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terça-feira, 11 de março de 2014

Renegados... Projeto do Batman!

Negando os Renegados!

No meu post passado, escrevi um pouco sobre minha experiência com os Novos Titãs. Eram outros tempos e realmente naquela época, os Titãs eram tão importantes (às vezes mais importantes) que os X-Men, para mim. Era uma briga dura, pelo amor do sagrado; imaginem uma época onde, de um lado tínhamos o Cris Claremont com os seus X-Men, na melhor fase que a equipe já teve. De outro lado, a dupla dinâmica da DC, Wolfman/Peréz, revolucionando com os Novos Titãs. No meio dessa porrada boa, muitos outros heróis em fases boas e o mais importante, novos grupos e personagens surgindo. Foi por essa época boa que eu conheci os Renegados, em sua formação original e admito que a primeira vista, não fui muito fã desse grupo não. Estava acostumado com os Vingadores (Marvel), X-Men (Marvel), Novos Titãs (DC), Liga da Justiça (DC), e novos grupos para mim, era mais do mesmo. Na época eu pensava nos Renegados (DC), como um grupo genérico, ao estilo dos Defensores (Marvel). Eu estava enganado!

E quando digo que eu estava enganado, quero dizer que me enganei com os dois grupos. Tanto os Defensores como os Renegados, foram grupos muito importantes nos seus Universos; muitas histórias que são relevantes até hoje, tiveram o dedo desses super grupos. Mais para frente, vou pretendo fazer um post sobre os Defensores, mas por enquanto vou me concentrar nos Renegados. Eles foram muito importantes no evento Crise nas Infinitas Terras, e para quem não sabe, tiveram histórias muito boas. Para quem não sabe, quem fundou os Renegados foi o Batman (claro, que mais??) e este fundou a equipe, quando a galera da LJ se recusou a participar de uma missão de resgate, de um personagem chamado Lucius Fox (na época não era tão importante para a cronologia do Batman como é hoje). Continuando, o cara estava cativo lá para as bandas da MarKóvia (terra de Geoforça). Batman então juntou essa galera: Geoforça, Katana, Metamorfo, Halo, Raio Negro; e posteriormente Ciclone, Cavaleiro Atômico e Divina.

Não foram muitas fases, é verdade, mas eram muito bem escritas e acredito que o diferencial dessa equipe, estava por serem um pouco mais violentos que a LJ, por exemplo. Lembro que na época que eu lia essa fase, eu e um amigo meu estávamos conversando sobre os super grupos e as diferenças entre eles. Meu amigo disse essa pérola: “Os X-Men têm seu apelo violento, com o Wolverine, da mesma forma que os Titãs, que tinham a Estelar. Os Renegados possuíam um Wolverine a mais”. Naquela época, realmente tinha muita gente que pensava assim. Eu via a coisa por outro ângulo: para mim o diferencial dos Renegados, era justamente o diferencial que os Defensores tinham. Bons heróis/personagens só que sem espaço para agirem juntos.

Sobre a volta dos Renegados, que teve um início espetacular e depois deu uma esfriada, também têm o dedo do Batman. As “Indústrias Wayne” patrocinam a equipe e seu maior pupilo, Asa Noturna, fez parte da equipe por um bom tempo. Gostei do Asa Noturna nessa época e acho que sua participação foi até melhor do que costumava ser nos Novos Titãs. Nessa fase, pude ver um Dick Grayson mais parecido com o Batman, o que foi uma coisa bem inusitada, afinal muitas discussões entre Batman e Asa Noturna eram por conta da personalidade fechada e manipuladora do Batman. Eis que nosso amigo Dick não foi tão diferente assim quando estava à frente dos Renegados. Achei interessante essa nova visão para um personagem icônico como o Asa Noturna.

Agora antes que alguém faça a pergunta de 1 milhão de Obamas, respondo logo: Não vou dizer quem era melhor. Acredito que, em se tratando de super grupos, cada um têm sua vantagem e seu valor. O que posso dizer é sobre preferências. Eu gostava mais das histórias dos Novos Titãs, assim como a fase Claremont dos X-Men, eu vira e mexe estou lendo de novo. Marvel e DC são Universos diferentes, cada um com seus heróis principais. A Marvel está mais popular, afinal os últimos filmes de seus personagens bombaram no mundo. Graças a esses filmes, temos toda uma nova geração se interessando por quadrinhos e alguns desses novos leitores (os espertos, claro!), estão lendo como loucos as histórias clássicas. Infelizmente nem todos fazem isso e exatamente por esse motivo, presenciamos guerras entre haters/fanboys. Just another Day in internet! Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção, quem puder ou quiser me siga pelas redes sociais, os links estão aí à esquerda. Abraços.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Contrato de Judas...Clássico dos Novos Titãs!

Direto do túnel do tempo!
Que histórias nos fazem chorar??

Existem muitas histórias que, ao serem lidas, nos emocionam até as lágrimas. Não é uma novidade, afinal um livro bem escrito nos leva para dentro da cabeça do escritor, nos faz mergulhar em suas emoções ou pelo menos as emoções que ele pretende passar. Agora quantos já choraram lendo quadrinhos? Não é tão incomum quanto se pensa. Alguns autores conseguem transportar o leitor para o Universo em questão, ou para a trama, de forma tão espetacular, que é quase impossível não chorar, seja pelo fim da história ou quem sabe pelo destino dos personagens. Eu já escrevi sobre isso outras vezes e volto a escrever, já passei por isso. A Saga de Bêlit, foi muito emocionante para mim, ainda mais por ser muito fã de Conan. A Morte de Gwen Stacy, clássica história do Homem-Aranha também me emocionou muito, assim como (mais recentemente) a minissérie Y, e seu final arrebatador. Contrato de Judas, história mega cultuada pelos fãs dos Novos Titãs, não poderia ser diferente, afinal temos ali o Dream Team da DC na época: Marv Wolfman e George Peréz (os responsáveis por Crise nas Infinitas Terras).

Antes de mais nada, para situar os meus leitores preciso dizer quem são os Novos Titãs e a importância destes heróis para mim. Na longínqua década de 80, tão cultuada por quem lá cresceu e até mesmo por quem a perdeu, foi uma época mágica para os quadrinhos. Muitas Sagas importantes, obras importantes e a consolidação de muitos personagens. Impossível pensar em X-Men e não lembrar da Saga de Fênix, pensar em Batman sem lembra de Cavaleiro das Trevas ou Mencionar o Universo DC e não lembrar de Crise nas Infinitas Terras. Os Novos Titãs eram os caçulas da DC, por assim dizer! E como naquela época eu tinha mais ou menos a mesma idade dos personagens, era simplesmente impossível não se identificar com eles. Cada um com seus dramas pessoais e alguns, como o Robin por exemplo, com tutores de peso. Tinha de tudo ali: aventura, drama, romance, vilões carismáticos (outros nem tanto), arqui-inimigos, etc. Só que a dupla Wolfman/Peréz queria mais. Eles transformaram um super grupo de heróis adolescentes em uma máquina de batalha respeitável. Além de podermos ver, no decorrer das histórias, o amadurecimento de cada um.

Em uma determinada época da minha vida eu era mais fã de Novos Titãs do que dos X-Men e acho que naquela época, meio que rolava um pouco de competição mesmo. Agora indo direto ao assunto, essa história foi muito marcante para todo o grupo, como para toda uma geração de leitores de quadrinhos, pois mostrou o quanto uma traição na equipe poderia ser desastrosa. Sem dar muitos spoilers da trama (afinal uma das minhas maiores intenções com o blog é fazer com que novos leitores procurem e leiam as histórias por mim mencionadas), vou direto ao ponto: a traição de um membro da equipe. Claro que quando começamos a ler, já vamos ligando os pontos e finalmente descobrindo quem é o traidor; só que o mais interessante, é que os motivos da traição são “por pura maldade”. Wolfman/Peréz nos mostram uma realidade muito comum para nós que vivemos no mundo real: “Existem pessoas que são ruins e ponto”. Sem motivo oculto, sem que haja trauma, apenas são ruins! Isso é meio chocante, ainda mais quando se pensa NA ÉPOCA QUE A HISTÓRIA FOI ESCRITA. Muita coragem da parte deles escrever algo assim, e muita coragem escolher justamente os Novos Titãs como personagens.

O ato de traição, as conseqüências dessa traição, a forma que os personagens lidaram com isso, enfim, as repercussões de Contrato de Judas até hoje são sentidas. Nosso conhecido Dick Grayson, o primeiro Robin e maior pupilo do Batman, comandava a equipe e nunca mais foi o mesmo depois do que aconteceu. Também passamos a ver um grande vilão dos Titãs, o Exterminador, com outros olhos depois de Contrato de Judas. Para quem curte clássicos dos quadrinhos, é leitura total e completamente obrigatória. Não sei se essa geração vai se emocionar tanto quanto a minha se emocionou, entretanto com ou sem emoção, é uma obra prima. Vou ficando por aqui. Infelizmente não sei se ainda está para vender na PANINI ou na COMIX “Os Maiores Clássicos dos Novos Titã”. Caso tenha esgotado, é relativamente fácil encontrar essa história em mídia digital. De qualquer forma vou deixar o link dos sites com outros materiais lançados sobre Novos Titãs. Vale a pena também. Muito obrigado pela atenção, me acompanhem pelo Facebook e Twitter para saber de novos posts e também no G+. Abraços.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vampiro Americano: O Senhor do pesadelo...


O Drácula ainda assusta alguém??
Se você respondeu que não, provavelmente não leu o “Drácula”, ou melhor, o correspondente ao Drácula da série Vampiro Americano. Como já mencionei outras vezes, sou muito fã da série de Scott Snyder. Não apenas por este ser um grande autor, mas principalmente pelo fato de ter transformado os vampiros em vampiros novamente. Sim meus amigos; nesta série, não espere encontrar purpurina, ou amores proibidos. Vampiro Americano trata esta criatura da maneira que ela deveria ser tratada, ainda que, por vezes, estejam trabalhando ao lado dos “anjos”. Desde seus primeiros números, a série cativou e tal sucesso só demonstra o quanto milhares de pessoas ansiavam pela volta destes monstros, e “monstros” é exatamente o que são. Agora, trazer-los de não bastava; era necessário criar todo um Universo para esta obra. Várias espécies, um passado (isso foi relativamente fácil, afinal os bichos são imortais), lendas e até mesmo híbridos. Nesta história, vamos ler um pouco de cada.

Em primeiro lugar, a grande vantagem de escrever sobre esse tema, é que tempo (dias, meses, anos, décadas, séculos) não é um empencilho. Podemos localizar o mesmo personagem em diferentes épocas e dessa forma, as possibilidades são basicamente infinitas. Agora o plot dessa edição, acredito que seja trazer o maior personagem vampiro de todos os tempos (pelo menos o mais famoso...), para dentro da série. Só que na verdade, não é bem do jeito que estamos acostumados a ver em outras mídias. O Drácula de Vampiro Americano, não é sedutor ou usa capa nem nada disso. É um bicho bem pior. Sem dar spoilers sobre a história, vou dizer apenas que o poder desse “Drácula”, está mais para a capacidade de liderança, do que em poderes sobrenaturais em si. Pense pela ótica do nazismo. Hitler, não era um cara assustador. Não era forte, não tinha um físico intimidador, enfim não era um cara que se entrasse dentro em um bar, as pessoas pensassem: “ninguém mexe com esse figura”. Entretanto, como líder, olha o estrago que causou. O mesmo exemplo vale para Napoleão.

Outra coisa que achei muito legal, foi conhecer um pouco mais da instituição Vassalos da Estrela da Manhã. A idéia de ter uma organização como essa, também é um toque de mestre de Snyder. Não que nunca tenhamos visto organizações para matar vampiros. Muitas histórias já foram escritas sobre isso; o diferencial para mim é a forma com que os humanos são descritos. O nível de realismo em Vampiro Americano é a parte mais interessante. Enfim, mais do que recomendo esta série e especificamente esta história. Acredito que ainda possa comprar na comix, portanto comprem sem medo, valem muito na estante. Vou ficando por aqui; infelizmente não estou podendo atualizar o blog com freqüência, porém espero poder compensar o tempo perdido em breve. Agradeço por todo mundo que me acompanha por aqui, agradeço os mails que recebi pedindo por mais posts e principalmente agradeço aos meus alunos (e ex-alunos) que espalham e compartilham o link do blog por aí. Valeu galera. Os links da Comix estão aí embaixo, para saber de atualizações me siga pelo Facebook e Twitter. Abraços.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Oceano... Warren Ellis arrasando!


Quem são nossos antepassados??


Pergunte a Warren Ellis. Bem vindos leitores do blog, aqui estou mais uma vez e o assunto dessa vez é uma obra da DC, sob o selo Wildstorm. Oceano é simplesmente demais e é tão viciante, que uma vez que começamos a ler é impossível parar. Não é de hoje que sou muito fã de Warren Ellis, já o conhecia da obra Frequência Global (que por sinal ainda deve aparecer por aqui). A verdade é que ele é um dos maiores produtores de conteúdo para quadrinhos da atualidade e já arrancou vários elogios, inclusive do mestre Alan Moore e se Mr. Moore disse que o cara é bom, que pobre mortal teria a audácia de discordar? Eu definitivamente não. Claro que não posso me esquecer de mencionar, o grande artista Cris Sprouse. Não é exatamente um desconhecido; já trabalhou com grandes ícones dos quadrinhos como o próprio Warren Ellis, além de Grant Morrison e The King Alan Moore. Desenhou grandes personagens dos quadrinhos, como Batman, X-Men, Liga da Justiça, etc.


Oceano é um quadrinho de 2004, mas que chegou por aqui algum tempo depois e, para os aficionados em papel, ainda podemos comprar, pois está para vender na Comix; versão de luxo com capa dura e tudo que temos direito. É uma história futurista, entretanto é meio esquisito classifica-la como ficção científica. Eu pelo menos achei. Os elementos estão lá, tecnologia, política corporativista (isto ainda é sci-fi?), exploração espacial, e tudo mais. Só que a pegada está mais para uma trama policial, do que para o que eu espero de uma obra de ficção científica. E falando nisso, vamos à história (sem dar spoilers, claro). Como já mencionado, a temática é futurista. Não o futurismo tradicional. É algo mais para a intenção realística. Não estou dizendo que tudo que vimos ali é uma realidade, ou será uma realidade futuramente, apenas digo que a intenção de Warren Ellis foi passar a sensação de realidade, de algo que realmente pode acontecer, no que diz respeito à exploração espacial.


Pelo menos daqui a uns cento e tantos anos, que é a época da obra. Nosso personagem principal chama-se Nathan Kane, um inspetor das nações unidas que foi mandado para Europa, sendo que está Europa não é na Terra; trata-se de um dos satélites de Júpiter. Na verdade, não é bem em Europa o seu destino, e sim na estação em órbita de Europa, chamada Cold Harbor. Acontece que o motivo dele ter sido chamado, foi que algo foi encontrado em Europa. Para quem não sabe, Europa é um dos satélites em volta de Júpiter e sabe-se que é um grande oceano congelado (isso não é ficção, é realidade!). Este fato, por sinal, é muito utilizado na ficção científica ao longo dos tempos, bem como nos quadrinhos. Para citar um exemplo, recorro a Arthur C. Clarke (um dos meus escritores sci-fi prediletos) e sua obra 2010: o ano em que faremos contato. Em Oceano, Warren Ellis também nos mostra algo que quebra paradigmas. Sim, estou falando de vida; só que, como tudo na vida, nem toda a descoberta é uma “boa” descoberta, basta lembrar que um inspetor da ONU foi chamado e a especialidade de Nathan Kane são armas.
Ficou curioso leitor? Eu espero que sim, pois daí em diante o que vamos ver são revelações, algumas muito óbvias outras um tanto quanto perturbadoras. Aventura e suspense estão presentes na trama só que, para esse humilde leitor, a história é mais sobre a humanidade do que sobre vida em outros planetas. Quando eu disse que é uma obra futurista, só que é esquisito classifica-la assim, acho que é exatamente por isso. Reconhecemos muito do que lemos lá, no mundo de cento e tantos anos além, com o que estamos acostumados ver hoje. Você lê e acredita que aquilo poderia acontecer exatamente como aconteceu. Para finalizar, posso dizer que é uma leitura incrível para qualquer fã de quadrinhos, alias como todas as obras de Warren Ellis. Merece um lugar na sua estante. E com isso, vou terminando meu post. Agradeço a atenção de todos que por aqui passaram e para saber de novas postagens, é só me segui no Twitter e pela fan page do Facebook. Quem se empolgou com essa obra, estou deixando o link da Comix aí embaixo. Clique e seja feliz. Abraços!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Liga extraordinária (HQ)... Alan Moore sendo Alan Moore!


Aí sim, nós temos um verdadeiro grupo de extraordinário!!


Sim amigos, estou aqui novamente para escrever sobre mais uma obra de Alan Moore. E todo mundo sabe que ele tem o toque de Midas. O que ele toca transforma-se em ouro, ainda que o que ele toque (nesta obra em questão), não sejam exatamente personagens criados por ele. Com os incríveis desenhos de Kevin O’Neil, esta série está entre uma das mais populares já idealizada por Moore. Começou a ser publicada lá pelo final da década de 90, se não me engano em 1999 e por aqui demorou um pouco (séculos) mais a dar as caras. Só coloquei a mão nos meus exemplares por conta de muita procura pelas “internets” da vida; acabei por achar na Devir e comprei sem piedade. Como já havia lido muito a respeito desta obra, pude apreciar meus livros como se deve e realmente é uma obra de Moore. Porém preciso dizer que, apesar de ser uma obra de qualidade impecável, sem comparações com as já consagradas Watchmen e V for Vendetta. São obras diferentes, portanto temos que tratar-las como tal.


Pelo que eu li, em entrevistas e reportagens, a idéia inicial de Moore era uma espécie de Liga da Justiça da era vitoriana. Ou algo do gênero. Graças a tudo que é sagrado, essa intenção não foi para frente; não quero nem imaginar como poderia ter sido. Se bem que, em se tratando de Alan Moore, não duvido que ele poderia criar uma história espetacular, ainda que esta tivesse versões do Batman e do Superman da era vitoriana. Anyway, essa idéia não vingou mesmo e acabou por se transformar em uma homenagem a vários personagens de obras de ficção. Sobre esses personagens, muitos são conhecidos do grande público literário, afinal estou falando de: Mina Harker (Drácula, Bram Stoker), Alan Quatermain (personagem de As Minas do Rei Salomão, H. R. Haggard), Dr. Jekyll (O médico e o Monstro, R. L. Stevenson), Hawley Griffin (O Homem Invisível, H. G. Wells), Capitão Nemo (20.000 Léguas Submarinas, Julio Verne), além de outros personagens e vilões clássicos muito conhecidos, como Fu Manchu (este eu admito que nunca vi, nunca li, eu só ouço falar) e Professor Moriarty (inimigo mortal de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle).
Com personagens desse calibre, o sucesso era certo. Sem dar spoilers, posso dizer que o plot da série é: Mina Harker é recrutada pelo governo britânico com a missão de montar uma equipe com determinados indivíduos escolhidos a dedo. Estes por sua vez, teriam a missão de defender os interesses britânicos, nas mais variadas situações. Partindo daí, imaginem as situações, perigos e até mesmo problemas internos com essa galera. Colocar pessoas tão diferentes e com, digamos, princípios morais tão diferentes não é algo tão fácil de lidar. Até onde eu sei, foram lançados 5 volumes, dos quais eu possuo 3. Estou ansioso por novos volumes e segundo fontes seguras (OMELETE), o próximo volume será uma aventura na América do Sul. Vamos ver o que nos aguarda. Vou terminando por aqui. Claro que vou deixar links, está obra merece estar na estante de qualquer leitor de quadrinhos e é claro que minhas recomendações não poderiam ser melhores. Muito obrigado pela atenção, me sigam pelo Twitter e pela Fan Page do blog. Abraços.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Antes de Watchmen: Ozimandias!


Para todos os fins e sem dar spoilers, só digo uma coisa: Rorschach is always right!!
 Foi exatamente o que eu imaginava que seria: Bom na medida certa. Está certo que não foi o melhor, afinal o “Antes deWatchmen” do Dr. Manhantan foi simplesmente espetacular. Este volume nos deu uma verdadeira dimensão do personagem, que na obra original não é tão querido e até mesmo estigmatizado. Uma coisa que eu achei bem interessante, é que nesta obra Ozimandias é muito parecido com o que vimos no filme. Quando partimos do princípio que a obra à ser considerada é o quadrinho, fica um pouco diferente. Não que isso de alguma forma mude a essência do personagem, mas para quem é fã das antigas e já leu a obra de Alan Moore zilhões de vezes, imediatamente vai sentir a diferença. Este Ozimandias é um pouco mais cínico e ao mesmo tempo descontraído, que o que conhecemos tão bem. Acredito que foi uma jogada de mestre, fundir o personagem original, com o da adaptação cinematográfica, que por sinal é ótima.


Vamos ao que interessa que é a história. Sem dar muitos spoilers (de preferência nenhum), posso dizer que saber um pouco da família, do tipo de criação que o personagem teve, é um dos pontos altos. Por um momento cheguei a pensar que esta obra não iria acrescentar nada de novo. Tudo muito suave, entretanto as novidades e curiosidades estão lá. Inclusive o motivo da minha frase inicial, sobre Rorschach. Entendedores entenderão. Acompanhar o jovem Veidt e boaparte de sua trajetória foi um prazer inesperado. Preciso dizer que a arte desse sexto volume, é impressionante. Jae Lee é demais. Algumas pessoas, estou falando de críticos literários, não gostaram do recurso utilizado pelo autor; os já conhecidos flashbacks, comuns na obra original. Não achei isso ruim. Pelo contrário, gostei e muito. Na minha humilde opinião, em se tratando de Watchmen (no caso, tudo que têm haver com Watchmen), é bem legal reconhecer esse recurso. Enfim, É APENAS A MINHA OPINIÃO!


Outra coisa que eu vi muita gente reclamar, é que boa parte da história se passa durante os acontecimentos mostrados em Watchmen, e não antes por assim dizer. Também não achei ruim de todo isso, afinal, por mais que todos nós saibamos que Ozimandias não é o personagem principal, ou seja, não é ele que está sempre em foco na obra original, podemos dizer que ele é a cola que junta todos os personagens (pelo menos boa parte deles). Quem leu a obra original sabe aonde vai dar os atos de Adrian Veidt!
O que posso dizer é que, a obra vale a pena. Deve agradar os fãs de um modo geral, com exceção dos chamados fãs Xiítas; para começo de conversa, essa galera nem queria que fosse escrita/produzida “Antes de Watchmen”. Seja como for, eu gostei. Se nada do que você leu te convenceu a comprar este sexto volume, basta eu te dizer que o encontro (melhor dizendo o primeiro encontro), entre Ozimandias e O Comediante, é uma curiosidade que vale a pena. Vou ficando por aqui e perdão por ter demorado tanto para publicar esta sexta parte. Aguardem pela sétima que ainda não li, contudo está no topo da minha lista. Agradeço a atenção e se você gostou do que leu, compartilhe. Para sempre saber das novidades do blog, curta a página do facebook e me siga no Twitter, não custa nada e é de graça. Vou deixar o link do Senhor Saraiva, que está vendendo a obra toda, assim como o link da Comix; clique e confira. Abraços.




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

John Constantine: HELLBLAZER, Origens!

Quando você olha para o abismo, o abismo olha de volta para você!
Aqui estou novamente para escrever sobre o meu personagem favorito: o Mago canastrão John Constantine. É simplesmente impossível não amar um personagem tão rico e cheio de detalhes, ainda mais quando suas histórias geralmente atraem mestres do mundo dos quadrinhos, que não apenas querem trabalhar com o personagem, mas querem deixar sua marca registrada. Não é qualquer um do Universo DC que têm esse tipo de apego emocional e também profissional. No decorrer de sua criação, que para quem não sabe, nasceu pelas mão de Alan Moore, como um mero personagem coadjuvante e que acabou por se tornar um dos maiores astros do selo Vertigo, lado a lado com Sandman. Acredito que sei o motivo de tanta popularidade!
John Constantine não é um herói nos moldes clássicos; firme, decidido, incorruptível, fiel e 100% honesto. Definitivamente, não podemos categorizar-lo como um anti-herói, como Justiceiro (Punisher, MARVEL) ou LOBO (DC). John está em algum lugar no meio. Ele é o tipo de cara que sempre está disposto a salvar o mundo, coisa que já fez por sinal; acontece que, os caminhos que ele é capaz de usar apara conseguir o que pretende, ainda que o que ele tenha em mente seja nobre e “para o bem maior”, comumente acabam por levar seus amigos a mortes terríveis ou serem abduzidos por demônios ou coisa pior (se é que tem algo pior!). Ele não tem pena de usar o que for preciso para fazer o que acha certo. Tendo em vista que seu senso de moral é relativo, é um personagem que pode literalmente participar de qualquer coisa. Isso dá uma liberdade de escrita que qualquer autor mataria para ter. Desta forma, quem não gostaria de escrever algo para ele?
Em John Constantine: HELLBLAZER, Origens o que vamos ver é o início de suas histórias, pelas mãos brilhantes de Jamie Delano (roteiro) e John Ridgway (arte). A chamada “fase Delano” é uma das melhores e dizem as Lendas, a melhor fase já escrita para o personagem. Não posso dizer se foi a melhor, ainda mais quando nunca li uma história ruim de Constantine (não que elas não existam, eu apenas não conheço). Essa fase é tão importante pelo motivo mais óbvio possível: é a apresentação do personagem. Dali por diante, teríamos que lidar com a personalidade de Constantine tendo como base a visão de Delano. São histórias clássicas, datadas inclusive, e que nos mostram quem é, o que faz e onde vive este personagem. Logo de início já temos a clara noção de que não é para crianças. Essa, por sinal, é a maior característica das histórias de Constantine.
O que se pode esperar então da revista? Se você já conhece o personagem, no entanto não conhece à muito tempo, é uma ótima oportunidade de ler as histórias antigas e mergulhar um pouco no passado do personagem. Se você está tendo o primeiro contato com o personagem, vai ficar viciado literalmente. Vai querer saber tudo, ler tudo, vai ficar doido. É o que acontece com todo mundo que têm contato com Hellblazer pela primeira vez. Afinal, quem poderia imaginar que quadrinhos pudessem ser desse jeito, com essa riqueza e com toda essa profundidade? Agora se você é fã das antigas, como eu, essa coletânea vai ficar linda na estante. Vai servir como catálogo e vai facilitar a consulta para futuras referências. Atualmente já está no volume 6 e que venham mais. Vou ficando por aqui e não posso deixar de dizer que, para todos aqueles se empolgaram com nosso amigo Mago, a Comix está vendendo exemplares. Vou deixar o link para a galera que estiver interessada. Obrigado pela atenção. Sigam-me pelo Facebook e Twitter para saber novidades sobre o site. Abraços. 


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Escalpo...essa série é mágica!

“Eu não quero ser um produto do meio ambiente, eu quero que o meio ambiente seja um produto meu”.
E com esta frase, que o personagem de Jack Nicholson pronunciou no maravilhoso filme “Os Infiltrados”, eu começo meu post sobre uma série da vertigo que é, para dizer o mínimo, perturbadora. Estou falando de Escalpo, provavelmente uma das séries mais realistas que eu já li ou lerei por muitos anos. Quando eu digo realista, não falo das coisas boas, do amor e carinho que pode existir entre os seres humanos. A realidade que me refiro é o lado sombrio do mundo, são todas as coisas que as pessoas são capazes de fazer por ganância, é a maldade explodindo na nossa cara e a emoção de ver que até no inferno nascem flores. Em Escalpo, os EUA são mostrados de uma forma tão surreal, que é impossível não acreditar que realmente não existam pessoas como aquelas andando entre nós. Pior é que quanto mais nos aprofundamos na trama, mais somos capazes de identificar que, aquele universo de cores e imagens, é o nosso universo.
Como já deu para perceber, sou um apaixonado pela série; alias, sou apaixonado por tudo que a Vertigo produz. Ainda não vi nada que foi publicado pela Vertigo que fosse ruim, apesar de meus gostos não serem iguais aos de todos. Infelizmente, não são todas as obras que são uma gritante unanimidade entre os leitores; são poucos os autores que conseguem tal feito (como um tal Alan Moore e outro chamado Neil Gaiman). Em Escalpo, precisamos dizer que é virtualmente uma obra adulta. O contexto, os diálogos e a maneira que os personagens foram construídos, demonstram de forma entusiasta que esta obra foi proposta para leitores mais maduros e com opiniões bem definidas. Não significa que pessoas mais novas não se identifiquem com a série ou não consigam fazer as determinadas ligações. Se existe uma coisa boa que a internet trouxe, foi a grande facilidade com a qual podemos ter acesso a informação. Então, se uma pessoa mais jovem por acaso lê que Escalpo tem certa relação com Leonard Peltier, ele rapidamente tem como saber quem é, a história do qual faz parte e de quebra, ainda conhece a maravilhosa música do Rage Against the Machine chamada Freedom. Alias, escutar Freedom (não tocando alto; suavemente...) lendo Escalpo #nãotempreço!
Vamos a história, sem spoilers , como já é costume e tradição deste blogueiro. A história se passa na reserva ROSA DA PRADARIA, que não é a reserva bonitinha que os fãs da saga crepúsculo amam. Não é uma reserva rodeada de coisas belas, com nativos americanos andando quase sem roupa para cima e para baixo, ocasionalmente transformando-se em lobisomens para caçar vampiros purpurinados. Nesta reserva, como diria nosso amigo Cauê Moura, “o barato é lôco”! É a reserva com o maior índice de alcoolismo na America, além de ser um dantesco antro de perdição, com tudo que os círculos do inferno têm direito: prostituição, viciados para todo lado, laboratórios de meta anfetamina (nessa hora imaginem a trilha de Breaking Bad), violência descarada e sem limites, além de uma máfia de respeito, com um chefe que comanda tudo isso com mão de ferro chamado Lincoln Corvo vermelho, um anjo de pessoa (anjo tipo o Lúcifer...).
Nossa história começa para valer, quando um ex-morador da região, chamado Dashiel Cavalo Ruim (esses nomes são demais!) que na verdade é um agente federal infiltrado (agora faz sentido a frase do início do post) volta a reserva e sua missão é conseguir provas para uma condenação de Corvo Vermelho; provas diretas ou indiretas, é importante dizer. A verdade é que nada vem de graça; portanto esse serviço que Dashiel se propôs a fazer, teria um grande ganho para sua careira de agente federal, e no decorrer da trama ele vai percebendo que não será tão simples. A possibilidade dele se corromper pelo caminho é grande; fora outros fatores que não vou mencionar, afinal eu disse “sem spoilers”, mas posso adiantar que tem mulher na rodada (sempre têm...). Essa série é demais, faz por merecer todos os prêmios que recebeu,é um autêntico título Vertigo. 
Para qualquer ser humano que adore histórias policiais, Escalpo é uma boa e essa é inclusive uma das formas de se definir a obra: uma obra policial. Não sei se considero a história totalmente policial; eu a vejo mais como um drama violento e mega realista, que trás para nós uma imagem da America do Obama que não é retratada em filmes e seriados. Eu, por exemplo, sempre tive curiosidade de saber mais sobre os nativos americanos da América do Norte. Curiosidade de ver-los sendo retratados nos quadrinhos. Enfim, com metáforas ou de forma mais crua, Escalpo faz o leitor pensar e qualquer quadrinho que cause esse efeito, merece ser mencionado. Recomendo e assino embaixo! Vou ficando por aqui. Vou deixar o link da Comix, para quem quiser completar ou começar sua coleção da revista mensal Vertigo, que é onde vocês vão achar Escalpo. Obrigado pela atenção. Me sigam pelo Facebook e Twitter para saber sobre novos posts. Abraços.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Antes de Watchmen: Comediante!

It´s a joke!!
E estas foram as últimas palavras do nosso herói antes de ser assassinado, segundo o filme de Zack Snyder. Claro que, nos quadrinhos, não foi bem assim que aconteceu. Porém estamos falando de Eduard Blake, O Comediante. É provavelmente o herói (se é que dá para classificar-lo assim...) mais impagável de todos os tempos, e provavelmente teria dito algo assim antes do fim. “Quando se percebe que tudo é uma piada, ser O Comediante é a única coisa que faz sentido”. Essa e outras frases dão o tom do personagem mais odiado e cultuado no Universo de Watchmen. Quando li esta obra pela primeira vez, achei que não fosse possível um mundo fictício ser mais real do que estava sendo apresentado ali. Afinal, se o Dr. Manhattan estava representando o humano que, de uma hora para outra se descobre poderoso, o Comediante é o ser humano que simplesmente não tem nada a perder. Viver por viver, morrer por morrer. Segundo alguns artigos que eu li sobre a guerra do Vietnã e sobre pessoas que por lá estiveram (jornalistas e soldados), esse sentimento de “nada mais importa” era bem comum. Com Eduard Blake não poderia ser diferente, ainda que ele nunca tenha sido um exemplo de sanidade para ninguém, mas afinal: Que não é um pouco louco?
Quando Alan Moore escreveu Watchmen, provavelmente não sabia que esta obra iria ser tão cultuada e elogiada até hoje (vivo dizendo isso, não reparem...), e provavelmente também não sabia que seus personagens se tornariam icônicos. Quando se tem personagens tão queridos e carismáticos, como evitar saber um pouco mais sobre eles? Antes de Watchmen está preenchendo algumas dessas lacunas; não todas, entretanto acho que está sendo feito na medida certa. Sabemos o que precisamos saber. Fatos e acontecimentos importantes que, de alguma forma, transformaram os personagens ou pelos menos causaram grandes impactos. E finalmente sai a esperada edição do Comediante, escrita por Brian Azzarello e desenhada por J. G. Jones; e claro que fiquei super empolgado, pois trata-se de um personagem que faz a obra de Moore ser surreal. Não me decepcionei.
A Imprensa especializada não gostou muito. Não entendi o motivo de tantas críticas; Azzarello me apresentou exatamente o que eu esperava ver. Uma história bem policial, com raríssimas aparições de outros personagens da obra de Moore e algo voltado mais para espionagens e intrigas políticas. Claro que, por se tratar de um personagem com relevante importância na trama, muitos (incluindo eu) gostariam de ter lido sobre muitas outras coisas, como: o relacionamento entre ele e Sally Jupiter, como começou sua vida de vigilante, entre outras coisas que não fora mencionadas. Só que por outro lado entendo a decisão de Azzarello por deixar tais coisas de lado e focar na parte mais política, como seus pequenos serviços para o governo americano. O que nos foi apresentado, foi os últimos laços de Eduard Blake sendo cortados. Azzarello mostra como o Comediante deixou de ser um “herói” americano e se tornou um ser humano a parte do mundo dos seres humanos. Curioso que, na história de Azzarello, o personagem vai para tão longe da sua própria consciência, que agora eu consigo entender a cena onde ele conversa com Moloch, aos pés da cama e chora. Quando você sabe parte do que ele já fez, consegue entender seu terror e até repulsa pelo plano de Ozymandias (paro por aqui, senão é dar spoilers). A propósito, Azzarello não esqueceu de Moloch. Ele tem uma pequena e relevante participação.
Preciso dizer que vale a pena comprar? Claro que vale. Como já mencionei: não sei o motivo de tanta reclamação sobre o capítulo de Azzarello e não li nada que me fizesse deixar de gostar do trabalho dele. Contudo, posso dizer que não foi o meu capítulo predileto. Até o momento, meu predileto foi sobre o Dr. Manhattan. Quem é apaixonado pelo quadrinho de Alan Moore, não vai conseguir deixar de comprar tudo que puder sobre Watchmen. Que venha o próximo. Alias, falando em próximo, para todos os que por um motivo ou outro ainda não compraram os primeiros volumes, não deixe de comprar (links no final do post). Essas informações são muito interessantes para quem já leu Watchmen, pois nos faz perceber ou melhor dizendo, entender certas coisas de forma mais clara. O que é gritante para mim, é que todas as pessoas envolvidas com essa série, são grandes fãs da obra original e o respeito com os detalhes é a parte mais bacana. Respeito de fã, que eu conheço e me identifico. Vou ficando por aqui. Obrigado pela atenção e perdão por esse post ter demorado tanto. Abraços. 


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Neverwhere...Neil Gaiman nos apresenta a Londres Abaixo!



Muitos conhecem Londres, mas poucos conhecem a Londres abaixo de Londres!!
Novamente e com muita alegria, trago mais uma obra do mestre Neil Gaiman. Dessa vez, nada ambientado no mundo de Sandman, ou talvez sim, afinal todos os mundos passam por um momento ou outro pelo reino de Morpheus. De qualquer jeito, essa obra em questão é uma fantasia maravilhosa, que possui versões em livro e quadrinhos e é claro que eu vou falar da versão em quadrinhos (apesar de ter lido o livro também); todo mundo sabe que é a mídia que fez Gaiman ser conhecido no mundo todo, nada mais justo do que prestigiar esta forma de arte que vem formando leitores a sei lá quanto tempo.
Para quem já está acostumado com as obras e o estilo do autor, vai entrar no clima rápido. Em lugar nenhum, temos o típico homem comum, com sua vida comum e seus problemas comuns, sendo arremessado contra sua vontade em um mundo onde as aventuras são mais do que possíveis, são reais. A magia e a fantasia nos mostram como o mundo chato e ordeiro de Londres, esconde o imprevisível. Sou um grande leitor de literatura fantástica, e apesar de não trazer muitos livros para cá, afinal a grande procura dos meus leitores é por quadrinhos, sempre coloco referências pontuais de tudo que eu já li, e de tudo que eu já absorvi a respeito de literatura fantástica. Em Neverwhere, Gaiman penso que bebeu muito na fonte de C. S. Lewis; o Mercado Flutuante, que acredito ser uma verdadeira entidade no livro, é uma verdadeira fonte de novas aventuras e possíveis histórias. Isso acaba por ser uma marca registrada de Gaiman; ele sempre deixa um gosto de “quero mais” em tudo que escreve, dessa forma, ao introduzir o Mercado Flutuante, ele cria uma “desculpa” para apresentar eventuais novos personagens, para eventuais novas aventuras. Isso é uma coisa que vemos na obra de Lewis, a gama de possibilidades de novas histórias.
Vamos ao que interessa. Nessa história específica, somos apresentados a Richard Mayhew que é um cara normal, vivendo a sua vida de forma normal. Por um acaso do destino, acaba por salvar uma garota estranha que, estranhamente, atende pelo nome de Porta. Graças a isso, envolve-se em uma trama que vai muito além do que sua pobre e ordinária vida já lhe permitiu contemplar. Por intermédio de Porta, Richard conhece uma Londres que ele não sabia que existia, a Londres Abaixo, e ali também descobre que nenhuma aventura é apenas um “passeio”. Descobre que Porta é muito mais que apenas uma garota precisando de ajuda, descobre que pessoas estão atrás dela e que essas pessoas são bem perigosas, descobre que por trás das fronteiras do mundo racional, existe aquilo que a imaginação só pode sonhar que existe. Faz novos amigos e percebe que, de uma forma ou outra, nunca mais será o mesmo homem.
Neste quadrinho, que na verdade foi feito depois do livro ser escrito e conta com a adaptação maravilhosa de Mike Carey (roteiro) e Glenn Fabry (arte), é bem fiel (na medida do possível). Para quem leu apenas o livro, vai notar diferenças aqui e ali, e isso é mais do que normal. O ponto é que a essência da obra original está ali, e agora temos as incríveis referências visuais. Richard se encontra em uma situação onde, precisa agir de maneira certa, mesmo que não seja obrigado a isso; essa é a maior característica do personagem, o fato dele ser um “Nice Guy”. Os quadrinhos conseguiram capturar a idéia de Gaiman, transformando o quadrinho em algo bem maior do que um simples Spin Off do livro. Conheci a história pelas páginas da revista mensal da Vertigo, publicada pela Panini. Alias fica a dica: Comprem Vertigo Mensal. Sem sombra de dúvidas, é a melhor revista mensal que temos hoje. Quadrinhos adultos e de qualidade. Comprem de olhos fechados. Vou ficando por aqui. Agradeço a atenção e abaixo vai um link da Comix, para quem quer ir atrás da obra. Abraços.

http://www.comix.com.br/product_info.php?products_id=6007