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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dune... em quadrinhos!


Who control the spice control the Universe. Again!!


Muito bem amigos do blog, aqui estou eu novamente para falar da obra incrível de Frank Herbert, só que em outro tipo de mídia. E a mídia em questão são os quadrinhos, que para quem não sabe, é uma das minhas mídias prediletas. Esta raridade produzida pela Marvel apresentou o Duneverse para muitas pessoas e entre outras coisas, carimbou o nome de Bill Sienkiewicz (sei escrever, mas NUNCA aprendi como se pronuncia...), como um dos maiores artistas dos quadrinhos de todos os tempos. E olha que sou muito fã do cara. Conheci o trabalho desse grande artista na maravilhosa década de 80, quando os grandes clássicos estavam no auge. Tive o privilégio de ler ELEKTRA assassina neste período e ali descobrir uma forma diferente de interpretar os quadrinhos. O realismo que Sienkiewicz coloca em seus trabalhos é algo espetacular. Entretanto, aqui nesta obra específica, notamos que sua marca registrada ainda estava em desenvolvimento. Porém, quando vocês lerem essa obra (e eu espero que leiam), notem a forma que os vermes são representados. Só digo uma palavra: gênio!


Sobre a história, é a mesma do filme de David Lynch. A adaptação foi escrita por Ralph Macchio, com arte de Bill Sienkiewicz e publicada em 1984. Foi um grande sucesso na época, com ótimas críticas e agradando tanto os fãs do filme como fãs do livro.  Sem dar muitos spoilers é mais ou menos isso:
Temos um império de moldes feudais e em plena expansão, só que este império depende desesperadamente de uma substância chamada melange, conhecida como “A Especiaria”. Até aí tudo bem, se não fosse o pequeno detalhe desta especiaria só ser encontrada em um único lugar conhecido, o planeta Arrakis, que por sua vez é um planeta desértico popularmente conhecido como Duna. Como toda sociedade de moldes feudais, existe muita intriga entre as “casas” dominantes. A Casa Atreides é uma dessas e é bem popular entre as outras casas. Naturalmente, tanta popularidade não é impune aos olhos de algumas outras Casas (arrogantes, inescrupulosas, invejosas, enfim...). O Imperador, o chefão escolhido pelas outras casas, com medinho do crescimento bélico e popularidade da casa Atreides, arquiteta um plano.


O plano é usar a grande inimizade que existe entre a Casa Ateides e a Casa Harkonnen e ver o circo pegar fogo. Imagine que o Imperador, que é da Casa Corrino, quer continuar sendo o mais poderoso em todos os sentidos e essas duas Casas “se pegando na porrada”, só ele ganha. Então ele retira o planeta Arrakis da administração dos Harkonnen e entrega nas mãos dos Atreides. Secretamente, meio que empresta seu exército para os Harkonnen, com a clara intenção de que estes voltem a Arrakis e quebrem o pau com os atuais administradores (Atreides), e de forma definitiva (mata tuto, como diriam os Irmãos Piologo). Daí por diante o que vamos ver é uma história de sobrevivência, de vingança, com muitas reviravoltas, assassinatos, cenas de ação e muitas divagações políticas. Como eu já mencionei no meu outro post sobre Dune, a história é muito alegórica e por muitos momentos, você para e pensa: - Isso é tipicamente humano. Não é por acaso. Basta imaginar que a especiaria é o petróleo e muito do que você vai ler no livro, nos quadrinhos e assistir no filme, vai ter um sentido beeeeem mais real. Humanos sendo humanos!


E aqui vou terminando mais um post. Não sei dizer onde vocês podem achar essa obra para ler em mídia física, provavelmente pelos ebays, mercados livres, Amazons da vida. Vale a pena comprar. Contudo para os que não querem ou não podem comprar, é relativamente fácil achar em formato CBR/CBZ em muitos sites. Uma busca rápida já resolve. Muito obrigado pela atenção, quem puder clicar nos links a esquerda para me seguir na Fan Page do Facebook ou pelo Twitter eu agradeço. Sempre aviso por essas mídias sociais quando estou com novas publicações. Abraços.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cartas Selvagens... HQ, RPG e Universo estendido!


Como todo mundo que leu, eu gostaria de ser um Ás!!


Hoje caros amigos do blog, eu vou escrever sobre uma HQ, que também é um RPG e por acaso também são livros; Cartas Selvagens é um cenário de RPG onde podemos jogar com pessoas com super poderes. Reparem que vocês leram: “pessoas com super poderes” e não “heróis” com super poderes. Como na vida real, ninguém garante que “com grandes poderes, temos grandes responsabilidades”; ainda mais que, se fosse assim no mundo real, os americanos seriam o povo mais bacana no mundo.  No Universo de Cartas Selvagens, o mundo foi vítima de uma invasão alienígena; nada como frotas espaciais ou robôs gigantes, enfim nada de clichês! Os caras (alienígenas) simplesmente mandaram um vírus maldito, para saber qual seria o efeito se este fosse utilizado por eles. Queriam usar a gente de cobaia. Esse vírus tinha a promessa de desenvolver poderes nos infectados e como esses alienígenas queriam poderes, decidiram testar nos pobres terráqueos.


Um desses alienígenas, não concordava com essa idéia de soltar uma bomba virótica em um planeta só para ver o que acontece e tentou de todas as formas impedir a detonação. Fracassou e dessa forma o vírus Carta Selvagem foi disciminado na Terra. A maioria das pessoas que são afetadas morrem; os que não morrem, transformam-se em aberrações das mais variadas formas. Entretanto, uma pequena porcentagem contaminada desenvolve poderes incríveis. Vão desde a capacidade de voar, telecinesia, invulnerabilidade, até coisas bestas como mudar a cor dos olhos ou um super paladar. Acontece que não têm como saber quem vai dar a sorte de ser um defunto, um coringa (afetado deformado) ou um Ás (afetado com poderes). E que fique muito claro, esse vírus é contagioso. Portanto as pessoas que não sofreram mutações ou ganharam poderes e simplesmente escaparam da infecção, acabam por ter um preconceito com os afetados. Imaginem o vírus da AIDS 20 anos atrás...


Esse cenário de aventuras era o que podíamos jogar com a expansão GURPSSUPER, que como o próprio nome diz pertence ao sistema de RPG chamado GURPS. Já citei aqui outras vezes e volto a citar, GURPS sempre foi meu sistema favorito para jogar, ainda que não tenha sido meu primeiro sistema de RPG. Comecei com AD&D, que hoje voltou a ser apenas D&D. A grande parte das partidas que eu joguei, eram na área da fantasia medieval. Dragões, elfos, gnomos, e tudo o mais. Meu irmão Black Kamen Rider tinha o módulo básico de GURPS e possuía também a expansão GURPS FANTASY. Um belo dia, ele me aparece com outra expansão (GURPSSUPER) e com essa podemos construir personagens com poderes. Na época era simplesmente o máximo poder reconstruir os seus personagens prediletos dos quadrinhos, em uma mesa de RPG. E mais, podíamos reconstruir Universos dos quadrinhos inteiros, como o da Marvel e da DC. E é claro que poderíamos usar o Universo de Castas Selvagens, por sinal muito bom!


Essa expansão (GURPS SUPER) vinha com um quadrinho muito bom, que explicava o plot central do cenário. Além de nos apresentar personagens que poderiam ou não ser usados na campanha. Adivinhem quem é o criador desse cenário??? Ninguém senão o todo poderoso George R. R. Martin. Sim leitores do blog ele mesmo. O cara por trás de Crônicas de Gelo e fogo (livros que deram origem ao megaboga seriado Game of Thrones). Depois dessa nem preciso dizer o quanto Cartas Selvagens é bom certo? Sobre os quadrinhos, posso dizer que também são muito bons. Eu comprei a versão minissérie e também tenho a versão encadernada! Foram lançadas pelo selo Epic (que pertence a MARVEL) e aqui no Brasil, foi publicada pela editora Globo, em 1992 (versão minissérie) e 1993 (versão encadernada). Sobre os livros, sei apenas o que muitos da minha geração sabem: os quadrinhos são uma adaptação desses livros, que são mais de 20 (eu acho!!!) e alguns já estão sendo publicados por aqui. Achei em versão digital também, portanto como não li, não posso falar sobre. Contudo, sei que a um tempo atrás, na página oficial do Martin, estava escrito que esses livros seriam TODOS lançados por aqui. Fica a esperança que tal notícia seja verídica.


E com esse raio de luz, eu termino o post de hoje. Espero que eu tenha esclarecido ou pelo menos ajudado a muitos curiosos sobre esse incrível Universo. E fica a dica para os jovens leitores que não descobriram ainda o prazer de uma boa partida de RPG. Pense em GURPS SUPER e saiba que ler sobre o Wolverine é legal; interpretar o Wolverine no entanto, é muito melhor! GURPS pode te proporcionar isso, alias, proporcionou para mim! Muito obrigado pela atenção. Quem puder é só dar um clique e curtir a fan Page do blog no Facebook ou me seguir pelo Twitter, para saber de novos posts. Abraços.
PS: Quem quiser ler em formato digital essa HQ, clique no link abaixo.
       E no outro link, alguns livros para vender no senhor Saraiva. 


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Corações Negros... encontro não amoroso entre não amigos!


Quem é doido para arranjar briga com Wolverine, Justiceiro e Motoqueiro Fantasma??



Eu definitivamente não sou! E aqui estou eu novamente, escrevendo sobre mais um dos grandes clássicos encontros entre heróis da Marvel. Se bem que no caso em questão, essas pessoas (será que dá para chamar o Ghost Rider de pessoa?) não são exatamente heróis de contos de fadas. Muito pelo contrário. O justiceiro têm como principal razão da sua vida matar criminosos e olha que a maneira que ele decide matar, nem sempre é das mais “caridosas”. O Motoqueiro Fantasma é puro poder e sente quando sangue inocente é derramado; não é por nada que é chamado de “espírito da vingança”. O último dessa lista é simplesmente o melhor no que faz, só que o que ele faz não é nada bonito de ver! O canadense mais “casca grossa” do Universo adora rasgar coisas (vivas ou não!). Agora imaginem uma história onde podemos colocar esses caras juntos? Claro que não será uma história de amor e perdão.


Por outro lado, como estes 3 são a nata da nata da porradaria, um vilão que pelo menos agüente uns rounds, precisaria ter um nível de poder de respeito. Este vilão é apenas o filho de Mefisto! É uma briga boa, esses 3 contra o filho do pata rachada. O plot dessa história é justamente explorar o fato que esses 3 não são exatamente os caras mais bonzinhos do mundo. Eles fazem o que têm que ser feito, sem piedade. Agora, até onde uma turma dessas pode ir, sem cruzar a fronteira do “bem”? Não sabemos e nem iremos saber. Entretanto sabemos que esses “heróis” não se vendem, não desistem, não machucam inocentes e não gostam de serem manipulados.


Com a arte vibrante de John Romita Jr. e argumento de Howard Mackie, essa história pode ser lida sem nenhum contexto cronológico do Universo Marvel. Sem dar spoilers, começo dizendo que a trama se passa em uma cidade chamada “Coroa de Cristo”. Nossos amigos são atraídos para essa cidade, cada um por conta de um motivo relevante, e ao chegarem lá, não notam nada demais. Logo a trama se complica, quando o motivo desta “convocação”, revela-se obscuro e de natureza maldosa. Nossos amigos são obrigados a lidar com a situação da única forma que sabem.


História ótima e simples, boa arte, é o que vocês podem esperar desse clássico encontro. Vale pela curiosidade, afinal não é algo que se enquadre no conceito de encontro épico. O que mais gostei, foi a idéia em si! Esses “heróis” podem fazer o bem, ou pelo menos trabalhar pelo bem, ainda que por outros caminhos; melhor dizendo, é o clássico: “Os fins justificam os meios?”
Essa discussão é boa e nos quadrinhos, fica ainda melhor. Vou ficando por aqui, este post foi rapidinho mesmo. Para saber quando saem novos post, curta a página do Facebook e/ou me siga no Twitter (de preferência os dois, é de graça!). Obrigado pela atenção. Abraços.

19/01/2014
Pequeno update:
Quando eu escrevi o post acima, não havia lido ainda a pretensa segunda parte desta história! Meu plano era ler e posteriormente colocar no blog. Não vai acontecer. O motivo não poderia ser pior: a história é terrível. Não terrível qualquer, terrível no nível "Justiceiro com poderes angelicais". É muuuuuuuuuuito ruim. Tão ruim que eu até imaginei que pudesse ser uma fã-fic, sei lá! Não tenho o menor pudor em dar spoilers. A Lucy, garotinha que adoramos na primeira obra, ganha poderes "não sei o que lá do bem". É sequestrada de novo pelo Coração Negro e lá para o fim da obra, perdoa seu sequestrador e o bicho chora!!!!!!! O CORAÇÃO NEGRO, FILHO DE MEFISTO, O PATA-RACHADA DA MARVEL, CHORA!
Depois disso, acho que o leitor deveria chorar.
Portanto amigos do blog, não comprem essa revista, não leiam essa história, nem façam download, pois sinceramente não vale a pena. Obrigado pela atenção novamente. Abraços.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Dreadstar... mágica de Jim Starlin!


Sagas Cósmicas são as minhas prediletas!!


E quando se fala em sagas cósmicas e tudo que podemos tirar delas, qualquer bom leitor de quadrinhos vai, imediatamente, lembrar de Jim Starlin. Afinal, as grande sagas cósmicas que já aconteceram pela MARVEL têm o dedo dele. Quem mais poderia matar um personagem tão querido e de uma forma tão espetacular? Para quem não sabe, “A morte do Capitão Marvel” é um dos maiores clássicos dos quadrinhos de todos os tempos. Uma história inovadora e que por muito tempo, figurou como uma das minhas prediletas. E claro que não posso deixar de mencionar as Sagas do Infinito. Qualquer leitor das antigas já se imaginou usando a “Manopla do Infinito”. Graças a esse grande gênio dos quadrinhos, personagens como Adam Warlock, Thanos, Capitão Marvel, a Morte, entre outros que ainda hoje são sucesso pela MARVEL, foram utilizados de uma forma única, como só o mestre poderia fazer. Confesso que personagens como o Surfista Prateado não estão (e nunca estiveram) entre os meus prediletos. Mas na mão de Jim Starlin, simplesmente qualquer personagem é único. Agora saindo um pouco do comum, vou voltar ao assunto dos post que é outro personagem criado por Starlin: Dreadstar!


Quando conheci o personagem, lá pelos inesquecíveis anos 80, gostei imediatamente da “pegada” meio futurista, meio medieval. Tinha algo ali que me lembrava um pouco Star Wars. Hoje em dia, mais velho e mais experiente do que eu era nos anos 80, consigo achar até mesmo referências a obra de Frank Herbert! Dreadstar é um grande personagem isso é fato, independente de quais são as referências de Starlin. Um fato curioso sobre esse personagem é a aparência. Nada em Dreadstar lembra um personagem de histórias sci-fi. Pelo contrário; ele lembra muito um “Mosqueteiro”, e estou falando dos primeiros filmes sobre os personagens de Dumas, onde os heróis aparecem demasiadamente sérios, roupas discretas e o cavanhaque bem feito. Realmente, nada haver com sci-fi!


Vanth Dreadstar é o único sobrevivente da Via Láctea. As histórias que antecederam ao momento atual de Dreadstar, evento conhecido como A Odisséia da Metamorfose, só pude ler graças a maravilhosa internet, que me proporcionou conhecer um pouco mais deste personagem que naquele momento, não era exatamente o grande herói de Starlin. Nas histórias publicadas por aqui, os eventos da Odisséia da Metamorfose já haviam acontecido e Dreadstar estava curtindo sua merecida “aposentadoria”, vivendo como um simples pastor. Tudo ia bem, até a chegada de Darklock (o mago cyborg), que o convoca para lutar contra a Igreja da Instrumentalidade, facção política contrária a Monarquia (what??). É estranho mais é por aí mesmo. Como era de se esperar, Dreadstar rejeita a proposta e só entra na guerra quando esta vem até ele. A guerra, ao chegar no  seu planeta refúgio, causa um estrago absurdo, matando boa parte da sua população. Tomando o lado da Monarquia, Dreadstar mergulha de cabeça na guerra contra a Igreja da Instrumentalidade e assim a história vai. As aventuras de Dreadstar não são exatamente uma saga cósmica, entretanto acho que se enquadra no conceito épico. Afinal, temos um herói carismático, uma vingança justa, grandes personagens coadjuvantes, além de intrigas e reviravoltas na medida certa.


Para eu não falar que nada nessa obra me desagrada, posso dizer que não gostei do vilão. Lord Papal é um nome meio ridículo e sobre a aparência do bicho... não vou nem falar! Porém, como se trata de uma obra de Jim Starlin, tudo é perdoável; não podemos desmerecer a obra como um todo por conta de apenas um personagem. E caros amigos leitores, espere por mais resenhas sobre as obras de Jim Starlin; sou um grande fã e tenho em mídia física (quadrinhos em papel) uma quantidade razoável de obras assinadas pelo “Rei das Sagas Cósmicas” e algumas delas, sem qualquer relação com o Universo MARVEL. Infelizmente, não é tão fácil encontrar algo para ler ou mesmo comprar algo sobre o personagem. O material que eu tenho em papel é bem antigo e acho que a Devir deve ter lançado algo também, em formato melhor. Quem souber, por favor, me avise por aqui. Agora, para os que estão acostumados a ler em formato CBR, basta dar uma olhada em sites como: OnomatopeiaDigital, ScanManiacs, entre outros. Essa galera presta um grande favor aos jovens leitores e aos leitores da velha guarda, que por algum motivo não conseguiram completar suas coleções. Vou ficando por aqui. Muito obrigado pela atenção e se você gostou do que leu, compartilhe pelo Facebook/Twitter e me siga pelas redes sociais. O botão está aí do lado e é de graça! Abraços.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

X-Men: Massacre de Mutantes.


A obsessão pela pureza da raça, quando isso vai parar??


Por incrível que possa parecer, até hoje ainda temos notícias de idiotas e suas teorias de pureza de raça. Esse tema, que por sinal já redeu muitas mortes no passado, futuro e presente, é um dos principais pontos chaves dessa trama dos Fabulosos X-Men. Quando eu li pela primeira vez, lá em meados da década de 90, achei um tema super pesado para ser tratado nos quadrinhos Quer dizer, extermínio de mutantes? Imagine homens, mulheres e crianças que viviam pelos subterrâneos (esgotos), que apesar de serem mutantes e possuírem poderes ou habilidades, não tinham uma aparência “agradável” para a maioria dos humanos. Eram pessoas que se destacavam exatamente por isso e não podiam passar por pessoas “comuns”. No Universo Marvel, os mutantes sempre foram perseguidos, não importando se são fisicamente semelhantes aos humanos ou se possuem uma aparência mais “destacada” (como o Noturno ou a Mística, por exemplo). Os mutantes sempre foram vítimas de preconceito e essa pegada sempre foi muito bacana nos quadrinhos; eu acho muito válido passar a idéia que o preconceito existe e que é muito ruim, assim como é válido passar a idéia que existem pessoas prontas para lutar contra o preconceito, nem que isso custe a própria vida.


Agora pior do ser perseguido por humanos, é ser perseguidos pelos da própria raça. Neste momento, vou tentar dar uma idéia (sem spoilers) da história por traz de Massacre de Mutantes: sabemos que existe um grupo de mutantes super poderosos que são heróis, este grupo sempre trabalha pela humanidade como um todo (sejam humanos ou mutantes) e esses heróis são movidos por um sonho de paz entre ambas as raças. Também sabemos que existem mutantes malignos, mutantes que querem escravizar a humanidade, outros que querem apenas ser um bandido comum (assaltar, roubar, etc) e outros que não tem nenhum objetivo específico, querem apenas ver o circo pegar fogo. Agora existem alguns, que extrapolam o limite do maligno, são mutantes tão ruins, que chega a ser pouco a classificação vilão. Vivendo fora de ambos os mundos, também sabemos que existem os Morlocks; estes por sua vez, são mutantes que não possuem uma aparência humana e portanto preferem o isolamento. Um dos tais mutantes malignos que eu me referi é o Sr. Sinistro, um maluco torturador/geneticista que entre outras coisas, gosta de fazer experiências em mutantes. Ele é uma espécie de Josef Mengele mutante. Sr. Sinistro por considerar os Morlocks uma aberração para a perfeição do homo superior (mutantes), decidiu exterminar-los simplesmente.


Claro que os X-Men lutaram contra, assim como o X-Factor. O resultado foi que muitos membros dessas equipes, saíram muito machucados; além de muitos que morreram nessa luta. O nome Massacre de Mutantes não é por nada, é literal! Muitas transformações que aconteceram com os X-Men e com o X-Factor (na época), tem uma relação muito grande com essa saga e algumas dessa mudanças, como o que aconteceu com o Anjo, tiveram influência direta em outra saga, A Queda de Mutantes. Apesar da série ser muito boa e de certa forma bem original, não se compara a saga da Fênix. Infelizmente, nenhuma das outras sagas mutantes chegou nem perto de ser tão querida por leitores e fãs da maior equipe mutantes do mundo. Não estou dizendo que a saga foi ruim, apenas estou dizendo que não foi tão boa quanto. Realmente, é difícil criar uma grande saga sem sofrer as inevitáveis comparações, só que comparações não são algo ruim de todo. Servem para preparar o leitor, para que este saiba distinguir o que é bom e o que é ruim. Opinião final, eu diria que está bem acima da média, mas não merece um 10,0. De qualquer forma, um 8,0 é sempre muito bom e passa qualquer um de ano (perdão pelas metáforas de professor... eu sou professor!).


Vou ficando por aqui e vou agradecendo pelo elogios que estou recebendo por mail, agradeço também as sugestões de novos posts e principalmente agradeço pelas visualizações. Thank you very much. Não se esqueçam que Massacre de Mutantes ganhou nova roupagem com a galera da Panini e quem puder comprar, compre que clássico dos X-Men fica muito bem em qualquer estante. Vou deixar os links da Panini e da Comix aí embaixo. Obrigado pela atenção, quem puder me siga pelo twitter e facebook. Abraços.

http://www.paninicomics.com.br/web/guest/productDetail?viewItem=731706

http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=19963

terça-feira, 12 de novembro de 2013

The Punisher.


Até onde uma vingança pode ir??

Para Frank Castle, aparentemente, a vingança não tem fim! Sim, este post é dedicado a este grande personagem da MARVEL, o incomparável e impiedoso Frank Castle, também conhecido como The Punisher e aqui no Brasil, como O Justiceiro. Eu gosto de personagens que são humanos e não tem super poderes e mesmo assim, fazem o que tem que ser feito. Custe o que custar. É fácil ser um herói, quando se pode dobrar aço com as mãos ou correr a sei lá quantos quilômetros por hora, ou soltar rajadas energéticas pelos olhos ou ainda ter recebido poderes graças a bichos radioativos. Vejam bem, quem tem poderes (em teoria), precisa ter uma grande força de vontade para não se corromper. Agora, convenhamos que é bem mais fácil sair na porrada com marginais de rua, quando se tem alguma vantagem não natural (poderes seja lá de que tipo). Sair combatendo criminosos de rua, armados e sem nenhuma moral, só com experiência e armas de fogo tradicionais (sem armaduras e acessórios mega tecnológicos, como Tony Stark), é no mínimo assustador, afinal um tiro bem dado e era uma vez Justiceiro. Frank Castle definitivamente não é qualquer um!
Sua história é triste, como a de quase todo herói dramático que se conhece. Sempre envolve mortes, culpa e traições. No caso de nosso amigo Frank, sua família foi toda morta por mafiosos, então ele literalmente declarou guerra a todos os tipos de criminosos e quando eu falo de guerra, é no sentido mais real possível. Por ser veterano militar, Frank está acostumado a todo tipo de tática, desde táticas de guerrilha, até avançadas estratégias militares. É preciso deixar claro que Castle não é um cara condescendente. Na sua visão, “bandido bom é bandido morto” e este lema (que tem certo apelo popular aqui no Brasil), é seu mantra. Frank Castle mata criminosos. Seus métodos também não são dos mais humanistas, afinal faz parte do seu show: tortura, seqüestro, tocaias, etc. Ele leva seu trabalho muito a sério e graças a tanta paixão, já arrumou briga com vários heróis mais “certinhos”, como o Demolidor, Homem-Aranha, Wolverine (se é que dá para chamar o Wolvie de certinho...), Capitão America, entre outros.
Sobre as histórias do Justiceiro, nem todas são boas. Eu até entendo que mexer com um personagem desses não é fácil. Frank Castle é um assassino, não poderia estar classificado como herói, mas quem nunca sentiu vontade de fazer justiça com as próprias mãos? Apesar de não ser um herói tradicional, que tira gatinho do telhado e tal, como não simpatizar com um cara que está privando o mundo de criminosos? Esse é o real motivo do personagem ser tão popular e ao mesmo tempo ser tão difícil escrever para ele. Escrever histórias policiais, explorar o lado humano, introduzir coadjuvantes relevantes é uma obrigação em histórias do Justiceiro. Garth Ennis não foi bem por esse lado. Porém nem todos os roteiristas são geniais como ele, de modo que algumas fases do Justiceiro são bem chatinhas. Por outro lado, o Justiceiro do selo Marvel MAX, é outra coisa. Ali tudo é bem mais realista e até a forma que om personagem é desenhado, faz menção a um homem mais maduro e beeeeeeeeem vivido. Não é um cara de 30 e poucos anos cheio de músculos e sim um real veterano da guerra.
Não posso deixar de falar sobre a pior história que eu já tive o desprazer de ler nos últimos anos. Infelizmente é sobre o justiceiro. Não sei por qual motivo, razão ou circunstância, decidiram criar uma história onde Frank Castle era n verdade um agente do “divino”. Enfim, o cara tinha poderes de anjo, ou poderes angelicais, whatever... só sei que o cara tinha poderes e entre esses poderes, estava o fato de tirar qualquer tipo de arma do sobretudo. Me desculpem a sinceridade, mas se tivessem pegado o personagem, transformado em vampiro purpurinado, não poderia ter ficado pior. Acho que o editor da Marvel que autorizou essa história, queria ser demitido. E depois desse “causo” sobre The Punisher, vou finalizando o post. Prometo que em breve trago algumas histórias clássicas do personagem. Muito obrigado pela atenção. Quem leu até aqui, por favor me siga no Twitter e na Fã Page do Facebook. Abraços.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Rom, O Cavaleiro Espacial ou do Espaço... ou Jedi sem Sabre de Luz...ou Whatever!



De que é feito um herói???
Nessa cena, quase posso ouvir Rom gritando: Death.....Death. hehehehehe apesar do quadrinho ser anterior ao filme! (Nerds entenderão a referência)
Alguns dirão que, a principal característica de um herói é o sacrifício, ou melhor, a escolha do sacrifício. Por esse simples conceito, podemos dizer que nem todos os heróis são propensos ao sacrifício, entretanto aqueles que por alguma razão, colocam-se nessa situação limite, podem ser considerados mais do que heróis, eu os chamaria de lendas. No caso dos quadrinhos, nem sempre grandes heróis são reconhecidos como grandes lendas. Acredito que alguns dos meus leitores são antigos consumidores de quadrinhos e como tais, já devem ter presenciado o fenômeno de conhecer personagens que, seja lá por qual motivo, sumiram das histórias ou simplesmente desapareceram sem deixar vestígios. E eram personagens bons ou pelo menos, tinham potencial para tanto. Lembro de alguns e hoje decidi escrever sobre um deles, que durante minha infância, foi o personagem preferido do meu irmão Chuck. Rom, O Cavaleiro do Espaço não é um personagem piegas, nem tão pouco simplório. A proposta desse personagem era muito boa e confesso que ao reler o que foi publicado sobre ele, além do tradicional sentimento de nostalgia, fiquei com gosto de quero mais.
Para começar, este personagem foi feito por Bill Mantlo e Al Milgrom, que para quem não lembra, foram muito populares na década de 80, com muitas histórias boas. Reza a lenda que Rom era um personagem de Comandos em Ação, um popular brinquedo de guerra dos anos 80, com ramificações para os quadrinhos e até desenhos animados. Essa idéia não é muito convincente para mim, ainda mais quando estamos falando de um ser do espaço. Enfim, para efeito de conversa, o tal boneco existiu mesmo e seu nome era uma referência a linguagem de computador COBOL, que posteriormente teria sua nomenclatura alterada para ROM. Deixando as informações extra nerds de lado, o personagem apareceu pela primeira vez em 1979 e aqui no Brasil, na revista do HULK e não fez tanto sucesso como era de se esperar. Entre as pessoas que viveram para ler, e quando eu digo isso estou falando de viver “naquela época”, alguns gostaram outros não! Eu estou no time dos que gostaram, apesar de meio que entender que a história em si, era muito diferente do que víamos na época. É dessa forma que grandes clássicos surgem. 
Sobre a história de Rom, podemos dizer o seguinte: ele nasceu em um planeta chamado Gálador e tem o equivalente a 200 anos terrestres. Seu planeta possuía uma civilização boa e muito próspera. Eram pacíficos e elementos como guerra, pobreza ou doenças, não faziam parte do cotidiano dos Galadorianos a uma infinidade de tempo. Como toda civilização boa e utópica, eles conquistaram o espaço e com uma frota de naves espaciais, decidiram partir pelo Cosmo, levando sua cultura e modo de vida (...eu conheço essa história de algum lugar...). Tudo ia muito bem e os Galadorianos eram bem recebidos em todos os mundos que conheciam. Até que, quando entraram em contato com a Nebulosa Negra, conheceram os Espectros, que não eram amigáveis. Os Espectros, uma raça de seres transmorfos que se valiam de alta tecnologia e magia, tinham o intuito de conquistar o Universo (o que mais poderiam quer, né?). Como eu disse anteriormente, Gálador era uma raça pacífica. Não estava preparada para uma guerra. Portanto, a frota Galadoriana acabou por ser massacrada pela força dos espectros. Antes de morrer, o comandante geral da frota Galadoriana, conseguiu avisar Gálador sobre a ameaça dos Espectros e valendo-se dessa informação, Gálador pode se proteger e criar armas para combater seus inimigos.

Decididos a livrar a galáxia destes seres malignos, o conselho de Gálador autorizou a produção de armas definitivas contra os Espectros. Entre essas armas, o destaque vai para o Projetor do Limbo, que não é letal, no entanto bane o indivíduo para o Limbo. É como se fosse a arma do Superman para banir qualquer um para a Zona Fantasma, só que em versão pocket. Além dessa arma, foram criados os Jedis, quero dizer, Cavaleiros Espaciais que abriam mão de sua humanidade para se tornarem agentes da paz no Cosmo e erradicar a ameaça dos Espectros. O sacrifício de se tornar um cavaleiro não era fácil, pois aquele que tomasse essa decisão, iria abrir mão de sua humanidade, para se tornar um ser mais máquina que homem. O conselho, por questões de ética própria, era incapaz de pedir a qualquer cidadão realizasse esse ato de sacrifício heróico supremo. Rom foi o primeiro a se voluntariar. Graças a esse ato de extrema coragem e heroísmo, milhares o seguiram e assim, os Cavaleiros Espaciais se dirigiram a Nebulosa Negra e destruíram as naves dos Espectros.
Praticamente derrotados, os poucos remanescentes se espelharam pelo espaço, obrigando os Cavaleiros Espaciais a caça-los e bani-los para o Limbo. Nessa busca, que veio a se tornar centenária, Rom (o maior de todos os Cavaleiros Espaciais), detectou uma grande colônia de espectros na Terra (onde mais...), e então partiu para o ataque. Claro que não ia ser tão fácil. Como eu disse, os Espectros eram transmorfos e aqui na Terra, assumiam forma humana. Quando Rom bania um Espectro para o Limbo, aos olhos das pessoas “normais”, o que acontecia era um assassinato, afinal cada Espectro banido deixava um “rastro” de cinzas. Para qualquer pessoa que não soubesse o que estava acontecendo, tinha a impressão de que o alienígena estava desintegrando um ser humano. Isso fez com que seus atos fossem entendidos de forma errônea, naturalmente colocando Rom em situação de enfrentamento com autoridades e até mesmo heróis da Terra. E assim segue a história do nobre Cavaleiro Espacial e sua tentativa de salvar uma humanidade que não sabe que está precisando ser salva. O final é muito bom, não é tão clichê como eu imaginava que seria. Vale muito a pena ler esta obra!

Agora, vamos a mais uma sessão de curiosidades nerds. Quem é mais das antigas, vai lembrar de uma época que nossa querida Tempestade (Ororo Monroe), a africana mais linda dos quadrinhos e dos X-Men, teve uma fase onde não tinha poderes. Pois bem, aconteceu dessa forma: Forge, o mutante inventor, criou uma versão do neutralizador de Rom, que para quem não sabe, era capaz de anular (de forma temporária, só que até aquele momento ninguém sabia...) poderes mutantes. Entre outras coisas, o neutralizador também anulava radiação e efeitos que ela causava, erradicava doenças e anulava magias. Essa versão que Forge construiu, veio a ser roubada por uma cara do governo (que eu odiava, diga-se de passagem...) chamado Peter Gyrich, que na intenção de anular os poderes da Vampira (velha conhecida de qualquer fã dos X-Men), acabou por atingir Ororo acidentalmente. Froge sentiu-se culpado e nessa época acabou tendo um relacionamento amoroso com Ororo, que acabou por não dar certo.
Bem, para quem eu recomendo a leitura de Rom? Não é bem o tipo de revista ou com o tipo de narrativa que as pessoas estão acostumadas hoje. É uma obra de "outro tempo" e como tal deve ser encarada. Para os que são fãs de quadrinhos mais antigos ou que gostam de mergulhar na história por trás de tudo que já foi produzido pela Marvel, é uma leitura obrigatória. Prepare-se apenas para encontrar uma arte e uma narrativa um pouco estranha para os padrões dos quadrinhos de hoje; contudo aos que conseguirem superar esse fato (que não é nenhum fim do mundo, For God Sake), vão encontrar uma obra boa, com muitas referências e divertida até hoje. Não falei aqui das referências, por considerar que seria spoilers; tendo em vista que a parte mais interessante é identificar cada referência. Leia e descubra. Vou ficando por aqui. Aviso que não é muito fácil encontrar as revistas (mídia física) onde as histórias de Rom eram hospedadas. Por se tratar de quadrinhos muito antigos e pelo fato dessas histórias estarem divididas em vários outras revistas, como por exemplo: Incrivel Hulk, Superaventuras Marve, etc. Para facilitar a vida de quem não viveu a época, vou deixar um link de onde se pode baixar arquivos para ler no PC. Obrigado pela atenção. Abraços.