioria das pessoas que são afetadas morrem; os que não morrem, transformam-se em aberrações das mais variadas formas. Entretanto, uma pequena porcentagem contaminada desenvolve poderes incríveis. Vão desde a capacidade de voar, telecinesia, invulnerabilidade, até coisas bestas como mudar a cor dos olhos ou um super paladar. Acontece que não têm como saber quem vai dar a sorte de ser um defunto, um coringa (afetado deformado) ou um Ás (afetado com poderes). E que fique muito claro, esse vírus é contagioso. Portanto as pessoas que não sofreram mutações ou ganharam poderes e simplesmente escaparam da infecção, acabam por ter um preconceito com os afetados. Imaginem o vírus da AIDS 20 anos atrás...


Esse cenário de aventuras era o que podíamos jogar com a expansão GURPSSUPER, que como o próprio nome diz pertence ao sistema de RPG chamado GURPS. Já citei aqui outras vezes e volto a citar, GURPS sempre foi meu sistema favorito para jogar, ainda que não tenha sido meu primeiro sistema de RPG. Comecei com AD&D, que hoje voltou a ser apenas D&D. A grande parte das partidas que eu joguei, eram na área da fantasia medieval. Dragões, elfos, gnomos, e tudo o mais. Meu irmão Black Kamen Rider tinha o módulo básico de GURPS e possuía também a expansão GURPS FANTASY. Um belo dia, ele me aparece com outra expansão (GURPSSUPER) e com essa podemos construir personagens com poderes. Na época era simplesmente o máximo poder reconstruir os seus personagens prediletos dos quadrinhos, em uma mesa de RPG. E mais, podíamos reconstruir Universos dos quadrinhos inteiros, como o da Marvel e da DC. E é claro que poderíamos usar o Universo de Castas Selvagens, por sinal muito bom!


Essa expansão (GURPS SUPER) vinha com um quadrinho muito bom, que explicava o plot central do cenário. Além de nos apresentar personagens que poderiam ou não ser usados na campanha. Adivinhem quem é o criador desse cenário??? Ninguém senão o todo poderoso George R. R. Martin. Sim leitores do blog ele mesmo. O cara por trás de Crônicas de Gelo e fogo (livros que deram origem ao megaboga seriado Game of Thrones). Depois dessa nem preciso dizer o quanto Cartas Selvagens é bom certo? Sobre os quadrinhos, posso dizer que também são muito bons. Eu comprei a versão minissérie e também tenho a versão encadernada! Foram lançadas pelo selo Epic (que pertence a MARVEL) e aqui no Brasil, foi publicada pela editora Globo, em 1992 (versão minissérie) e 1993 (versão encadernada). Sobre os livros, sei apenas o que muitos da minha geração sabem: os quadrinhos são uma adaptação desses livros, que são mais de 20 (eu acho!!!) e alguns já estão sendo publicados por aqui. Achei em versão digital também, portanto como não li, não posso falar sobre. Contudo, sei que a um tempo atrás, na página oficial do Martin, estava escrito que esses livros seriam TODOS lançados por aqui. Fica a esperança que tal notícia seja verídica.


E com esse raio de luz, eu termino o post de hoje. Espero que eu tenha esclarecido ou pelo menos ajudado a muitos curiosos sobre esse incrível Universo. E fica a dica para os jovens leitores que não descobriram ainda o prazer de uma boa partida de RPG. Pense em GURPS SUPER e saiba que ler sobre o Wolverine é legal; interpretar o Wolverine no entanto, é muito melhor! GURPS pode te proporcionar isso, alias, proporcionou para mim! Muito obrigado pela atenção. Quem puder é só dar um clique e curtir a fan Page do blog no Facebook ou me seguir pelo Twitter, para saber de novos posts. Abraços.
PS: Quem quiser ler em formato digital essa HQ, clique no link abaixo.
       E no outro link, alguns livros para vender no senhor Saraiva. 


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Final Fantasy VI... jogo denso (para dizer o mínimo)!


Que assunto é tabu, em um jogo de videogame??


Aparentemente para os japoneses, poucas coisas podem ser consideradas tabus. E aqui estou eu com mais um jogo da minha franquia predileta e dessa vez, estou trazendo um jogo que é considerado por muitos especialistas em videogame, como o melhor jogo da franquia Final Fantasy. Eu, como já disse muitas vezes, tenho uma lista dos meus jogos prediletos e acho que todo gamer deve ter também (clique aqui, para ver meu top Five). Esse jogo não apareceu na minha lista pura e simplesmente pelo motivo mais óbvio possível: não pude jogar-lo na época que era para ter jogado. Quando conheci FF VI, já foi no PSP, rodando o game para o PSX. Acredito que os jogos prediletos, sejam aqueles que o jogador se conecte com a história e principalmente, tenha muitas memórias dela. Esse é o meu caso com Chrono Trigger e FF VII. São jogos pelos quais eu me apaixonei e que marcaram minha vida, de certa forma. Não significa que eu não reconheça que a história de FF VI seja muito mais elaborada que a de FF VII, afinal assuntos como gravidez na adolescência e suicídio, não são exatamente coisas comuns em games (imagina naquela época?).


Falando sobre época, esse jogo saiu originalmente para plataforma SNES e no Japão era chamado Fina Fantasy VI. No ocidente, esse jogo recebeu o nome de Final Fantasy III, por conta daquela velha história que todo gamer já sabe, mas vou dar fazer um resumo básico. O primeiro FF saiu no Japão e posteriormente para o ocidente; na plataforma NES, que veio a ser vendida nos EUA. Acontece que FF II e FF III saíram apenas para o Japão. Então quando FF IV saiu no Japão e veio a ser vendido aqui no ocidente, os malditos distribuidores dos EUA mudaram o nome para FF II (afinal até aquele momento, o segundo e o terceiro jogo da franquia nunca havia saído nas America/Europa). Como tudo que está mal pode piorar, o FF V saiu apenas no Japão. Então, quando FF VI foi lançado para Japão e EUA/Europa adivinha... se chamava FF VI (Japão) e FF III (EUA). Complicado leitor? Apenas mais um dia comum na vida dos gamers naqueles tempos. Depois de tantas caneladas (para não dizer coisa pior), quando FF VII foi lançado no Japão, no Ocidente continuou sendo FF VII. Os outros jogos, digamos, “perdidos” foram sendo lançados depois, para outras plataformas como GBA e Playstation (PSX).


Vamos ao jogo em questão. Final Fantasy VI é um jogo em formato RPG, de uma franquia que ficou famosa exatamente por esse gênero; lançado para SNES em 1994 e posteriormente para outras plataformas como GBA e o PS1. O jogo, como já disse antes, é considerado pela impressa especializada como o melhor da franquia e o melhor do gênero de todos os tempos. Não podemos deixar de mencionar que é um jogo que traz um certo grau de polêmica. Assuntos como suicídio, psicopatia, gravidez na adolescência, genocídios entre outras coisas, você verá nesse jogo. São 14 personagens jogáveis (o que até onde eu sei é um Recorde para FF) e foi o primeiro jogo da franquia que nos apresentou algo mais voltado para tecnologia. E já que eu falei de polêmica, reza a lenda que Kefka é o maior vilão de todos os tempos nos games. Meu vilão predileto é Sephiroth, não que isso signifique muita coisa; significa apenas que estou ligado sentimentalmente ao FF VII. Entretanto tenho que admitir que, depois de jogar FF VI, para efeito de conversa, Kefka realmente é muito mais sinistro.


Sobre a história, vamos ao básico e como sempre sem muitos spoilers. Mil anos antes do que vemos no jogo, Deuses denominados Magis travaram uma violenta guerra e como toda guerra tem conseqüências, essa guerra em questão acabou por transformar parte dos humanos em seres mágicos poderosos denominados Espers. Aparentemente esses Deuses de arrependeram e acabaram por se trancar em 3 estátuas. Como os Deuses estavam “trancados” nas estátuas, a única fonte de magia restante eram os Espers e esses preferiram se isolar, em um “mundo próprio”, afinal como manda a tradição, tudo que é diferente costuma ser hostilizado. A magia então é meio que extinta e a vida corre. Eis que surge o Império do General Gestahl, e seus generais Kefka, Celes e Leo com o maligno propósito de ressuscitar a magia, usando os Espers para tal propósito. Deste ponto em diante, o que posso dizer é que traições aconteceram, personagens mudarão de lado e revelações serão feitas de modo a levar o jogador para um tsunami de emoções na qual cada coisinha do jogo, vai ganhando uma importância vital para o entendimento total do enredo.


Jogo bem adulto e muito à frente do seu tempo, FF VI é uma história incrível e que influenciou muitos outros jogos que vieram depois, e falando de influências, esse jogo é considerado por Raphael Draccon (famoso escritor de fantasia aqui no Brasil – autor de Dragões do Éter e Fios de Prata: reconstruindo Sandman) como “o jogo da sua vida”. Nem preciso dizer que é mais do que uma recomendação do autor desse blog, eu diria que é uma obrigação jogar esse jogo. Agora sobre qual versão jogar, eu só posso recomendar a versão que eu joguei (por sinal, joguei antes de escrever o post), ou seja, a versão chamada Final Fantasy Anthology para PS1. Realmente, depois de jogar FF VI, quase mudei minha lista TopFive. Porém vou mexer nela. Apenas acrescentar mais um jogo. Depois de conhecerem Kefka, não será qualquer vilão que vós deixareis impressionados. Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção e recadinhos da paróquia, quem puder me seguir pelo twitter e Facebook eu agradeço, para sempre estar recebendo atualizações sobre os posts. E vou deixar o link da Saraiva para os livros do grande Raphael Draccon. Recomendo fortemente seus livros (que por sinal já li!) e espero escrever sobre eles em breve aqui no blog. Deixo também links dos vídeos de FF VI, para algumas versões. Abraços.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Final Fantasy IV: The Complete Collection!

Come to the Dark Side!!
Ou não. E aqui estou mais uma vez para escrver um pouco sobre a minha franquia favorite novamente. Dessa vez o jogo em questão está na minha top 5, que por sinal publiquei ontem; Final Fantasy IV, o segundo lugar da minha lista de 5 jogos. Agora o que tem de tão especial nesse jogo? Afinal não sou o único a dizer que FF IV está entre os preferidos da maioria dos gamers. Qual o motivo de tanta paixão? Começa pela trilha sonora, que é na minha humilde opinião, a mais bela trilha de todos os jogos da franquia. E a historia cativante, que faz jus ao termo fantasy. Foi publicado para SNES em 1991 pela Square, a atual Square-Enix, sendo um grande sucesso, como qualquer jogo dessa franquia. Curiosamente, nos EUA esse jogo recebeu o título de FF II. Acontece que, por lá o jogo Final Fantasy já havia sido lançado, só que FF II e FF III só foram lançados no Japão. Daí quando FF IV chegou para os EUA, ele se chamava FF II. Não tive a oportunidade de jogar essa versão do SNES. Se nos EUA era difícil, imagine para cá!
Ainda bem que posteriormente este jogo saiu para várias plataformas (SNES, GBA, PSX, PSP e NDS). A versão do GBA eu cheguei a jogar, mas não pude terminar o jogo. Meu contato real com esse clássico, se deu pelo meu PSP, que como já disse várias vezes, é um dos meus consoles favoritos de todos os tempos, por contada sua portabilidade. Primeiro joguei com emuladores, depois com a belíssima versão Final Fantasy IV: The Complete Collection, por sinal é dessa versão que estou falando, pois foi essa a versão que eu terminei. Alias, não é apenas um jogo que essa versão possui, são 3 jogos no total: FF IV After Years (se passa depois do que vimos em FF IV) e FF Interlude (a aventura se passa entre esses dois jogos). Não podemos esquecer da música e dos gráficos melhorados. Realmente é um presente para fã. Nada mais justo para um jogo que é considerado pela mídia especializada, o primeiro RPG eletrônico a trazer uma trama mais complexa, com uma dramaticidade nunca vista até o momento em videogames; foi nesse jogo também que o Active Battle System foi inaugurado na franquia.
Vamos a história, sem spoilers. O mundo em questão é o Blue Planet, que para efeito de conversa vamos deixar assim mesmo. Temos basicamente a galera da superfície (humanos) e a galera do submundo (Dwarves). Existe também uma lua artificial onde vivem os Lunarians; eles criaram essa lua e por lá ficaram, “descansando” até o momento que acharem conveniente coexistir com os humanos. No jogo identificamos lumarians pela marca de lua na testa. Temos um total de 12 personagens que podem ser controlados, entretanto apenas 5 podem ser usados por equipe, que por sinal muda no decorrer do jogo. Nosso principal personagem é Cecil Harvey, um Cavaleiro Negro e é também capitão das Red Wings (uma espécie de Zeppelin bélico, muito maneiro), as Red Wings são a força de elite do reino de Baron. Um grande herói não é ninguém sem um grande par romântico e aqui eu falo sobre Rosa Farrell, por quem Cecil se apaixona perdidamente. Isso pode parecer forçado, mas o papel de Rosa está em dramatizar e operar a mudança de Cecil (não vou dizer qual mudança... joguem o jogo!).
Tsunami!
Tudo começa quando as Red Wings atacam a cidade de Mysidia, para roubar o Cristal da Água. E ali também começa o drama de Cecil que não vê a utilidade de tanta destruição e questiona suas ordens. Acaba por ser destituído de seu posto de capitão das Red Wings. Como punição, recebe a missão de levar um pacote para o vilarejo de Mist. Coisas terríveis saem do tal pacote e o vilarejo inteiro é destruído. A única sobrevivente, Rydia, invoca um poderoso terremoto que separa Kain (que havia ido com Cecil para lá) e Cecil. Este por sua vez resgata Rydia e acaba por se envolver na sua jornada de vingança, quando a defende de soldados enviados para prender-la. E assim começa a jornada de Cecil que, não é apenas por amor ou por justiça, para ele é uma forma de redenção. E muita coisa vai acontecer daí por diante, Rosa que havia seguido Cecil, encontra-se doente e uma das missões é justamente salvar-la, novos personagens são apresentados, algumas reviravoltas (bota algumas nisso...), enfim é uma baita jornada do herói, como diria EduardoSporh (leia A Batalha do Apocalipse). Com final digno dos grandes filmes de aventura fantástica, que já não se vê mais!
Como eu já disse antes, o jogo desse post é o Complete Collection, então não posso deixar de falar um pouco sobre After Years e Interlude. Em Interlude, Cecil é o principal personagem e a trama começa com um sonho que Cecil teve, sobre uma das câmaras de cristal e uma voz dizendo que “sei lá o que finalmente tem nova forma”. E então a história se desenvolve em cima do mistério por trás da “voz”. Já em After Years, o máximo que posso dizer é que se passa depois dos acontecimentos de FF IV e que o personagem principal é Ceodore, que tem um grau de parentesco com Cecil, só não vou dizer qual. Trata-se de uma nova aventura, com participações de alguns personagens do jogo original. Não têm como eu dizer mais que isso sem dar spoilers sobre FF IV.
Resumo da Ópera, é um baita jogo; entra para a lista daqueles jogos que todo gamer tem que jogar. Questão básica agora... vamos dizer que, você vai jogar FF IV e não sabe em qual plataforma dar preferência. Meu conselho é que jogue a versão do PSP, que de longe é a melhor e mais completa. Caso pense em emuladores, jogue a do PSX ou do GBA. Não gostei muito da versão do NDS, que é idealizada em 3D, apesar de ter seu valor. Por fim, divirtam-se com um jogo que tem um enredo muito bom e foi feito para agradar aqueles que, como eu, amam o gênero fantasy. Vou ficando por aqui. Não se esqueçam de clicar nos links do twitter e Facebook, obrigado pela atenção. Abraços.

Gameplay abaixo, só para dar um gosto:





quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Final Fantasy Tactics... o vício em forma de jogo!



Ganha a Guerra quem tiver a melhor tática!!
Pura verdade. Seja esta guerra real ou no videogame. E mais uma vez volto a escrever sobre a minha franquia predileta dos games: Final Fantasy. Entre as coisas que mais amo nessa franquia, é que literalmente, existe gosto para tudo. Quer dizer, se você procura um game com os gráficos lindos e de tirar o fôlego, você tem FF XIII. Caso seu interesse é um game com uma história que te prenda do início ao fim, você tem FF VII. Quer romance e uma história simples, porém marcante, jogue FF VIII e se você quer a típica história medieval, com cavaleiros, dragões, reviravoltas, romance, o melhor da lista é FF IV (acredito que é o jogo com a trilha sonora mais marcante, pelo menos para mim!). Para todos os gostos e todos jogos muito bons. O que estava faltando era um jogo diferenciado, um jogo estratégico (palavra que deriva de estratégia, do grego Stratègós – vem da junção de “Stratos”<exército> e “Ago”<liderança>, do latim estrategie, etc). E assim nasce FF Tactics.
Originalmente produzido para o PS1, este jogo foi e é até hoje um grande sucesso. Lançado em 1997, o jogo tinha intenção de ser algo semelhante ao que já existia em Tactics Ogre (um belo jogão também). E foi um sucesso. Final Fantasy Tactics fez mais sucesso que Tactics Ogre e é considerado até hoje um dos melhores (senão o melhor...) jogo estratégico já feito para videogame. Eu concordo em gênero, número e grau, ainda mais quando o Jogo é altamente viciante. Sério, quem já jogou este jogo sabe do que estou falando. Na época do PS1, quem tinha esse jogo simplesmente não conseguia para de jogar. O sistema de classes e como nós conseguíamos evoluir o personagem era muito dez. Até hoje, quem joga se diverte muito. 
Sobre a história, vou dar uma sinopse sem spoilers (marca registrada desse blog): Tudo gira em torno da Lion War, que por sinal é uma sucessão da War of Roses. O Rei Omdoria morre e não deixa um herdeiro coroado, coisa muito clássica em histórias medievais e sempre dá problemas. Temos portanto duas pessoas que poderiam assumir o trono. De um lado temos o Príncipe Larg e do outro temos o Príncipe Goltana e obviamente se tornam rivais, pois cada um deles tem um favorito para o trono. Larg quer Ovelia, filha adotiva do Rei. Goltana quer Orinas, o caçula do Rei. Cada um procura apoio da maneira que pode. Larg tem o apoio dos cavaleiros, além da família Real e Goltana de alguns Nobres e membros do Senado. 
Neste ponto o jogo começa e finalmente conhecemos Ramza Beoulve, o herói do jogo. Ele e seu amigo Delita não sabem, mas em breve terão de fazer escolhas que os levaram por caminhos sem volta. Esse jogo tem uma história que é muito épica. Não tem como você não se envolver durante o desenrolar do enredo, que por sinal tem muitas reviravoltas e muitas surpresas (que nem sempre são boas, acreditem!). O diferencial desse jogo é que muitos personagens são carismáticos e é impossível não ter simpatia por eles. Galfarion e Algus por exemplo, entre outros que vira e mexe aparecem pela trama. Muitos segredos, como por exemplo o papel das pedras do Zodíaco na Guerra, são alguns pontos que fazem valer a pena ler cada diálogo e prestar atenção em cada cena.
Compreendem o que quero dizer com vício? Mestre em tudo...hehehe
Realmente esse jogo é demais. Sobre a jogabilidade, vou dar destaque aos sistemas de Jobs que os personagens podem evoluir. São muitos e de acordo com a evolução de seu personagem, você pode “mudar” de profissão. Quer dizer, você pode escolher ser um Monk ou um Knight ou um Sorcerer, enfim esse sistema é muito maneiro, pois dá uma liberdade de personalização do personagem que torna o jogo um vício. As horas que a gente perde, entrando em batalhas aleatórias apenas para evoluir aquele personagem, para mudar sua profissão. Fora o fato das vantagens e desvantagens de se ter uma equipe com Jobs diferenciados. Bons tempos. Vou ficando por aqui galera. Essa recomendação de jogo é classe obrigatória. Qualquer gamer que se preze não pode deixar de jogar FF T. Meu vício nesse jogo é tão grande, que eu tenho as duas versões. A versão original, para PS1 que foi a primeira que zerei e tenho a versão do PSP, que zerei também. A do PSP é melhor, só para constar. Obrigado pela atenção. Abraços.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Alundra... Simples e Bacana!



Clássicos do RPG eletrônico, quem não gosta??
Hoje vou falar sobre Alundra, um dos primeiros RPGs lançados para a plataforma PS1 e por sinal, um dos mais interessantes. Sou viciado em RPG eletrônico, assim como já fui muito viciado em RPG de mesa. Meu fascínio por esse tipo de jogo está na forma que ele se apresenta ao jogador. As investigações, as mudanças de levels, os sistemas de batalhas, as lutas inesperadas, além das clássicas reviravoltas do enredo. Tudo isso sempre me fascinou demais. Quando a gente joga RPG de mesa, dependemos de outras pessoas e isso acaba por exigir pré-requisitos básicos antes de se começar uma partida. Horários precisam ser acertados, assim como a disponibilidade de quem vai jogar. 
Quando jogamos RPGs eletrônicos, não precisamos de ninguém, pois o jogo é preparado para funcionar single player. Outra coisa que chama bastante a atenção, são as histórias. De certa forma é como ler um livro, só que um livro onde podemos interagir. No caso de Alundra, não foi diferente. Apesar de ser um jogo em formato 2D, que até certo ponto lembra os consoles da era 16 bits, não deixa nada a desejar. Qualquer pessoa que viveu a era 16 bits entende que nem só de gráficos vive um jogo, afinal um dos maiores jogos de todos os tempos era 16 bits (o saudoso Chrono Trigger).
Sobre a história, um pequeno resumo sem spoilers. Alundra, é um personagem curioso. E agora o mais curioso, ele não fala. Semelhança ou homenagem a Chrono Trigger que também tinha um personagem principal que não fala? Enfim, Alundra faz parte das raça dos Elna e tem um habilidade: entrar no sonho das pessoas. Longo no início, ao chegar na cidade de Inoa e ter descoberto que pode entrar no sonho das pessoas, descobre que é um “Releaser”. E já recebe um missão: Deve salvar o mundo de um ser chamado Melzas. Este ser é como se fosse o Morpheus de Gaiman, ele controla os sonhos das pessoas e se quiser pode transformar em pesadelos ou coisa pior. Algumas pessoas quando nesse estado de perpétuo pesadelo (perdão pela referência aos perpétuos!), não acordam e pode correr risco de vida. Nesse ponte enra Alundra que, com sua espetacular habilidade de entrar nos sonhos, entra no sonho  e resolve a parada. Cada sonho onde Alundra entra, acaba por ser uma fase. Cool right?
Basicamente, temos um personagem que deve salvar o sonhar, ops...quero dizer, o mundo de Melzas... and save the Day! Dizem que é uma característica marcante o fato deste jogo ser bem light, ou seja, não possui um tema ou mesmo um enredo muito pesado. É uma história divertida, que distrai e por que não dizer, ensina. Uma das melhores formas de se treinar o inglês, é jogando RPG nos videogames. Sou de uma geração que aprendeu inglês jogando, afinal até hoje é muito difícil encontrar RPGs que tenham pelo menos as legendas em português. Minha geração teve que se virar para aprender e acho que é um método bem válido, pois é usado no Japão até hoje. Atualmente, como jogos dublados em japonês, é quase um requisito básico as legendas em english.
 Outros personagens que vale a pena mencionar são:
- Jess: o criador de armas.
- Meia: da mesma raça que Alundra, portanto com a mesma habilidade. Meia quer ter o título de “Releaser” e apesar de no início não ser um personagem legal, aprende a gostar de Alundra.
- Melzas: este é o grande vilão do jogo. E não, ele não parece nada com Morpheus!
- Septimus: este personagem é o cara das respostas. Ele explicará o que tem que ser explicado, e esclarecer o que tem que ser esclarecido. Mas não que nem o maldito Mestre dos Magos, que sempre sabia tudo, mas nunca dizia nada.
Sobre a jogabilidade, é algo que lembra um pouco Zelda. Não é um dos jogos mais fáceis de se terminar. Apesar de ter uma história redonda e simples, sem muitas surpresas, o jogo não é tão simples. Tal como Zelda, os desafios e macetes para se passar de fase por vezes chegam a deixar o jogador meio que frustrado, entretanto nada que afete o jogo de forma negativa, visto que todo bom jogador de RPG eletrônico, não foge de um bom desafio. Por fim, sobre a trilha sonora, é boa e só. Nada espetacular como as trilhas de Final Fantasy ou outros RPGs da Square. Agora nem por isso dá para dizer que são ruins. Eu gostei e achei que encaixaram bem com as cenas. Só que, como sou um fanático por RPGs, sempre espero demais das trilhas sonoras. Resumo da ópera, recomendo! Para que é iniciante ou para quem é veterano, esse jogo é 10. Vou ficando por aqui. Agradeço a atenção. Abraços.

Um pequeno gameplay do jogo, que muitos chamam de "Zelda do Playstation".

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Final Fantasy XII...quando tudo mudou!

 Quando as coisas começaram a mudar em Final Fantasy??

Eu já escrevi um post sobre Final Fantasy X, que para muitos foi um dos melhores senão o melhor. Eu, como já disse antes, continuo firme e forte com o FFVII e o FFVIII. Sei que os gráficos de FFX são melhores e tal, porém gostei mais da história e não podemos nos esquecer do fator nostalgia. De qualquer forma, um Final Fantasy sempre é um jogo de respeito e sou um dos que pode se gabar de ter jogado praticamente todos os jogos da série (com exceção das versões para Nintendo DS, essas não joguei ainda... mas por outro lado, as versões para GBA, tenho no PSP e no Smartphone). Com FFXII não foi diferente. É um jogo com gráficos lindos, tão bonitos que nem parece que foram desenvolvidos para PS2. A inovação sempre foi a marca registrada da franquia e neste jogo não podia diferente.


Criado em 2006, esse jogo veio para ser o início de um novo tempo na franquia. Para começo de conversa, o sistema de batalha por turnos deixou de ser usado. Foi umas das coisas que mais me chocaram na época, quer dizer: “Como assim?” Para quem passou anos e anos com o mesmo sistema, que era a marca registrada de todo RPG, ou pelo menos, todo jogo que tinha a proposta de ser um RPG, a mudança causou um certo espanto. Entretanto o sistema não é tão ruim assim, apesar de minha preferência ser pelo bom e velho sistema de turnos. Aqui em FFXII, temos o controle do personagem em 3ª pessoa, onde podemos inclusive ter uma visão de 360° do ambiente. Os combates por outro lado, são um caso a parte. Agora as batalhas são em tempo real, com a utilizações de linhas azuis (que demonstram nossa intenção) e linhas vermelhas (que demonstram a intenção de ataque dos inimigos). Parece meio complicado, mas garanto que não é. Na verdade, é bem fácil de se acostumar no decorrer o jogo.


Sobre a história, com o sempre sem dar spoilers, é bem bacana também. Não é aquela coisa épica que vimos em FFVII, nem o clima de ação de FFX. Aqui temos uma história redonda e bem contada com personagens cativantes, além de uma dublagem excelente. Nosso personagem principal, chama-se Vaan, que é um garoto de 17 anos (idade predileta de personagens de jogos eletrônicos japoneses...), que perdeu os pais com 12 anos e seu único irmão, foi assassinado em uma guerra. Ele então se vê em situações perigosas e é obrigado a tomar partido de conflitos que ocorrem nesse mundo fictício de Ivalice. Na verdade, podemos dizer que vai haver reviravoltas, o que também é marca registrada da franquia. No caso dessa história em particular, os fatores políticos envolvidos tornam o jogo imprevisível de certa forma. 


Por fim amigos, é um bom jogo apesar dos pesares. Entre os pontos fortes, com certeza tenho que dar ênfase aos gráficos que são incríveis e com certeza, utilizaram toda a potência gráfica do PS2 ou então chegaram muuuuuuuuito perto disso. O áudio também é um espetáculo, boas músicas sempre são parte do show de um Final Fantasy, destaque para “Kiss me goodbye”. Sobre a receptividade de FFXII, podemos dizer que foi boa. Não tão boa quanto FFX por exemplo, contudo com bons números. FFXII está no quarto lugar, entre os jogos mais vendidos da franquia e segundo a Sony, o décimo jogo mais vendido para o console. Foi muito bem nas críticas também. A toda poderosa Famitsu, concedeu nota máxima para o jogo. Segundo dados oficiais, FFXII foi o sexto jogo a receber nota máxima e o primeiro jogo do PS2 a ter a famigerada 40/40. Como eu disse é um jogo espetacular, para dizer o mínimo. Recomendo de olhos fechados. Que tiver a oportunidade de ter um PS2, não pode deixar de jogar. Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção. Aproveitem os vídeos abaixo, para dar um gostinho do que é o jogo. Abraços.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Mago, a Ascensão. RPG que mostra o quanto o tecido da realidade é fino!


Quem nunca sonhou com magia??

Desde muito tempo, o ser humano se encanta com o universo mágico. Pelo lado prático da coisa, parece ser bem simples resolver todos os problemas com um estalo de dedos (ou com uma volta de varinha...), sem mais consequências e talvez com uma pitada de aventura. Sim, isso parece bem interessante. Grandes livros foram escritos, com a temática magia e personagens tornaram-se famosos e mundialmente conhecidos, graças a esse fascínio que o oculto provoca. Acontece que, algumas obras se aprofundaram tanto nesse tema, ao ponto de humanizar a coisa toda. Afinal, nada pode se tão simples, nada pode ser tão fácil quanto um estalo de dedo. Tudo tem um preço e se tem algo que John Constantine nos ensinou, foi que o preço sempre é alto demais e raramente vale a pena. Para que se tornar um mago, afinal? Agora, e quando você nasce um mago? E quando você não tem escolha?


Diferente dos outros RPGs storytelling (como Vampiro, a Máscara e Lobisomem, o Apocalipse), em Mago o nível de envolvimento é muito mais pessoal e de certa forma, mais adulto. Jogar esse sistema vai exigir muito do mestre e dos jogadores. Não pela dificuldade do jogo em si, mas pela complexidade da interpretação. Realmente, é a temática mais adulta sem dúvida. E acredito que seja a que oferece mais possibilidades; que, dependendo da imaginação do mestre, simplesmente não tem um limite palpável. A história em si, pode se passar pelo presente/passado/futuro, outros universos, outras dimensões e até outros mundos. Neste sistema específico, literalmente tudo pode acontecer. Sobreviver não é apenas questão de poder e sim questão de ser inteligente ou ter muita sorte, que no fim das contas, também é algo que pode ser manipulada. Confuso leitor? Se está, então acho que vocês estão começando a entrar no clima de Mago, a Ascenção.

Assim como em Vampiro e Lobisomem, nem todos os Magos são iguais. Eles são divididos em tradições, um total de 10 tradições, que são:

a) Irmandade de Akasha: são os ninjas por assim dizer. Usam a mente e o corpo como forma de iluminação e poder. Reza a lenda que muitos ninjas, ou talvez a lenda do ninja, começou com magos dessa tradição. Nunca saberemos.

b) Coro Celestial: são os mais ligados a religiosidade. Não a uma religião específica, mas ao culto ao divino.

c) Culto do Êxtase: são os hippies da magia, acreditam no “eu transcendental” ou algo do gênero que só eles entendem mesmo. Para mim a mais confusa das tradições.

d) Oradores dos Sonhos: são os xamãs, os ligados a natureza. São donos de muita sabedoria, apesar de pecarem pelo conhecimento. E não vamos esquecer da mania absurda de falar por enigmas.

e) Eutanatos: esses são perigosos. Em cada grupo de jogadores, recomendo que tenha pelo menos um dessa tradição. Apesar de serem imprevisíveis, são leais e não tem medo da morte. Imaginem um personagem que se joga na frente de uma metralhadora? Porém não ache que é fácil matar um mago dessa tradição pois eles costumam ter muuuuuuuuuuuuuuuuuita sorte e a sorte deles, geralmente é o azar de alguém. Uma das minhas tradições prediletas.

f) Ordem de Hermes: são os magos que mais se aproximam do que temos em mente quando pensamos em magia. Instrumentos encantados, pentagramas e essas coisas. São inteligentes, poderosos e muito valorosos em batalha. Os magos herméticos buscam a perfeição suprema. Isso também é a maior desvantagem deles.

g) Filhos do Éter: são os nerds da magia. E não, não é a minha tradição predileta. Aqui temos pessoas que vivem em um mundinho próprio e que não fazem questão de interagir com mais ninguém. Geralmente não se envolvem em nada que não seja obrigatório. Grandes cientistas da magia, os magos dessa tradição são grandes consultores e seus conselhos valem ouro.

h) Verbena: se podemos dizer que os Oradores dos Sonhos são os xamãs, aqui acho que podemos chamar de druidas. Suas magias envolvem sacrifício e quando eu digo sacrifício, quero dizer derramamento de sangue, seja humano ou animal. Para valores de interpretação, um mago dessa ordem é aquele que “engana pelas aparências”.

i) Adeptos da Virtualidade: essa é minha tradição predileta. São os malucos entre os magos. Os que sempre dão um “jeitinho” de conseguir o que querem. Na minha opinião, são os mais interessantes de se jogar, pois são humanos demais para se perderem e tem poder para se corromperem.

j) Vazios: esses o nome é autoexplicativo. Mas se engana quem pensa que é fácil interpretar um personagem assim. O grau de complexidade que os personagens dessa tradição podem exigir, leva o jogador para um lado tão longe da humanidade real, que fica difícil manter o foco depois. Ou seja, daria tanto trabalho compor o personagem que perderia a graça, ter que jogar com ele.

Enfim amigos, se vocês pretendem jogar uma aventura séria e com altas doses de estresse, esse é o jogo. Estou jogando uma partida de mago pelo Skype a pelo menos 3 meses e cada vez que volto ao personagem, me surpreendo com algo novo. É realmente muito bom, no sentido de criação, só que às vezes torna-se meio trabalhoso manter a trama ou não perder o foco. Recomendo para os jogadores mais experientes. Vou ficando por aqui. Caso queiram entrar nesse mundo de magia, por conta e risco, vou deixar o site da livraria DEVIR que é a revendedora autorizada de MAGO. Muito obrigado pela atenção. Abraços.