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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ronin by Frank Miller... grande homenagem aos mangás!


Quem vive pela espada, morre pela espada!!

Muito bem amigos, novamente atendendo à pedidos, estou aqui com uma minissérie do mestre Frank Miller, que para quem não conhece, é um dos melhores roteiristas e desenhistas que temos nos quadrinhos na atualidade e esta obra específica, é considerada por muitos como “A Obra”. Tenho que dizer que é uma obra singular, sobretudo pela temática, que mescla magia, alta tecnologia, futuro, passado, honra, tudo que qualquer grande história poderia precisar; só que tudo junto. A primeira impressão que temos ao ler a sinopse, é que tanta mistura não vai funcionar. Só que quando se trata de Frank Miller, tudo é possível. Logo nas primeiras páginas, a arte impressiona. Sou um grande fã do gênero mangá, alias sou muito fã de cultura japonesa em geral, então não foi surpresa encontrar referências de grandes obras dos quadrinhos japoneses em Ronin. Poucas obras conseguem trazer o leitor para dentro de vários mundos, totalmente diferentes entra si e ao mesmo tempo conectados. O que mais poderíamos esperar de um cara que escreveu: Batman:Cavaleiro das Trevas, Sin City, 300, Elektra Assassin, etc.

Sobre a história, posso dizer que é mágica. No caso em questão, literalmente! Em Ronin, a história é futurista, só que é totalmente focada no passado também, para ser mais específico, no Japão Feudal. Um Ronin, que é um samurai sem mestre (versão bem simplista do que é um Ronin, mas é a definição que Miller usa...), precisa se vingar do assassino de seu mestre. Que não é um assassino comum e sim um demônio. Como se isso já não fosse ruim o suficiente, não é tão simples matar o tinhoso em questão; nosso protagonista tem uma espada mágica que fica cada vez mais poderosa, para cada homem mau que ela mata (e ela mata muitos homens maus...), só que a única coisa que poderia deixar a espada forte o bastante para matar o bicho, é o sangue de uma pessoa boa. Infelizmente o plano do nosso amigo Ronin não deu muito certo (não vou dar spoilers do que aconteceu); basta saber que os dois ficaram presos espaço/tempo/whatever e aí começa a história para valer. Não vou dar muitas dicas do que acontece depois, basta saber que envolverá: reviravoltas e final surpreendente!

O mais bacana dessa história, é que Miller realmente conseguiu fazer uma grande homenagem aos quadrinhos japoneses e com uma única obra, conseguiu colocar as temáticas prediletas dos mangás; temos magia, Japão Feudal, poderes paranormais e sci-fi. Não tem como não achar pequenas referências da obra de Katsuhiro Otomo (AKIRA), além do clássico Lobo Solitário de Kazuo Koike. Sou muito fã de ambos (com uma preferência descarada pela obra prima de Katsuhiro Otomo), mas o que Frank Miller nos mostra, consegue ser original e intenso, afinal é quase uma especialidade de Miller os personagem humanizados e que atingem as pessoas de uma forma mais psicológica. O Demolidor de Miller é tão bom, que todos os outros escritores que vieram depois assumiram a postura criada por Miller, assim como o Batman de Miller é o mais humano e carrega a empatia de um combatente do crime que pode morrer a qualquer momento, entretanto morrerá fazendo o que tem que fazer. É muito bacana esse estilo de escrever sendo explorado em uma obra que presta uma homenagem tão significante aos quadrinhos japoneses.

Bem amigos vou ficando por aqui. Infelizmente, não será tão fácil conseguir comprar essa obra em mídia física, o que já está virando um costume escrever isso sempre por aqui; eu na maioria das vezes estou escrevendo sobre clássicos e clássicos são raros e antigos. Graças aos Deuses dos quadrinhos (Crom, Mitra, Odin, Zeus, etc), a internet nos proporciona ótimos sites para baixar scans e ler obras que, de outra forma,não seriam tão fáceis de ter acesso. Vou deixar o link de algumas aqui. Contudo, tenho que dizer: Se vocês tiverem a oportunidade de conseguir em mídia física, comprem! É o tipo de obra que é o orgulho de qualquer bom colecionador de quadrinhos. Obrigado pela atenção e recadinhos da paróquia: o post de Antes de Watchmen: Comediante sai ainda essa semana. Bem como Laços uma obra incrível  da MSP, que para quem não lembra, faz parte da série que começou com Astronauta Magnetar. That's all folks. Abraços.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Batman: Venom... Silent but Deadly!




Como superar nossos limites??

Acredito que o primeiro passo é conhecer os próprios limites para depois aprender a supera-los. Não parece ser uma coisa muito rara, superar limites; ainda mais quando estamos falando do maravilhoso mundo dos quadrinhos. São várias as histórias que já lemos, e muitas outras que rolaram em plano secundário com o tema “superar os limites”, seja do corpo, da mente e em alguns casos, da alma (John Constantine pode escrever um tratado sobre o assunto!). Faz parte da mística essência do herói, cair e se levantar ou não desistir diante das dificuldades e se por ventura cair, que caia com honra. Todos os heróis já passaram por isso uma vez ou outra; alguns muitas vezes e é exatamente esse o tempero que constrói a personalidade de cada um deles. Tenha como exemplo um cara como o Superman; é de conhecimento público que ele é o mais poderoso entre os poderosos. Entretanto pensa como homem, portanto está sujeito a sua consciência. Quantas vezes a consciência do Superman já o colocou em Xeque? O que seria do mundo se ele perdesse sua consciência? Atualmente estamos tendo uma visão disso na série Injustice. Agora, como vencer um inimigo silencioso e mortal como um vício?
Nessa história do Batman, nos deparamos com a maior batalha que o Homem-Morcego já enfrentou; uma batalha com seu próprio corpo. Por anos e anos, Bruce Wayne usou sua máscara para aterrorizar os criminosos de Gotham, e leva-los à justiça. Em sua batalha incansável e implacável contra os criminosos, ocasionalmente Batman se depara com viciados, o estágio mais baixo dos criminosos. Estes pobres diabos perdem a sanidade quase que por completo e abrem mão de tudo, graças ao vício. Batman já os enfrentou e mais, já os livrou de seus traficantes, que são os grandes exploradores dessas pessoas perdidas. Agora tente imaginar, o herói mais convicto e justiceiro de todos, enfrentando esta mesma batalha, só que pelo outro lado; Imaginem o Batman viciado em uma substância que é potencialmente danosa a sua saúde?Sim, é exatamente esse o plot da obra. Batman tentando se livrar do vício. Sem dar spoilers, a coisa acontece mais ou menos dessa forma: Batman é um cara que joga sujo e todo mundo sabe. Ele construiu uma fama de mau tão grande, que o simples mencionar do seu nome, deixa boa parte dos bandidos comuns de Gotham trêmulos. Só que, apesar dessa carga negativa em seu personagem, Bruce Wayne é uma pessoa justa e incrivelmente altruísta, além de ter um senso de justiça inabalável. Bruce Wayne, filho de um médico famoso em sua cidade, foi criado com uma moralidade tão grande, que seria capaz de morrer para salvar qualquer vida, ainda que essa vida fosse a de um bandido. Batman não mata, Batman não se entrega. Sabendo disso, presumimos que o Homem-Morcego possui um perfeccionismo quase que doente, afinal ele não gosta de perder nenhuma vida. Infelizmente, algumas vidas não podem ser salvas e ele tem seus limites. Quando ele falhou em salvar uma vida, no caso uma menina sequestrada, e esse falha foi devido aos seus limites físicos, Bruce em um momento de fraqueza, toma uma droga que deixa seu corpo mais forte. O que nosso amigo não estava preparado era para as consequências desse ato.


Bruce Wayne, sob o capuz de Batman, está acostumado a enfrentar traficantes e até intimida-los quando for necessário, só que quando se está do outro lado, quando a necessidade deixa de ser uma opção e sim uma condição, Batman se vê acuado com um inimigo tão poderoso que pode fazer com ele se torne aquilo que mais odeia: um criminoso. Essa história é bem simples, sem muitas reviravoltas ou uma trama super complexa. Trata-se apenas de um ser humano dizendo não a própria fraqueza e decidindo vencer o vício a todo custo. Sou muito fã de histórias que tem por linha de fundamento humanizar um herói, e quando esse herói é virtualmente humano (Batman não tem poderes), acho que a mensagem é melhor ainda. Veneno foi uma minissérie em 5 edições, que aqui no Brasil foi lançada pela Ed. Abril e acho que é uma obra bem singular, quase que necessária para se entender Bruce Wayne/Batman. Achei muito ousado explorar um tema como esse, ainda mais em um dos personagens mais icônicos da DC; resultado espetacular para dizer o mínimo. Bem, vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção. Abraços.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Crise nas Infinitas Terras...finalmente!



Essa é uma das versões que tenho!

Quem disse que não existe física quântica nos quadrinhos??
Foi publicada parte por parte, em vários títulos da DC aqui no Brasil (década de 80). Posteriormente, saiu em versão encadernada! Tenho ambas as versões e algumas capas, como essa de Novos Titãs, são espetaculares!
Sim, existe e nesse caso, um ramo bem complicado, pois vou falar sobre Universos Paralelos. Quando criou-se o conceito de física quântica, o que podíamos esperar a princípio, é que algo (e entenda algo como um conceito) poderia ser extrapolado. É o famoso “e se...”! E se partimos do princípio que essas partículas passam pelos dois orifícios? Se admitirmos que, uma partícula específica, atravessa dois orifícios ao mesmo tempo? Como acontece uma interação entre ambas se ambas são, teoricamente, a mesma partícula? E se uma tiver reagindo com a outra, é possível que ambas sejam de Universos diferentes? E se existe a possibilidade de existirem Universos diferentes, como eles se criam? Confuso leitor? Eu espero que sim, pois se você está confuso, é sinal que prestou muita atenção no que leu e mais, pensou na possibilidade do conceito. Isso é um esboço, um mero traço do que seria física quântica. Agora quando trazemos algo assim para os quadrinhos, tudo é possível, pois o “e se...” dos quadrinhos, podem ser concretizados. E assim temos não um Universo, mas um Multiverso!
E esses Universos paralelos podem ser de todas as formas possíveis, afinal em teoria (extrapolando o conceito de forma quântica), temos que para cada decisão tomada, criamos uma série de outros Universos, baseados em outras decisões não tomadas. Entretanto, no Multiverso da DC, não vamos encontrar tantos Universos assim. Houve um tempo que a DC usou e abusou desse conceito de Universos paralelos e desta forma nasceu a Terra Paralela, Terra 2, Terra 3 e assim por diante. Esses “novos” Universos apresentavam versões dos heróis conhecidos da DC com sutis diferenças. Em alguns casos, as diferenças não eram tão sutis. Existia uma dessas Terras que era dominada por vilões e o único herói, era um cara gente boa chamado LEX LUTHOR! Por aí já dá para entender como funciona o conceito dessas Terras ou Multiversos ou Whatever.
Claro que gerenciar uma infinidade de heróis dá trabalho e gerenciar as várias versões desses heróis, dá mais trabalho ainda. Portanto, fez-se por necessidade uma reformulação. Ou, podemos dizer, um mega evento que afetou não apenas o “Universo Normal”, mas todos os outros Universos possíveis ou mencionados. E então, no saudoso ano de 1989 nascia Crise nas Infinitas Terras, a maior saga já escrita de todos os tempos. Não apenas pelo roteiro que é, para dizer o mínimo, maravilhoso (afinal Marv Wolfman é uma Lenda); não podemos nos esquecer da arte de George Pérez, que é considerado um dos melhores no ramo. Verdade seja dita, essa dupla (Marv Wolfman/George Pérez) é incrível. Não foi a primeira vez que eles trabalharam juntos, afinal a minha memória de Novos Titãs é e sempre será, da fase Wolfman/Pérez. Assim como a melhor fase já escrita para Mulher-Maravilha. Em Crise nas Infinitas Terras essa dupla carimbou o passaporte para o Hall dos melhores em Comics!
O interessante de Crise, é que é uma obra que pode ser lida em qualquer época, apesar de ser uma obra datada, pois o Universo DC que vemos ali já foi completamente mudado. Muita coisa aconteceu depois, só que o X da questão é o fato de, em Crise nas Infinitas Terras todos os heróis possuem uma certa importância. A personalidade deles e às vezes a falta de poder de um ou outro, é explorada de forma quase que informal. Cenas que mostram exatamente como um herói, que não tem poderes, se sente às portas do Fim do Mundo. No fim das contas, todos vão morrer, não importa se você tem força sobrenatural ou se pode voar ou é um Kriptoniano quase invencível, naquela situação todos são iguais e essa abordagem foi muito boa. Marv Wolfman conseguiu passar a sensação de desespero, bem como a percepção de insignificância de tanto poder no fim das contas. É exatamente por esse motivo que vale a pena ler esta obra, seja lá em qual época. Poucas vezes temos a noção de que o herói também é humano. Quando você lê Crise, você consegue entender exatamente o que eles estão sentido, pois é o que você sentiria naquela situação. Salva de palmas virtuais para Marv Wolfma e George Pérez.
Sobre a história, como sempre sem spoilers, digo apenas que os Universos estão sumindo/sendo consumidos ou algo assim. Essa é a idéia básica. O que será que está acontecendo? Como pode um Universo deixar de existir? O que teria poder suficiente para tal coisa? Ao longo da obra essas questões vão sendo elucidadas, bem como um plano vai ser traçado para impedir que todos os Universos deixem de existir. Nesse ponto, a trama se complica, pois alguns desses heróis já perderam seus Universos e precisam lutar para preservar os Universos dos outros. Intrigas, briga de egos, desconfiança e claro, traições transformam a sobra em um mix de suspense e ação que deixa o leitor preso do início ao fim. Dramas e tragédias também estão presentes nessa obra, espere fortes emoções. Não se pode salvar toda a existência sem que alguns se percam pelo caminho. Sim, estou falando de mortes! Como eu disse, é uma obra completa e até a frente do seu tempo, afinal aborda esse assunto (morte) com uma maturidade que na época era pouco comum nos quadrinhos. E o final, é indescritível. É obrigatória a leitura dessa obra! Dizer que ma quadrinhos e não ter lido Crise é inadmissível! 
Outra coisa que deve ser dita aqui, é que alguns heróis tiveram suas origens reformuladas, como a Poderosa. Não posso dizer como isso aconteceu sem dar um spoiler master sobre a série, porém digo que o Universo DC como o conhecemos, até hoje carrega efeitos do que aconteceu em Crise nas Infinitas Terras. E digo mais, outros personagens, como por exemplo John Constantine, nasceram de uma história que tinha raízes lá em Crise! Essa parte de “raízes” é bem literal, pois para quem não sabe, o mago inglês mas famoso deste e de todos os Universos possíveis, “nasceu” como personagem coadjuvante para um história do Monstro do Pântano, da cabeça de ninguém menos que Alan Moore. Será que Marv Wolfman e George Pérez tinham a noção que Crise seria uma obra tão icônica? Será que em algum Universo Paralelo essa parceria nunca existiu? Como seria a DC se Crise nunca tivesse sido escrita? Nunca saberemos. Todavia aqui, neste Universo, Crise é um marco e sempre será, assim como seus efeitos serão sentidos por muitas (ou todas) gerações posteriores. 
E aqui eu termino com o post mais pedido de toda a breve história do meu humilde blog. Venho sendo cobrado para escrever sobre Crise nas Infinitas Terras desde o início e sempre disse que a hora ia chegar. Na verdade, antes de escrever eu queria ler de novo, e não apenas ler; queria saborear a história e analisar com a cabeça do adulto que sou hoje. Fazer as devidas comparações, afinal quando li crise pela primeira vez eu era adolescente. Como eu imaginava, consegui perceber muitas coisas que na época me passaram batido. A maturidade trás uma compreensão mais apurada, de modo a fazer analogias que, quando somos jovens, nem cogitamos fazer. Eu li novamente, me perdi nos detalhes, me encantei e me emocionei. Não com a história em si, afinal já a conheço; me encantei com os detalhes que deixei passar quando era mais novo. Reler uma obra dessas é também voltar ao passado, relembrar dos amigos que se perderam e daqueles que até hoje fazem parte de sua vida. A saudade doeu em alguns momentos admito, só que o prazer da lembrança foi maior. Dedico esse post a todos os amigos do passado e os que se fazem ainda presentes. No fim das contas, meu momento quântico está na memória e enquanto eu lembrar, ele existiu e sempre existirá seja lá em qual Universo eu estiver! Muito obrigado pela atenção! Abraços.

PS: Quem não conseguiu comprar em mídia física, aqui vai um link onde você pode baixar e ler em arquivos CBR e/ou CBZ.

http://www.filecrop.com/crise-nas-infinitas-terras.html

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Morte, Sonho e o resto da gang (The Endless) ou Os Perpétuos.



A Morte é só o início!!
Ou é linda e anda com roupas pretas, bem ao estilo dos roqueiros da década de 80. Espero sinceramente que seja a segunda opção. Acho que depois dessa introdução, nem preciso dizer quem é o tema central deste post. Morte é a irmã mais velha de Sonho e apenas mais nova apenas que Destino. Ela é um dos Perpétuos (Endless). Agora, quem são os perpétuos? De certa forma, acredito que é a resposta mais importante do universo, ainda mais se levarmos em conta que eles realmente são a personificação de seus nomes: Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, desespero e Delírio. Sabemos que são tão antigos quanto o próprio conceito que lhes dão nome, e quando digo isso, não estou me referindo apenas ao planeta Terra. Partindo do princípio que outras civilizações existem pelo Universo, temos que levar em conta que, se são conscientes, sapientes para ser mais específico, estão sujeitos os irmãos (Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, desespero e Delírio). Quem são os Perpétuos é uma pergunta muito mais do que científica, eu diria que é metafísica. Freud explica! 
Mas aqui para nós, esses conceitos são densos demais para um simples post, além do fato deste pobre blogueiro não ter diploma de filosofia. Portanto, para efeitos de quadrinhos (que é o motivo do post), basta saber que são criações da brilhante mente de Neil Gaiman, o meu roteirista/escritor predileto (nos quadrinhos). No Universo DC, com certeza são as entidades mais poderosas e são bastante influentes também. Ocasionalmente fazem participações especiais, nem sempre de modo restrito, ou seja, nem sempre no “núcleo” de personagens mágicos/fantasiosos; ou ainda, fora do selo Vertigo. São incrivelmente populares entre os fãs de quadrinhos do mundo, com vários especiais publicados e uma biblioteca de histórias de causar inveja. Claro que alguns são mais queridos que outros. Sonho e sua irmã Morte definitivamente são os mais populares. Morte é a amiga confidente de Sonho e por muitas vezes, personagem importantíssimo nas tramas que já foram escritas para Sandman.
Sobre a irmã mais velha de Sonho, o que posso dizer é que: o personagem simplesmente tem vida própria. Desde a primeira vez que o personagem apareceu, a identificação foi imediata. Como não gostar da abordagem de um assunto tão delicado quanto o fim da vida? Para um roteirista, esse tipo de temática é pano de fundo para muita discussão. Gaiman preferiu transformar o assunto em um ser, uma entidade e fez esta entidade o mais simpática possível. Esta é Morte, a simpatia em pessoa! Infelizmente, não são muitas as histórias próprias, entretanto as que existem são super cultuadas e reza a lenda que Gaiman sempre é cobrado para produzir mais material sobre ela. Eu tenho 3 especiais sobre a morte que foram publicados aqui no Brasil, além de toda a obra de Sandman, inclusive todos os especiais até o momento e adoro o Universo criado por Gaiman. Sou um daqueles que queria ler mais sobre Morte. 
Sobre os Reinos e sobre os deveres dos perpétuos, acho que o nome deles nos dá uma amplitude do que fazem. Em geral, cada um sempre tem muito com o que se ocupar e os mais novos, principalmente Desejo, gostam de “brincar” com os mais velhos, além de usarem e abusarem dos mortais ocasionalmente. Não que nós, como seres humanos, nunca percamos as rédeas da vida graças a desejos ou delírios. Até nisso Gaiman foi genial. O Universo dos Perpétuos é bem rico e não é difícil encontrar histórias sobre eles. Aqui neste espaço, sempre tenho como objetivo, não apenas mostrar a meus leitores o que eu gosto, mas principalmente indicar leituras boas e que de alguma forma anexem informações, ainda que de forma fantasiosa. Parece engraçado, porém muitos autores que eu leio hoje, como Eduardo Spohr, Roberta Spindler, André Vianco, entre outros, são pessoas que gostam de quadrinhos. Então trazer dicas de bons quadrinhos é sempre uma forma de mostrar grandes histórias, para potenciais grandes autores. Vai saber. Destino com certeza sabe e eu espero que a página referente à minha vida, seja no mínimo longa e interessante! Vou ficando por aqui. Espero que tenham gostado da leitura. A todos aqueles que têm interesse por esse Universo, vou deixar os links da Comix e da Panini. Procurem tudo sobre Sandman. Obrigado pela atenção. Abraços.